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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

FORÇAS MILITARES PODEM TOMAR CONTA DO BRASIL - Alerta: General do Exército já admite intervenção militar caso houver um clamor das ruas


Esse não é o primeiro artigo do general Bini fazendo análise política e propostas de solução

Ex-chefe do Estado Maior do Ministério da Defesa e já aposentado, militar diz que “as Forças Armadas poderão ser chamadas a intervir, inclusive em defesa do Estado e das instituições”

O general da reserva Rômulo Bini Pereira, ex-chefe do Estado Maior do ministério da Defesa, admitiu a intervenção militar como saída para a crise política que envolve os três Poderes da Republica. Em artigo publicado nesta quinta-feira (15) no jornal O Estado de S. Paulo (leia íntegra abaixo), o militar escreve: “Se o clamor popular alcançar relevância, as Forças Armadas poderão ser chamadas a intervir, inclusive em defesa do Estado e das instituições”.
Um dos mais influentes militares das gerações que atuaram durante a ditadura militar, o general faz uma análise da situação política brasileira, critica o Congresso Nacional e até o governo. Segundo ele, a elite política empurra o Brasil para o brejo. Sob o título de “Alertar é Preciso 2”, o artigo do general diz que as Forças Armadas serão a “última trincheira defensiva desta temível e indesejável ida para o brejo”. E conclui: “Não é apologia ou invencionice. Por isso, repito: alertar é preciso”.
No longo artigo, o general faz uma análise da situação política no Brasil e no Mundo. Critica o Congresso por ter acrescentado punições ao Judiciário entra as medidas de combate à corrupção propostas pelo Ministério Público. Sem citar o nome, lembra que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), é réu por peculato e afrontou uma decisão de um ministro do Supremo que determinou seu afastamento do cargo, por estar na linha sucessória presidencial. Também citou “um grande número de parlamentares envolvidos em processos judiciais”.
Sobre o Judiciário, o general diz que a sociedade ainda confia nos juízes de primeira instância, mas coloca em dúvida a atuação dos tribunais superiores. “Nas instâncias superiores o quadro é diferente”, escreveu. Aproveitou para criticar o foro privilegiado, direito das autoridades de serem julgadas exclusivamente pelo STF – o que, segundo ele, acarreta sobrecarga e morosidade nos processos julgados pelo Supremo. Diz que o Judiciário está contaminado pela política partidária.
General Bini considera ainda que o país enfrenta uma “desgraça sem precedentes” e tenta profetizar: “É nesse cenário de ‘desgraças’ que as instituições maiores e seus integrantes deverão ter a noção, a consciência e a sensibilidade de que o país poderá ingressar numa situação de ingovernabilidade, que não atenderá mais aos anseios e às expectativas da sociedade, tornando inexequível o regime democrático vigente”. E insinua: “É um caso, portanto, a se pensar”.
Reincidente
Esse não é o primeiro artigo do general Bini fazendo análise política e propostas de solução. Em novembro de 2015, ele escreveu outro texto e o veiculou no mesmo jornal, com o mesmo título, em que fazia uma análise também catastrófica da situação política daquele momento.
No texto do ano passado, o militar lembra que um colega general, em documento interno, alertou para o agravamento da crise institucional, que poderia conduzir o país a uma “caótica conjuntura”. “Nesse casão, as Forças Armadas teriam de ser empenhadas e, por isso, deveriam estar adestradas”, escreveu.
O general Bini está na reserva e não tem qualquer comando de tropa. Seu artigo representa o que pensa uma minoria mais barulhenta de oficiais das Forças Armadas, formada por generais e coronéis saudosistas que viveram a ditadura militar (1964-1985).
Fontes das Forças Armadas garantem que o discurso político do general não tem eco na caserna atual, formada por gente profissionalizada, de outra geração. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, leu o artigo do general logo cedo, mas nada comentou. Há uma semana o comandante do Exército, general Eduartdo Vilas Boas, chamou de “tresloucados” e “malucos” quem pede intervenção militar para resolver a crise.
Leia a íntegra do artigo veiculado nesta quinta-feira (15):
“Alertar é preciso 2
Rômulo Bini Pereira
General da Reserva
A renomada escritora e jornalista Cora Rónai, em lúcido artigo, fez um alerta: ‘(…) um país vai para o brejo aos poucos construindo uma desgraça ponto por ponto (…)’. Felizes palavras em face do momento crítico pelo qual passa a Nação brasileira. Em cima de um conhecido ditado popular, ao citar o termo brejo, fez uma sutil alusão a indicar para onde caminha o Brasil.
A inesperada e incorreta invasão promovida recentemente na Câmara dos Deputados por um grupo de manifestantes é uma dessas ‘desgraças’. Membros do governo, lideranças políticas e a imprensa expressaram seu desacordo e sua indignação quanto à invasão e enquadraram o grupo de manifestantes como representantes da ‘direita’ e, até para alguns, da ‘extrema direita’. Esse enquadramento teve como origem a utilização de palavras de ordem que exigiam intervenção militar. O ministro da Defesa declarou que os militares não aprovaram o ato e permanecem em observância dos preceitos constitucionais, atitude que as Forças Armadas vêm adotando desde 1985.
