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domingo, 5 de março de 2017

Nicarágua: mulher ‘possuída’ morre após ser queimada por religiosos

Caso de mulher 'possuída' queimada em fogueira em igreja evangélica na Nicarágua (Polícia Nacional da Nicarágua/Reprodução)

Vilma Trujillo García, de 25 anos, foi jogada em um fogueira e não resistiu às queimaduras em 80% do corpo


O caso da mulher que morreu após ser jogada em uma fogueira por grupo religioso por estar “possuída” revoltou a população da Nicarágua. Vilma Trujillo García, de 25 anos, sofreu queimaduras em quase todo o corpo em um ritual da igreja Assembleia de Deus realizado e terminou morrendo.
Segundo Reynaldo Peralta, marido da vítima, Vilma foi despida antes de ser amarrada e jogada no fogo.
A Polícia Nacional prendeu o pastor Juan Gregorio Rocha Romero e quatro supostos cúmplices, que são apontados como responsáveis pelo crime.
O incidente aconteceu na comunidade rural de El Cortezal, no município de Rosita, na Região Autônoma Caribe Norte (RACN), no nordeste da Nicarágua.
Com queimaduras em 80% do corpo, a mulher chegou a ser transferida para um hospital na capital Manágua, mas com poucas chances de continuar viva, afirmou Peralta. Vilma era mãe de duas meninas.
(Com EFE) - Fonte Veja

Indiana de 24 anos é cremada viva na funerária após erro médico

Seu prontuário afirmava que ela teria morrido de uma infecção pulmonar


Embora não tivesse demonstrado sinais vitais após isso, um exame post-mortem revelou a presença de partículas carbonizadas
Uma mulher indiana de 24 anos, identificada como Rachna Sisodia, foi queimada até a morte em uma pira funerária horas após os médicos terem erroneamente anunciado sua morte.
Seu prontuário afirmava que ela teria morrido de uma infecção pulmonar. Então, a família se preparou para cremar o corpo da jovem em uma região do estado de Uttar Pradesh. Seu marido, Devesh Chaudhary, de 23 anos, tomou posse do corpo durante a madrugada e levou-o a uma funerária a duas horas de distância do hospital, em Aligarh, onde começaram a queimá-lo às 8 horas na manhã.
No entanto, de acordo com relatos, alguém teria tirado a mulher da fornalha acreditando que ainda estivesse viva. Embora não tivesse demonstrado sinais vitais após isso, um exame post-mortem revelou a presença de partículas carbonizadas em sua traqueia e pulmões, o que indica que ela estava respirando no momento em que entrou no forno.
Um porta-voz da polícia local afirmou que “isso acontece quando alguém é queimado vivo. As partículas entram a partir da respiração”. No entanto, “se uma pessoa está morta, tais partículas não podem alcançar os pulmões ou traqueia e por isso os médicos concluíram que a morte teria sido causada não por infecção pulmonar, mas um choque por ter sido queimada viva”, explicou.
A polícia também disse estar levando em conta as acusações de Kailash Singh, tio de Rachna, que alega que a jovem teria sido sexualmente abusada pelo marido e outros 10 homens. Já o marido da vítima negou as acusações e afirmou que a família de Rachna estaria tentando adquirir sua propriedade por meio das acusações. Os médicos preservaram e entregaram à polícia um pedaço de osso para a realização de testes de DNA, mas até o momento os resultados ainda não foram disponibilizados.
Fonte: Jornal Ciência

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Mãe queima filha viva por se casar sem permissão no Paquistão

Hassan Khan mostra a imagem de sua esposa Zeenat Rafiq, queimada viva pela própria mãe, contrária ao casamento da filha, em Lahore no Paquistão - 08/06/2016(K.M. Chaudary/AP)
Este foi o terceiro crime desse tipo no período de um mês no país

Uma mulher foi presa nesta quarta-feira no Paquistão acusada de torturar e queimar até a morte a própria filha, que casou sem sua permissão. Zeenat Bibi, de 17 anos, foi encharcada de querosene e queimada por sua mãe, Perveen Bibi, em sua casa da cidade oriental de Lahore uma semana depois de se casar, contou o porta-voz policial da região, Matloob Hussain. Esse foi o terceiro crime dessa natureza no período de um mês no Paquistão, onde são comuns os ataques a mulheres que desrespeitam tradições conservadoras relacionadas ao casamento.
O porta-voz explicou que a família pediu à vítima que retornasse à casa após fugir com seu marido para realizar uma cerimônia matrimonial. "Ela não queria retornar para sua família porque temia que a matassem. Mas eu dei permissão depois que um de seus tios garantiu sua segurança. Deixei que fosse", disse o marido, Hassan Khan, à televisão paquistanesa Geo. Khan disse à polícia que viu como vários familiares a agarravam enquanto a mãe jogava combustível e lhe ateava fogo.
No dia 30 de maio, Maria Sadaqat, professora de 19 anos, foi torturada e queimada viva por um grupo de homens após rejeitar um pedido de casamento do filho do dono da escola onde ela lecionava na cidade de Murree, próxima à capital. Maria morreu em decorrência dos ferimentos na quarta-feira passada, dois dias depois da agressão.
Em meados de maio, moradores de um vilarejo perto de Abbottabad mataram uma adolescente, também queimando-a viva, porque a garota ajudou uma amiga a fugir para se casar sem a permissão da família.
Crimes de honra - Este tipo de crime é muito frequente no sul da Ásia e costuma envolver homens de uma família que consideram uma afronta que transgride a conservadora moral familiar das sociedades locais.
Em 2015, 923 mulheres foram vítimas desse tipo de crime no país, segundo um relatório da Comissão de Direitos Humanos do Paquistão (HRCP), que adverte que esse número esconde uma realidade ainda maior que fica fora dos registros.
A ativista cineasta Sharmeen Obaid Chinoy ganhou neste ano seu segundo Oscar pelo documentário em curta-metragem A Girl in the River: The Price of Forgiveness (Uma Garota no Rio: o Preço do Perdão, em tradução livre), que conta a história de Saba Qaiser, uma sobrevivente de um desses "crimes de honra" - em 2014, Saba casou-se sem o consentimento dos pais e, como punição, foi baleada na cabeça e jogada no rio pelo próprio pai.
(Com EFE)