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sábado, 23 de janeiro de 2016

Só haverá justiça se eles forem a júri popular, diz mãe de universitária assassinada - Maria Karolyne Álvares, de 19 anos, foi morta durante um assalto na última quarta-feira (20), enquanto caminhava com a irmã



(Foto: reprodução)
Maria Karolyne foi assassinada após sofrer um assalto na quarta-feira (Foto: reprodução)

“Eu só quero iluminar o lugar onde perdi a minha filha”. Foram com essas palavras que a mãe de Maria Karolyne Álvares, vítima de um latrocínio na última quarta-feira, iniciou sua conversa com o portalnoar.com neste sábado (23). Karla Álvares de Melo, a mãe de Karolyne, irá realizar uma caminhada de homenagem à filha esta tarde, na Avenida Itapetinga, na zona Norte de Natal.
A caminhada, inicialmente, seria solitária. A ideia era deixar flores no local exato em que Karol – como era conhecida entre familiares e amigos – faleceu. “Eu faria até só. Eu quero expressar o sinal do amor e da paz que ela transmitia enquanto viveu conosco”, disse Karla Álvares.
No entanto, sem que a família percebesse, foi formada uma grande mobilização. “Pessoas que perderam entes queridos, policiais, associações e sindicatos e apenas pessoas comuns. Todas elas irão caminhar pedindo justiça”, relatou emocionada.
As palavras e frases de Karla eram ditas com dificuldades. A força para conversar e, até mesmo, se manter em pé, era extraída a partir do desejo de garantir a segurança de sua outra filha, de sua sobrinha e de todos que estão suscetíveis à violência. “Eu não vou pedir paz. Paz é um direito de todos. Eu quero o fim da violência. A violência que está entranhada em todos e não nos pertence”, complementa.
A caminhada desta tarde, segundo Karla Álvares, é um começo de uma jornada contra a continuidade da violência que assola o Rio Grande do Norte. Estudante de direito, Karla sabe da fragilidade do sistema judiciário e da facilidade que um criminoso tem para ficar impune. A dor de perder a filha não será apagada, mas irá diminuir com a garantia da continuidade da prisão dos suspeitos.
“Minha luta é para que os responsáveis de tirar a vida da minha filha vão a júri popular, antes que um colega advogado os tire da cadeia. São os nomes deles que precisam ficar em evidência na sociedade. Porque só assim, haverá justiça”, afirmou.

Renato César Dias e Cláudio Moura foram presos suspeitos de terem cometido o latrocínio que vitimou Karolyne Álvares (Foto: cedida)
Renato César Dias e Cláudio Moura foram presos suspeitos de terem cometido o latrocínio que vitimou Karolyne Álvares (Foto: cedida)

A caminhada em homenagem a Karol Álvares tem início às 15h. A concentração será realizada próximo a Cláudio Imóveis, na Avenida Itapetinga, no conjunto Santarém. O trajeto irá percorrer um trecho da avenida e irá terminar no local exato onde ocorreu a morte da jovem.

Memória
A universitária Maria Karolyne Álvares foi assassinada, na última quarta-feira (20), após um assalto. A jovem, que tinha 19 anos, caminhava com a irmã na Avenida Itapetinga, no conjunto Santarém, quando recebeu a ordem de assalto de um dos suspeitos.
Após entregar o celular, o criminoso efetuou dois tiros contra Maria Karolyne. Após ser atingida no peito e na cabeça, a universitária veio a óbito ainda no local do assalto.
Na quinta-feira (21), Cláudio Moura da Fonseca, 30, e Renato César Dias, 33, foram presos como suspeitos de terem participado da morte da jovem. Cláudio Moura, confessou aos policiais da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) como o autor dos disparos.

