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quarta-feira, 8 de junho de 2016

Mãe queima filha viva por se casar sem permissão no Paquistão

Hassan Khan mostra a imagem de sua esposa Zeenat Rafiq, queimada viva pela própria mãe, contrária ao casamento da filha, em Lahore no Paquistão - 08/06/2016(K.M. Chaudary/AP)
Este foi o terceiro crime desse tipo no período de um mês no país

Uma mulher foi presa nesta quarta-feira no Paquistão acusada de torturar e queimar até a morte a própria filha, que casou sem sua permissão. Zeenat Bibi, de 17 anos, foi encharcada de querosene e queimada por sua mãe, Perveen Bibi, em sua casa da cidade oriental de Lahore uma semana depois de se casar, contou o porta-voz policial da região, Matloob Hussain. Esse foi o terceiro crime dessa natureza no período de um mês no Paquistão, onde são comuns os ataques a mulheres que desrespeitam tradições conservadoras relacionadas ao casamento.
O porta-voz explicou que a família pediu à vítima que retornasse à casa após fugir com seu marido para realizar uma cerimônia matrimonial. "Ela não queria retornar para sua família porque temia que a matassem. Mas eu dei permissão depois que um de seus tios garantiu sua segurança. Deixei que fosse", disse o marido, Hassan Khan, à televisão paquistanesa Geo. Khan disse à polícia que viu como vários familiares a agarravam enquanto a mãe jogava combustível e lhe ateava fogo.
No dia 30 de maio, Maria Sadaqat, professora de 19 anos, foi torturada e queimada viva por um grupo de homens após rejeitar um pedido de casamento do filho do dono da escola onde ela lecionava na cidade de Murree, próxima à capital. Maria morreu em decorrência dos ferimentos na quarta-feira passada, dois dias depois da agressão.
Em meados de maio, moradores de um vilarejo perto de Abbottabad mataram uma adolescente, também queimando-a viva, porque a garota ajudou uma amiga a fugir para se casar sem a permissão da família.
Crimes de honra - Este tipo de crime é muito frequente no sul da Ásia e costuma envolver homens de uma família que consideram uma afronta que transgride a conservadora moral familiar das sociedades locais.
Em 2015, 923 mulheres foram vítimas desse tipo de crime no país, segundo um relatório da Comissão de Direitos Humanos do Paquistão (HRCP), que adverte que esse número esconde uma realidade ainda maior que fica fora dos registros.
A ativista cineasta Sharmeen Obaid Chinoy ganhou neste ano seu segundo Oscar pelo documentário em curta-metragem A Girl in the River: The Price of Forgiveness (Uma Garota no Rio: o Preço do Perdão, em tradução livre), que conta a história de Saba Qaiser, uma sobrevivente de um desses "crimes de honra" - em 2014, Saba casou-se sem o consentimento dos pais e, como punição, foi baleada na cabeça e jogada no rio pelo próprio pai.
(Com EFE)


quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Enterrada viva por engano, adolescente morre em hospital


Familiares tentam abrir caixão. Foto: Divulgação


Acredita-se que a jovem entrou em colapso em um aparente ataque de pânico depois de ouvir uma rajada de tiros

Uma adolescente ‘morta’ acordou em seu caixão e pediu por socorro um dia após ser enterrada. O caso aconteceu em Honduras. Com informações do site do jornal britânico Daily Mail.
Um vídeo mostra parentes da adolescente Neysi Perez, de 16 anos, abrindo seu túmulo. Um dos familiares que removeu o caixão descobriu que o vidro da janela de visualização foi amassado e as pontas dos dedos da jovem estavam machucados.
Após ser retirada, a jovem, que foi enterrada em seu vestido de noiva, foi levada ao hospital, mas apesar dos esforços para reanimá-la, os médicos não encontraram sinais vitais e mais tarde o corpo foi enterrado no mesmo mausoléu.
A jovem Neysi Perez estava grávida de três meses quando supostamente caiu inconsciente depois de acordar no meio da noite para usar o banheiro fora de sua casa, que fica na cidade de La Entrada, no oeste de Honduras.
Acredita-se que a jovem entrou em colapso em um aparente ataque de pânico depois de ouvir uma rajada de tiros. Quando a adolescente começou a espumar pela boca, seus pais, que são religiosos, chamaram um padre local para exorcizá-la, pois acreditavam que a jovem estava possuída por um espírito maligno. Mais tarde a jovem foi levada às pressas para o hospital, onde teria falecido.
Um dia depois do funeral, Rudy Gonzales, marido da adolescente, foi ao Cemitério Geral de La Entrada, quando ouviu gritos abafados e batidas vindos do túmulo da esposa.
À imprensa local, Rudy Gonzales relatou como foi o momento. “Eu estava com o coração partido porque minha namorada tinha sido tomada tão de repente de mim. Eu queria estar perto dela. Coloquei minha mão em seu túmulo e senti-a batendo, depois ouvi sua voz pedindo socorro. Estava em êxtase e cheio de esperança”, contou.
A prima de Neysi, Carolira Perez, conta que colocou a mão sobre o corpo da adolescente e “ela ainda estava quente”. “Ela tinha arranhões em sua testa e contusões em seus dedos, parecia que ela tinha tentado desesperadamente sair do caixão”, contou Carolina.
Um trabalhador do cemitério também disse ter escutado ruídos vindos do túmulo. “Eu me convenci que os gritos estavam vindo de outro lugar. Nunca imaginei que houvesse alguém vivo ali”.
Após ser retirada, a adolescente foi levada dentro do caixão para o hospital mais próximo. Embora os médicos tenham tentado reanimá-la, os exames realizados mostraram que ela estava clinicamente morta.
A doutora Claudia Lopez, que estava no hospital, contou como foi a chegada da família ao hospital. “Toda família entrou correndo, quase quebrando a porta e carregando a menina em seu caixão. Disse a eles para colocá-la em uma maca. Fizemos todos os exames necessários, mas a menina estava morta, então a família colocou o corpo no caixão e levaram de volta para o cemitério”, lembra.
Os médicos acreditam que Neysi Perez pode ter sofrido um grave ataque de pânico que poderia ter parado temporariamente sua atividade cardíaca. Outra hipótese é que a adolescente tenha tido um ataque de cataplexia, uma perda temporária abrupta de função muscular voluntária normalmente desencadeada por um forte estímulo emocional, como estresse ou medo, durante o qual a vítima mantém a consciência.
A mãe da adolescente, Maria Perez Gutierrez, acredita que sua filha foi enterrada viva e culpa os médicos pelo erro. “Os médicos declararam-na morta, mas todo mundo em volta de mim me dizia que ela não parecia ter morrido”, conta. “Mesmo depois de um dia no túmulo, a cor de seu corpo era normal, o cadáver dela não tinha cheiro, parecia que estava em sono profundo. Eu pensei que teria minha filha de volta”, finalizou.
Fonte: Terra