Mostrando postagens com marcador prazer. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador prazer. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Como o excesso de pornografia pode afetar sua vida - O uso abusivo já foi relacionado à depressão, ansiedade, estresse, assim como alterações na satisfação sexual, amorosa e pior qualidade de vida

O consumo exagerado de pornografia têm preocupado usuários, cientistas, psicólogos e terapeutas sexuais. Reportagem de VEJA desta semana mostra que pesquisadores já falam na possibilidade de um vício em material pornográfico, que funcionaria à semelhança de drogas como a cocaína.
Publicidade
Mas a questão está longe de um consenso na comunidade científica. Estudos internacionais estimam que entre 50% e 99% dos homens gostam de acessar material adulto na internet. No caso das mulheres, a taxa varia de 30% a 86%. Os dados são semelhantes no Brasil. É fato que o uso da pornografia pode colaborar para uma vida sexual mais saudável. Os vídeos podem ajudar, por exemplo, a fazer com que uma pessoa conheça melhor o próprio corpo, o que dá prazer.
É crescente, contudo, o número daqueles que enfrentam o lado negativo da pornografia. Calcula-se que um em cada dez consumidores de material pornográfico não consegue interromper o hábito de forma alguma. Protegidos pelo anonimato, eles relatam nas redes sociais e em fóruns da internet que a prática se tornou compulsiva, o que causa grandes prejuízos tanto na vida pessoal quanto na sexual. “A pornografia me deixava depressivo preguiçoso. Era uma verdadeira batalha para levantar e encarar o dia. Chegava a ponto de evitar muitas situações sociais, a não ser que estivesse bêbado. Agora, longe totalmente dos vídeos, passei a toneladas de energia. Inclusive para transar.”, contou um usuário.
arte-viciados-em-sexo

Na tentativa de se livrar da dependência, os viciados, por assim dizer, provocaram um fenômeno nas redes sociais — o de pessoas que defendem a privação absoluta de sexo virtual. Longe de questões morais e religiosas, o que se quer é voltar a sentir prazer com corpos reais. O movimento, chamado de “porn-reboot” ou reinicialização ao pornô, em livre tradução, já tem milhares de seguidores no mundo todo, incluindo o Brasil. Os adeptos descrevem os benefícios sociais, físicos e mentais da abstinência. Um dos maiores entusiastas do assunto, o biólogo americano Gary Wilson, da Universidade Soutern Oregon, defende a abstinência como forma de tratamento. “De dois a seis meses longe da pornografia impactam positivamente na vida social, afetiva e, sobretudo, sexual.” O conselho de Wilson está longe de ser um consenso entre os cientistas.
O uso abusivo já foi relacionado à depressão, ansiedade, estresse, assim como alterações na satisfação sexual, amorosa e pior qualidade de vida. Homens que se masturbam com frequência podem enfrentar outra lista de problemas. Muitos relatam não atingir o orgasmo durante uma relação sexual com facilidade, possuem ereções instáveis e também têm dificuldade de se excitar com parceiras reais. Ou seja, quando estão entre quatro paredes, fica difícil reproduzir a perfeição alcançada pela combinação de estímulos visuais da pornografia e dos movimentos mecânicos da masturbação, no ritmo e intensidade ideais.

As mulheres

Elas também estão suscetíveis ao vício, mas ainda em menor número. Homens e mulheres costumam se relacionar com a pornografia de formas completamente diferentes. Eles são mais atraídos por vídeos que mostram atos sexuais fora de contextos. Preferem ver órgãos sexuais e posições específicas em close-up. Elas costumam ter prazer com histórias mais completas, que evoluem para o sexo. Há quem justifique essa diferença a partir de mecanismos evolucionistas.
A verdade é que só muito recentemente as mulheres entraram no radar da indústria pornô. Algumas produtoras criam conteúdos específicos para agradar o desejo feminino. O mundo virtual derrubou as barreiras para elas. Antes, poucas estavam dispostas a se submeter ao julgamento da sociedade para comprar uma revista em uma banca de jornal ou alugar um filme pornô em uma locadora. Com a internet, é possível acessar conteúdo explicito de forma discreta. Há ainda que se levar em conta, evidentemente, a liberalização dos costumes. Hoje, no Brasil, 33% dos acessos a grandes canais de pornografia são feitos por mulheres. No mundo, a média é um pouco menor, de 25%. A maioria delas é formada por garotas de 18 e 24 anos. A nova geração de meninas tem mais liberdade para explorar a própria sexualidade.
veja

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Quanto tempo dura uma relação sexual normalmente?

Não é fácil estabelecer uma forma científica de medir a duração do ato sexual. O que marca o começo? Como cronometrar? O estudo que chegou mais próximo de fazer uma medição confiável determinou qual o “tempo de latência da ejaculação intravaginal”, ou seja, o tempo que demora desde a penetração do pênis até a ejaculação.
estudo, feito na Universidade de Utrecht, reuniu dados de 500 casais heterossexuais de cinco países (Holanda, Reino Unidos, Estados Unidos, Espanha e Turquia). As mulheres receberam um cronômetro que disparavam no momento da penetração e acionavam novamente quando havia ejaculação. O resultado foi bem variado: de relações de 33 segundos a outras de 44 minutos.
“Tirar a média não resultaria em um número muito fidedigno por causa da grande variação, o mais sensato foi valorizar a mediana. Ou seja, aquele índice em que o maior número de casais concentrou as respostas – que foi 5,4 minutos”, explica Carmita Abdo, coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade da USP (Universidade de São Paulo).
Ela lembra que a mediana foi decrescendo com a idade: homens de 18 a 30 anos tiveram, com mais frequência, penetrações de 6,5 minutos. Entre os mais velhos de 51 anos, a mediana foi de 4,3 minutos.