Renato César Dias e Cláudio Moura foram presos suspeitos de terem cometido o latrocínio que vitimou Karolyne Álvares (Foto: cedida)
Portal no Ar

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Acusados de canibalismo vão a júri nesta quinta em Pernambuco

Isabel Cristina Pires e Bruna Cristina Oliveira da Silva, acusadas de vender empadas com carne humana (Helia Scheppa/JC Imagem/VEJA)

Réus confessaram ter matado, esquartejado e ingerido os restos mortais das vítimas. Em dois casos, venderam salgadinhos recheados com carne humana

Três pessoas acusadas de matar, esquartejar, comer e comercializar salgadinhos recheados com os restos mortais de suas vítimas vão a júri popular nesta quinta-feira no Fórum de Olinda, na Região Metropolitana de Recife. Os réus Jorge Beltrão Negromonte, de 52 anos, sua mulher, Isabel Cristina Pires, 53, e a amante dele, Bruna Cristina da Silva, 28, serão julgados pela morte da moradora de rua Jéssica Camila da Silva, 17 anos. O crime ocorreu em Olinda, em maio de 2008. Os acusados, que estão presos desde 2012, quando a ação foi descoberta, respondem pelos crimes de homicídio quadruplamente qualificado, vilipêndio e ocultação de cadáver. O júri será formado por sete pessoas e conduzido pela juíza Maria Segunda Gomes de Lima.
Duas testemunhas devem ser interrogadas nesta quinta-feira: o delegado de Homicídios de Olinda, Paulo Berenguer, que investigou o caso, e o psiquiatra forense Lamartine Hollanda, que avaliou a condição mental dos acusados. Em novembro do ano passado, um laudo elaborado a pedido da Justiça pelo Hospital Psiquiátrico de Itamará (PE) atestou que os acusados não sofriam de transtornos mentais e, por isso, poderiam responder pelos atos que cometeram — segundo a Polícia Civil, eles confessaram os crimes durante os depoimentos. 
O grupo também responde pela morte de outras duas mulheres — Alexandra Falcão da Silva, 20 anos, e Giselly Helena da Silva, 31 — em uma ação penal que tramita no fórum de Guaranhuns, no interior de Pernambuco. Este processo, ao contrário do de Olinda, está em sigilo de justiça e não tem data marcada para julgamento.
Originalmente, o júri estava marcado para o dia 20 de outubro, mas foi remarcado para esta quinta-feira porque o advogado das acusadas, Raniere Aquino de Freitas, foi preso em outubro deste ano. Ex-prefeito da cidade pernambucana de Sanharó, ele é suspeito de desviar dinheiro dos cofres municipais. Outros advogados assumiram a defesa das duas mulheres e a Defensoria Pública do Estado de Pernambuco passou a defender Negromonte.
Entenda o caso - Segundo a polícia, o grupo acreditava fazer parte de uma seita intitulada de Cartel, que pregava a redução populacional e a purificação do mundo. Em depoimento, os réus relataram que escolhiam as vítimas de acordo com missões recebidas por entidades sobrenaturais. Depois de executar as mulheres, o grupo tirava a pele, desossava e fatiava os cadáveres. Em seguida, guardava porções das nádegas, coxas e do fígado na geladeira. O restante do corpo era enterrado no quintal da casa.  Além de encontrar os restos mortais das vítimas, a polícia achou na casa um livro, escrito por Negromonte, que detalhava o modo e os motivos dos assassinatos. Os réus consideravam a ingestão de carne humana como um processo de “purificação da alma”.
No caso do processo que corre em Olinda, o grupo atraiu a moradora de rua, que na época tinha uma filha de 1 ano, oferecendo-lhe abrigo. Como não tinha condições biológicas de ter filhos, o casal Negromonte e Isabel planejava roubar a menina, segundo denúncia do Ministério Público. De acordo com a polícia, Jessica foi imobilizada no banheiro da casa, e em seguida levou um corte de faca na jugular. Todo o seu sangue foi retirado com a ajuda de um garrote. Depois, seu corpo foi esquartejado e a pele retirada. A carne foi fatiada e guardada na geladeira. No dia seguinte, foi ingerida grelhada, temperada com sal e cominho. A criança também comeu da carne da mãe. O resto foi enterrado em forma de cruz no quintal. 
Com Jéssica morta, Isabel assumiu a identidade dela e passou a cuidar da menina. O assassinato da jovem só foi descoberto depois de a polícia prender a dupla pela morte das duas mulheres em Guaranhuns, e encontrarem com eles a criança, que tinha, então, cinco anos. Na ocasião, ela foi entregue ao Conselho Tutelar. A terceira integrante do grupo, Bruna, apontada como amante de Negromonte, relatou à polícia que vendia empanadas e coxinhas feitas com os restos morais das vítimas pelas ruas de Guaranhuns.
Veja