A invasão suscita, entretanto, algumas considerações em razão do cenário político não só do País como do mundo. Os adeptos da adoção de uma intervenção militar vêm crescendo visivelmente. Não se tem conhecimento se são adeptos de uma ação direta manu militari ou de um apoio total e participativo num novo governo não eleito pelo voto popular. São cidadãos de meia-idade que conviveram com o regime militar e consideram o período de proveito para a sociedade brasileira. Por terem a mesma visão, a eles se juntam jovens revoltados e sem esperanças de melhoras na crise que o País vive. Já não se intimidam com o patrulhamento e com o ‘politicamente correto’ tão apregoado no Brasil. Alegam que as Forças Armadas cultuam princípios e valores que não veem em outras instituições e que elas seriam a única solução para a crise atual.
No cenário mundial, dois fatos políticos recentes suscitam também observações válidas: as eleições presidenciais nos Estados Unidos e o plebiscito que definiu a saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit). As análises feitas por institutos de pesquisa mostram que a principal causa dos surpreendentes resultados é creditada aos governos centrais e suas instituições, que se afastaram das opiniões e dos interesses de suas respectivas populações. Acrescentam que houve uma verdadeira desaprovação, por parte dos eleitores, dos defensores do ‘politicamente correto’, isto é, votaram contra opiniões e pareceres dos intelectuais, de segmentos do mundo artístico e cultural e, ainda, da mídia em geral. Todos davam como certa a vitória das propostas derrotadas. Uma discordância dos que se arvoram a ditar e impor propostas e ações afastadas da realidade de seus povos.
Em 8 de novembro de 2015, este jornal publicou artigo intitulado Alertar é preciso, no qual questionei se as instituições maiores estavam consolidadas e funcionando corretamente. Passado um ano, reafirmo o meu questionamento com uma agravante. O segundo artigo da Constituição está em vigor ou é um princípio fundamental inócuo?
No Legislativo, sabemos agora que a Câmara dos Deputados não é um cartório, e sim que três centenas de deputados fizeram ‘’“emendas à meia-noite” a desvirtuar as medidas anticorrupção propostas pelo povo brasileiro. O presidente do Senado, considerado réu pelo STF por acusação de peculato, confrontou e desobedeceu a uma decisão monocrática de juiz da Suprema Corte, fato que fere qualquer sistema dito democrático. E para agravamento do quadro político, é grande o número de parlamentares envolvidos em processos judiciais. Uma ‘desgraça’ sem precedentes.
No Judiciário os brasileiros ainda depositam esperança, graças ao corajoso desempenho dos juízes de primeira instância. Nas instâncias superiores o quadro é diferente. O esdrúxulo direito de foro privilegiado acarreta uma sobrecarga de processos no STF, o que lhe dá uma pauta extensa e criticada e indesejável morosidade. Com a transmissão de suas sessões pela TV, constata-se que são graves as divergências pessoais entre alguns de seus membros. E a presença da política partidária faz-se notar. A divulgação de altos salários no Judiciário – ditos legais, mas imorais –, o ‘fatiamento’ de artigo da Constituição aprovado pelo ex-presidente da Corte no processo de impeachment e o desgastante e inédito processo envolvendo o presidente do Senado afetaram a imagem e a credibilidade da instituição.
No Executivo, a situação econômica indefinida, o possível envolvimento da equipe governamental em atos de corrupção, o desgastante processo das tratativas parlamentares para a aprovação de propostas úteis para o País e uma oposição agressiva são aspectos que, gradativamente, fragilizam e deixam acuado o governo. Já se fala em novas eleições e até mesmo em deposição. A atual oposição esqueceu-se de que foi a única responsável pela calamidade que tomou conta do País. Governou durante 13 anos, deixou-o na bancarrota e instituiu uma imoralidade sistêmica. Está em pleno processo de “vitimização” e já defende, histericamente, as manifestações radicais de rua com ações e depredações. É o mesmo modus operandi de passado recente.
É nesse cenário de ‘desgraças’ que as instituições maiores e seus integrantes deverão ter a noção, a consciência e a sensibilidade de que o País poderá ingressar numa situação de ingovernabilidade, que não atenderá mais aos anseios e às expectativas da sociedade, tornando inexequível o regime democrático vigente. O aludido brejo é significativo. É um caso, portanto, a se pensar.
Desse modo, se o clamor popular alcançar relevância, as Forças Armadas poderão ser chamadas a intervir, inclusive em defesa do Estado e das instituições. Elas serão a última trincheira defensiva desta temível e indesejável ‘ida para o brejo’. Não é apologia ou invencionice. Por isso, repito: alertar é preciso.
Agora RN

