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sábado, 21 de dezembro de 2013

Brasileiros adiam casamentos e divorciam-se mais cedo

 

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Os casamentos no Brasil tornaram-se mais curtos ao longo da última década. Os dados apresentados na manhã desta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que brasileiras e brasileiros casam-se mais tarde. Ao mesmo tempo, os divórcios passam a ocorrer após um período menor de oficialização da união. Os números das Estatísticas do Registro Civil de 2012 – estudo que compreende informações sobre nascimentos, óbitos, matrimônios e separações – servem para embasar políticas públicas de saúde e assistência social, e acabam também por expressar mudanças no comportamento da população e nos padrões de constituição de famílias ao longo do tempo.
De acordo com o instituto, em 2012 observou-se, em todas as unidades da federação, um aumento da faixa etária de homens e mulheres solteiros na data do casamento. As exceções nessa tendência são os Estados do Acre e do Amapá, nos quais as idades se mantêm estáveis desde 2002. De forma geral, no Brasil, ao longo da última década analisada, aumentou em dois anos a idade mediana dos solteiros que se casam. Entre os homens, passou de 26 para 28, entre 2002 e 2012. Já entre as mulheres, subiram de 23 para 25 anos. A “mediana” indica uma tendência, e representa a linha que separa a metade inferior da superior, no total da população estudada.
De acordo com o estudo, entre os fatores para esse adiamento do matrimônio estão as oportunidades educacionais e a procura por inserção no mercado de trabalho, especialmente dos mais jovens. A popularização da possibilidade de união consensual não formalizada também empurra para mais tarde a formalização dos casamentos. A taxa de nupcialidade – ou seja, de formalização do matrimônio – manteve-se estável em 2012, com 6,9 casamentos para cada 1.000 habitantes de 15 anos ou mais de idade. Foram registrados, no ano passado, 1.041.440 casamentos – 1,4% a mais que em 2011.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

RN inseguro: Direitos Humanos contabiliza quase 630 mortos em apenas cinco meses

Estatística do RN é pior do que registrada em SP. Foto: Divulgação

De janeiro a maio, foram registrados cerca de 630 homicídios em todo o Rio Grande do Norte, conforme dados do Conselho Estadual de Direitos Humanos. O número representa 66,18% do total de mortes violentas ocorridas no ano passado, quando 952 pessoas foram assassinadas no Estado. E os números reais podem ser ainda maiores, já que a estatística é baseada apenas na contagem diária apresentada pelo Instituto Técnico Científico de Polícia (Itep) em sua página na internet.
Para Marcos Dionísio, diretor do Conselho, os números são muito elevados se compararmos com o estado de São Paulo, por exemplo, que possui uma população estimada em 11,3 milhões de pessoas e que, até o final do mês de abril, tinha registrado 400 homicídios. Neste mesmo período, conforme a contagem feita pel’O Jornal de Hoje, o Rio Grande do Norte, que possui 3,2 milhões de habitantes, registrou cerca de 460 assassinatos.
“A onda de violência que atinge o nosso Estado já é infinitamente superior à violência praticada em São Paulo e é a maior da nossa história. E a tendência é que este número cresça e ultrapasse os mil assassinatos somente este ano, se continuarmos com esse total elevado de mortes violentas até o final de 2013. Hoje, temos uma média de quatro execuções por dia, o que é inaceitável para qualquer estado”, desabafou Marcos Dionísio.
Ele disse ainda que em apenas cinco meses, Natal já ultrapassou a metade do número de homicídios registrados em todo o ano passado, quando foram contabilizadas 444 mortes violentas. Pelas contas do presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, já aconteceram mais de 230 assassinatos na Capital do Rio Grande do Norte.
“Por isso, é tão inadiável que o convênio do programa Brasil Mais Seguro, assinado entre o Governo Federal e o Estadual, seja posto em prática o mais rápido possível. E que traga, além de equipamentos para a prevenção e combate à criminalidade, também meios para monitorar as políticas voltadas para a Segurança Pública. O que estamos vivendo hoje no Rio Grande do Norte é assustador”, afirmou.
Marcos Dionísio chamou a atenção também para os crimes relacionados a assaltos, arrombamentos, invasões a residências e estabelecimentos comerciais e o furto e roubo de veículos. Para ele, o alto índice desses tipos de ocorrências está transformando a rotina das pessoas e modificando a qualidade de vida de todos, já que a população foi obrigada a alterar seu comportamento, para evitar ser vítima dos criminosos.
“Ontem, me reuni com moradores de Ponta Negra e fiquei assustado com o tanto de pessoas que estão deixando de caminhar, de sair para fazer suas obrigações básicas, como ir ao mercado, por medo da violência. O que nos preocupa é o fato das pessoas estarem vivendo trancadas, em constante vigília, por causa da criminalidade”, explicou.
Marcos acredita que, para reverter esse quadro negativo, é preciso investir em Segurança Pública e também estimular uma maior integração entre as polícias Militar, Civil e o Ministério Público e o Judiciário, para que eles possam atuar de forma mais contundente e fortalecida contra a criminalidade.
“É preciso retomar-se um mínimo de governança urgentemente ou nos transformaremos numa Maceió, Salvador ou Vitória antes do ano findar. A elucidação pela Polícia Civil do sequestro de uma mulher desaparecida na Zona Norte e também a prisão, a partir de ação da Delegacia de Homicídios, de um ex-policial militar e seu comparsa que atuavam na Região Metropolitana, evidenciam que a impunidade está criando serial killers no Estado”, desabafou.
JH