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Acusados de matar o jornalista Edinaldo Filgueira pegam 23 anos de prisão cada

11627Acusados durante julgamento - Foto: Defato.com

O Jornal Defato destaca que sete dos oito acusados de executar o jornalista Edinaldo Filgueira, a época com 36 anos, no dia 15 de junho de 2011 no município de Serra do Mel, foram condenados pelo Tribunal do Júri Popular em julgamento que começou na manhã desta quinta-feira, 5, e terminou na madrugada desta sexta-feira, 6, em Mossoró, a penas de prisão que variaram de 19 a 23 anos de prisão cada. O julgamento foi tenso. Começou por volta das 9h da manhã de quinta-feira, com protesto nas imediações do Fórum. Faixas foram colocadas pedindo justiça. Um grande número de parentes, amigos e militantes do PT, que a vítima presidia na Serra do Mel, se fizeram presentes.
O primeiro momento, o presidente dos Tribunal do Júri Popular, juiz Vagnos Kelly Figueiredo de Medeiros, realizou o sorteio dos sete jurados do Conselho de Sentença. Em seguida decidiu por dispensar as testemunhas de depor em plenário. A ré Cicera Soares da Silva, de 58 anos, teve o processo desmembrado. Será julgada em outra ocasião. Dos réus, apenas Ranielly Brito Azevedo, o Galeguinho, de 31 anos, não compareceu ao julgamento. Está foragido. Os demais que estão todos presos, prestaram depoimento.

Marcos Dantas

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Caso F. Gomes: Dão é condenado a 27 anos de prisão

F. Gomes (foto)

João Francisco dos Santos, o “Dão”, foi condenado a 27 anos de prisão pela morte do radialista F. Gomes em outubro de 2010. A sentença saiu após dois dias de julgamento no Fórum Amaro Cavalcante, em Caicó.

Os jurados passaram mais de uma hora na sala secreta discutindo a sentença. Eles responderam cinco quesitos: se F.Gomes recebeu tiros e morreu; se Dão foi o autor dos disparos; se eles absolviam Dão; se Dão matou F.Gomes por uma recompensa; se F. Gomes foi morto por motivo fútil e se Dão matou F.Gomes de surpresa, de maneira que dificultou defesa.

Ontem, no primeiro dia de juri, testemunhas e o réu prestaram depoimento. Já nesta terça-feira, foi a vez da defesa e acusação debaterem suas teses para convencerem os jurados.

Dão confessou que matou o radialista F. Gomes a tiros. Além dele, são réus o advogado Rivaldo Dantas de Farias, o ex-pastor evangélico Gilson Neudo Soares do Amaral, o tenente-coronel Marcos Antônio de Jesus Moreira, o soldado da Polícia Militar Evandro Medeiros e o comerciante Lailson Lopes, conhecido como "Gordo da Rodoviária", que teve o júri adiado. Não há data para o julgamento dos demais.

TN

domingo, 4 de agosto de 2013

Policiais Militares são condenados a 624 anos de prisão por mortes de detentos na antiga Casa de Detenção do Carandiru

Casa de Detenção no dia em que houve a tragédia do Pavilhão 9 (Foto: Arquivo/Diário de S. Paulo)

O grupo de 25 PMs da Rota acusados pela maioria das 111 mortes na rebelião do Carandiru em outubro de 1992 foi condenado na madrugada de sábado, 3, a 624 anos de prisão, a segunda maior da história da Justiça brasileira. Eles poderão recorrer em liberdade. Os réus haviam sido denunciados por 73 assassinatos, mas a Promotoria reconheceu no último e quinto dia de julgamento que eles eram culpados apenas por 52 homicídios, todas no 2º andar da cadeia. 