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Festa do Boi segue suspensa em Parnamirim


Festa está suspensa (Foto: Marco Polo Veras / Agência Sebrae)

Sem atestado de vistoria do Corpo de Bombeiros, festa foi interditada pela Justiça



A Festa do Boi segue suspensa depois da decisão do juiz Deyvis de Oliveira Marques, de Parnamirim. Nesse domingo (11), atendendo a pedido do Ministério Público do Estado, o magistrado determinou a paralisação do evento.
A ação do Ministério Público foi originada a partir do trabalho de Corpo de Bombeiros. Antes do início da festa, a corporação se negou a emitir atestado de vistoria para o local funcionar em razão de falhas na rede de gás.
Não é a primeira vez que eventos realizados no parque passam por problemas. Em 2013, o mesmo impasse foi registrado no Carnatal. Minutos antes do início do evento, os organizadores da micareta conseguiram autorização dos bombeiros.
Dessa vez, a intervenção chegou a afetar a programação de um evento. Os organizadores da Festa do Boi ainda não se pronunciaram sobre que medidas vão tomar. Em caso de descumprimento da decisão da Justiça, foi fixada multa diária de R$ 50 mil.
Em sua determinação, o juiz Dyvis de Oliveira informa às partes demandadas – a Associação Norte Rio Grandense de Criadores (Anorc); a IOS Organização, Produção e Promoção de Eventos e o Parque de Diversões Noite Ilustrada – que os efeitos da suspensão cessarão tão logo seja apresentado o atestado de vistoria de Corpo de Bombeiros.
Portal no Ar

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Comissão Executiva Nacional do PT aprova intervenção em Mossoró; diretório promete ir à Justiça

PT nacional desautoriza candidatura de Josivan Barbosa para apoiar a cadidata do PSB Larissa Rosado

A cúpula nacional do Partido dos Trabalhadores aprovou resolução em reunião nesta quinta-feira (10) para intervir no diretório municipal de Mossoró e desautorizar o conquista local que pretendia tornar Josivan Barbosa uma alternativa ao clã dos Rosado.


Além de Mossoró, o texto também dá aval para que decisão semelhante seja aplicada na cidade de Duque de Caxias (RJ). As duas foram apresentadas como condição final do PSB para manifestar apoio ao projeto petista de Fernando Haddad, em São Paulo.

O documento transfere à Executiva Nacional da sigla a decisão sobre coligações em cidades com mais de 200 mil eleitores e em municípios considerados polos econômicos regionais. A resolução determina que, nessas cidades, as chapas devem ser homologadas pelo PT nacional antes do registro na Justiça Eleitoral.

A manobra municiou o presidente do PT, Rui Falcão, a fazer passar por eufemismo a intervenção que se avizinha. “( A resolução )É justamente para não ter que provocar intervenção se tiver que fazer cumprir a tática nacional”, disse o presidente nacional do PT, Rui Falcão. “Não é intervenção. Isso suscitaria dissolução do diretório, nomeação de comissão provisória, uma confusão grande do ponto de vista político e organizativo.”

O diretório municipal de Mossoró reagiu. Lembrou que "Em 18 de março deste ano foi democraticamente decidido pelos filiados deste Diretório que o partido apresentará candidatura própria ao pleito de 07 de outubro de 2012, figurando como candidato o nome do atual Reitor da UFERSA, Josivan Barbosa Menezes Feitoza, o que foi regularmente homologado pelo presidente do Diretório Municipal e devidamente ratificado pelo Presidente do Diretório Estadual;"

E foi além. "Em Plenária realizada em 10 de maio último foi deliberado, por unanimidade, que o PT (Partido dos Trabalhadores) de Mossoró encaminhará ofício à Justiça Eleitoral requerendo a data de 10 de junho de 2012 para realização de sua respectiva Convenção, e que não haverá nenhum outro encaminhamento nesse sentido por parte do Diretório Municipal;"

E justifica, por fim, as posições adotadas: "Assim, o PT de Mossoró tem garantido uma postura sempre democrática e firme, afastando-se de qualquer forma de intervenção não legítima ou qualquer outra que se insurja no processo de escolha de candidatos legalmente previsto em seu Estatuto".

Fonte: nominuto.com