Ter ejaculação precoce já foi símbolo de virilidade

A importância da pesquisa, segundo Carmita, foi definir o tempo da ejaculação a ser considerado precoce para efeito de pesquisas. Esse tempo foi fixado em um minuto ou menos, depois da penetração. Ela explica que até os anos 1960, o ejaculador precoce era tido como mais viril, justamente por sua rapidez.
Robson Pires

terça-feira, 5 de março de 2013

Sexo oral: confira os mitos e as verdades sobre essa forma de prazer que ainda é um tabu entre muitas mulheres


É sabido que o prazer vem de muitas formas, passando muito além apenas da penetração, durante uma relação sexual. E, sabendo disso, muitas mulheres apostam no sexo oral ¿ tanto recebendo, quanto fazendo no parceiro. Apesar disso, esse tema ainda é um tabu entre muitas pessoas.

Você sabe se é possível ser infectada com AIDS através do sexo oral? Faz bem engolir esperma? Por que a timidez ainda prevalece entre algumas mulheres? A ginecologista e terapeuta sexual Glene Rodrigues, de São Paulo, tira essas e outras dúvidas para você deixar de lado o medo e a vergonha e curtir o seu corpo e o dele!
Por que algumas mulheres têm vergonha do sexo oral? 
Ficar tímida em relação ao sexo oral pode querer dizer tenho vergonha do meu próprio corpo, tenho vergonha do meu cheiro ou, ainda, não sei se ele gosta de fazer sexo oral em mim, acho isso errado ¿ o que revela uma culpa ou tabu. Algumas sugestões para acabar com essa timidez são entender que o clitóris é o único órgão que existe no corpo da mulher que é exclusivo para prazer e, portanto, é importante que seja descoberto pela própria mulher. Só então ela pode ensinar ao parceiro, sutilmente, como gosta ¿ através de gemidos ou elogios. Assim, ela deixa claro o tipo de toque com a língua que mais gosta.

Quais brincadeiras são infalíveis para tornar o clima mais descontraído na hora do sexo? 
As brincadeiras são bem vindas, desde que o casal se sinta a vontade. Podem ser feitas com mel, chantilly, frutas e uso de halls pela mulher. Pode-se convidar o parceiro para um banho antes, se o casal for ficar mais à vontade depois. E vale lembrar que o cheiro próprio da mulher é afrodisíaco para o homem, portanto não há necessidade de uso de perfumes.

Como enlouquecer um homem no sexo oral?
Aos poucos a mulher vai percebendo de que forma estimular o seu parceiro, pois as sensações de prazer são individuais, e a cumplicidade do casal é uma descoberta a dois. Faça tentativas e observe os sinais de prazer no rosto do parceiro, os gemidos, os sussurros, ou mesmo os elogios diretos. A sexualidade é um aprendizado. Valem os estímulos com a língua, com os lábios, movimentos circulares e longitudinais em ritmos variados. Se a dificuldade for muita, pode treinar em uma banana, por exemplo.

O que os homens adoram e detestam no sexo oral? 
Eles adoram a cumplicidade da entrega, tanto feminina quanto masculina. Eles entendem que o compartilhar de um ato tão íntimo agrada aos dois, tanto receber quanto fazer. Eles detestam perceber que a mulher faz por obrigação, ou que ela está com "nojo" do pênis, ou do esperma. Para eles, o sentido disso é "ela sente nojo de mim". Isso precisa ser trabalhado com banho antes, ou uso de camisinha, ou até terapia sexual ¿ para entender que o pênis faz parte do corpo dele, como qualquer outro órgão.

É necessário colocar todo o pênis na boca para que o homem sinta prazer? 
Não, pois a mulher pode ter reflexo de vômito. A sugestão é segurar na base com a mão, pois assim já diminui o comprimento e introduz-se o que for possível. A glande (mais conhecida como cabeça do pênis) é a área de maior sensibilidade para o homem, mas, visualmente, o homem espera que a mulher introduza o máximo possível.

Ralar o dente no pênis enquanto é feito o sexo oral dói? 
Sim, o dente pode machucar. O estímulo deve ser feito apenas com os lábios

Engolir esperma faz mal? Por quê?
O esperma é composto de açúcares e proteínas, portanto é uma secreção que não faz mal, porém o cuidado é em relação à transmissão de doenças através da cavidade oral.

O sexo oral transmite AIDS? 
Sim, o sexo oral transmite AIDS, se na mucosa oral tiver fissuras ¿ pequenas lesões na boca, na gengiva e na língua, que funcionam como porta de entrada para o vírus. Recomenda-se o uso de camisinha para os homens (existem as camisinhas de vários sabores, que o casal pode experimentar e se divertir). Já para a proteção das secreções de vulva e vagina, recomenda-se o uso de filme plástico, daqueles de cozinha. Ou cortar a camisinha feminina ou masculina ao meio e colocá-la sobre a vagina.

Além da AIDS, é possível contrair outras doenças? Quais? 
Pode ocorrer principalmente herpes labial e HPV de gengiva (vírus de transmissão sexual). Para proteção, é sempre válido o uso da camisinha!

Quais são as melhores formas de prevenção? 
Camisinha, já que os homens geralmente são portadores assintomáticos de HPV, ou seja, transmitem, mas não manifestam a doença. E, também, tomar a vacina contra HPV. Verifique com seu médico ginecologista esta possibilidade.

IG