A novidade na nova condenação é a perda do cargo dos policiais na ativa - nove réus segundo os promotores. O ex-comandante da Rota, Salvador Modesto Madia, é um dos que ainda trabalham. A perda do cargo só ocorrerá com o término definitivo de todo o processo - a defesa dos réus já anunciou que vai recorrer. Já a retirada das patentes dos PMs depende de um processo na Justiça militar.

Com dois júris e duas condenações, os promotores dizem crer estar mais próximos de limpar a mancha do massacre do Carandiru na Polícia Militar.”No primeiro júri, ninguém acreditava em uma eventual condenação” disse o promotor Fernando Pereira da Silva, após a leitura da sentença. Ele rebateu as críticas da defesa de que as mortes tenham diminuído em um “passe de mágica”. A justificativa foi a área de atuação da tropa, que entrou pelo lado esquerdo do 2º andar. Os corpos de detentos de outros locais ou que morreram a facadas foram retirados do cálculo da acusação.
A advogada dos réus, Ieda Ribeiro de Souza, ficou nervosa no término do julgamento e ameaçou processar jornalistas penal e civilmente que fotografassem ou filmassem os réus. “Na minha gente, não”, disse. 

Punição
Ainda haverá mais dois julgamentos para os réus do 3º e 4º andar do Pavilhão 9, além de um último júri para o coronel Luiz Nakaharada, acusado individualmente por cinco mortes. A previsão é que a próxima audiência ocorra em três meses.

O promotor Eduardo Olavo Canto Neto destacou que “o julgamento do Massacre do Carandiru é um marco civilizatório”. Foi o principal argumento para convencer os jurados a fim de que condenem os 25 policiais acusados pela morte de 52 detentos que ocupavam o terceiro pavimento do Pavilhão 9, da Casa de Detenção Carandiru. Para o promotor, os jurados “são agentes de mudança social” e devem condenar os réus para contribuir para uma mudança de mentalidade do país.

“Precisamos mudar essa mentalidade. Não queremos o país do jeito que ele é, de autoridade que vem de cima para baixo, de corrupção dominando tudo e de polícia reprimindo e, às vezes, matando desnecessariamente”, disse. “A condenação dos réus vai retirar uma mancha da Polícia Militar de São Paulo. Vai reabilitá-la perante toda a sociedade”, acrescentou. No debate, pela manhã, o promotor pedira a absolvição dos réus pela morte de 21 dos 73 detentos, cujos corpos estavam no lado direito do terceiro pavimento. “Havia mortos nas celas [do lado direito]. Mas, na nossa avaliação, não foram eles [os réus]. Pedimos a absolvição por essas 21 mortes por questão de justiça”, disse. No entanto, o pedido de absolvição dos réus por essas 21 mortes será avaliado pelos sete jurados. Canto Neto disse ainda, na réplica, que a Polícia Militar é um órgão necessário, mas que os desvios devem ser condenados. “Não se pode confundir os papéis das instituições com as condutas dos seus membros”, ressaltou, citando que desvios de condutas existem em diversas instituições, inclusive no Ministério Público.

Advogada afirma que o ‘mundo do crime ganhou’ 

A advogada Ieda Ribeiro de Souza, responsável pela defesa dos policiais militares condenados a 624 anos de prisão pela morte de 52 detentos na antiga Casa de Detenção do Carandiru, criticou a decisão dos jurados, anunciada na madrugada de sábado (3). Em entrevista após a leitura da sentença, a advogada disse que a “sociedade perdeu e o mundo do crime ganhou” com a condenação. “Quando se condenam policiais que trabalharam honestamente, corretamente e que não tiveram nenhuma participação nesse número de mortes, há a desvalorização de quem nos protege.” 

Os 52 detentos mortos ocupavam o terceiro pavimento do Pavilhão 9 da casa de detenção. A advogada informou que vai recorrer da sentença. Os réus poderão apelar em liberdade. Eles também foram condenados à perda de cargo público, mas isso só ocorrerá, segundo promotores e a advogada, após a sentença ter transitado em julgado, ou seja, até serem esgotados os recursos e as instâncias.

Para a advogada, o resultado da segunda etapa do julgamento do Massacre do Carandiru, embora tenha sido uma decisão de sete jurados da sociedade civil, não reflete a opinião da sociedade como um todo. 
TN

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Após 17 anos, quatro serão julgados pela morte de PC Farias em Maceió

Crime ocorreu em Maceió, em junho de 1996

Quatro ex-policiais militares irão a júri popular na próxima segunda-feira (6) acusados de coautoria no duplo homicídio do empresárioPaulo César Farias, ex-tesoureiro de campanha do ex-presidente Fernando Collor, e de sua namorada, Suzana Marcolino. Eles foram mortos no quarto da casa de praia de Farias, no Povoado de Guaxuma, litoral norte de Maceió, na madrugada do dia 23 de junho de 1996.
Sentarão no banco dos réus os ex-militares que atuavam como seguranças do empresário. São eles Adeildo dos Santos, Josemar dos Santos, José Geraldo da Silva e Reinaldo Correia de Lima Filho. Ao todo, serão ouvidas 27 testemunhas, entre elas o ex-deputado Augusto Farias, irmão de PC Farias. O júri deve durar cinco dias e será presidido pelo juiz Maurício Breda, da 8ª Vara Criminal de Maceió.
Na época, PC estava em liberdade condicional. Ele respondia por crimes como sonegação de impostos, falsidade ideológica e enriquecimento ilícito. A morte do tesoureiro foi investigada como queima de arquivo, pois ele poderia fazer revelações sobre a participação de outras pessoas nos esquemas.
Inicialmente, as investigações apontaram que Suzana teria matado Farias e depois se suicidado, mas logo a hipótese foi descartada. O Ministério Público ofereceu denúncia aos quatro réus, porém nenhum foi apontado exatamente como o assassino. Mesmo ao longo desses 17 anos ninguém foi apontado como mandante do crime que nunca foi realmente esclarecido.
R7

quinta-feira, 14 de março de 2013

Caso Mércia: Mizael é condenado a 20 anos de prisão



O advogado e ex-policial militar Mizael Bispo de Souza, acusado de matar a ex-namorada Mércia Nakashima













O ex-policial militar e advogado Mizael Bispo, de 43 anos, foi condenado a 20 anos de prisão em regime fechado pela morte da ex-namorada Mércia Nakashima, em 23 de maio de 2010. O júri, formado por cinco mulheres e dois homens, declarou o réu culpado do crime de homicídio triplamente qualificado. A defesa ainda pode recorrer da decisão. O acusado, porém, permanecerá preso no presídio militar Romão Gomes, em São Paulo, destinado a ex-policiais que cometeram crimes. 
O julgamento começou na segunda-feira no Fórum Criminal de Guarulhos, na Grande São Paulo, e foi o primeiro do estado a ser transmitido ao vivo. Mizael ouviu a proclamação da sentença pelo juiz Leandro Cano com os olhos fechados e a cabeça baixa.
No debate deste último dia de julgamento, a acusação, feita pelo promotor de Justiça Rodrigo Merli e pelo advogado da família, Alexandre de Sá, apostou em mostrar aos jurados as contradições nos depoimentos de Mizael sobre seus passos no dia do desaparecimento de Mércia. Usando como base as provas periciais, Merli atacou ponto a ponto as dúvidas que a defesa tentou despertar sobre as investigações do caso, conduzidas pelo delegado Antônio de Olim – muito criticado pela defesa de Mizael.
Em seu depoimento, no segundo dia de júri, Olim afirmou não ter dúvida da culpa de Mizael no assassinato de Mércia. A promotoria também destacou que o réu apresentou diversos álibis, mas nenhuma das pessoas citadas por ele foi localizada para confirmar sua versão diante dos jurados.
A defesa tentou desqualificar as provas apresentadas pela promotoria e a figura do delegado que conduziu as investigações. “O que temos é um laudo claramente fabricado”, chegou a afirmar o advogado Ivon Ribeiro, que também desqualificou o Ministério Público. A defesa tentou ainda convencer os jurados de que o coautor do crime, Evandro Bezerra, foi torturado ao confessar sua participação no assassinato e delatou Mizael. Os jurados, entretanto, não aceitaram a versão. O julgamento de Bezerra está marcado para 29 junho.
Mércia Nakashima desapareceu depois de sair da casa dos avós, em Guarulhos, em 23 de maio de 2010. Em 10 de junho, após receber informações de um pescador, o carro dela foi localizado submerso em uma represa de Nazaré Paulista, no interior de São Paulo. O corpo, em avançado estado de decomposição, foi encontrado um dia depois. Mizael se entregou à polícia em fevereiro de 2012. 

sexta-feira, 8 de março de 2013

Goleiro Bruno é condenado a 22 anos e 3 meses pela morte de Eliza Samúdio; ex-mulher é absolvida


Júri culpou o jogador por homicídio, ocultação, sequestro e cárcere privado.
Dayanne Rodrigues foi absolvida pelo sequestro e cárcere do filho de Eliza.

O Tribunal do Júri de contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, decidiu pela condenação do goleiro Bruno Fernandes, 28 anos, a 22 anos e três meses por homicídio triplamente qualificado, além de sequestro e ocultação de cadáver. Ele é acusado de ter matado Eliza Samúdio, mãe de seu filho, no dia 10 de junho de 2010. Dayanne Souza, 25 anos, ex-mulher e mãe das duas filhas de Bruno foi absolvida da acusação de sequestro do filho do goleiro.
Com a condenação, Bruno continuará a cumprir pena na penitenciária federal de segurança máxima Nelson Hungria, onde está desde julho de 2010. O promotor pediu aos jurados absolvição de Dayanne após ela pedir para ser reinterrogada na abertura da última sessão. A ex-mulher do goleiro afirmou ter sido coagida pelo ex-policial José Laureano Assis, o Zezé, para esconder a criança. Zezé passou a ser investigado no caso por suspeitas de participação na morte de Eliza Samúdio.

Em seu pronunciamento, a juíza Marixa Fabiane Lopes, do Tribunal do Júri, classificou Bruno como "uma pessoa fria, violenta e dissimulada". Segundo a sentença, o goleiro "demonstra absoluta impiedade".

Bruno negou a morte da modelo durante todo o processo, mas nessa quarta-feira (6) confessou que ela tinha sido morta, mas apontou Luiz Henrique Romão, seu amigo de infância e funcionário, como mentor do sequestro e assassinato. Ele afirmou também, que Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, foi contratado por Macarrão para matá-la. Essa foi a primeira vez que algum envolvido citou Bola em juízo.

O promotor Henry Wagner de Castro afirmou que Bruno estava à frente dos planos de sequestro e homicídio. Castro o caracterizou como "criminoso facínora", responsável por comandar o tráfico de drogas em Ribeirão das Neves, cidade que nasceu em Minas Gerais, e "inescrupuloso no trato com as mulheres".

Dos acusados pela morte de Eliza Samúdio, ainda serão julgados o Bola, no mês que vem, o administrador do sítio do goleiro onde Eliza teria sido morta, Wemerson e Elenílson Vítor da Silva, que serão ambos julgados em maio deste ano. Macarrão foi julgado em novembro de 2012, e foi condenado a 15 anos de prisão.

domingo, 3 de março de 2013

Goleiro Bruno vai a júri popular e deve usar novo inquérito para culpar Macarrão pela morte de Eliza Samúdio

Nesta segunda-feira, 04 de março de 2013 o foco da mídia e dos brasileiros devem se voltar para o desenrolar do júri popular do goleiro Bruno suposto mandante da morte de Elisa Samúdio.

A opinião pública e a mídia brasileira se voltam para  o Fórum de Contagem, na Grande Belo Horizonte, Minas Gerais,  onde vão a júri popular o goleiro Bruno Fernandes e Dayanne Rodrigues, pelo envolvimento no sequestro e morte de Eliza Samudio. Dois anos e meio após o desaparecimento, o processo acumula 66 volumes.

A farta documentação vai ser usada pela defesa do goleiro para negar qualquer participação dele no crime e tentar convencer os jurados de que quem matou Eliza Samudio foi o Macarrão.