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sábado, 25 de junho de 2016

Alemanha e França pedem que Reino Unido acelere saída da União Europeia


A França, a Alemanha e outros quatro países fundadores da União Europeia (UE) pediram neste sábado que o Reino Unido acelere sua saída do bloco, de modo a reduzir o período de incertezas que prejudica a economia no continente.
Reino Unido é uma união política de quatro "países constituintes":EscóciaInglaterraIrlanda do Norte e País de Gales.

A votação realizada na quinta (23) apontou que 52% dos britânicos querem que o Reino Unido saia da UE, movimento apelidado de “Brexit”.
“Esse processo deve ser feito o mais rápido possível, assim poderemos nos concentrar no futuro da Europa em vez de ficarmos em um limbo”, disse o ministro alemão Frank-Walter Steinmeie. ao lado de Jean-Marc Ayrault (França), Bert Koenders (Holanda), Paolo Gentiloni (Itália), Didier Reynders (Bélgica) e Jean Asselborn (Luxemburgo).
Os representantes da França e de Luxemburgo pediram que os britânicos não façam jogo ao realizar o processo, que ainda não tem prazo definido. A estimativa é que a separação possa durar até dois anos.
“Não há razão para um jogo de gato e rato”, disse Ayrault, que afirmou ainda que os membros da UE buscarão marcar uma reunião com Cameron na próxima semana para debater o “Brexit”.
Apenas o Reino Unido pode invocar o artigo 50 do tratado da União Europeia e, com isso, iniciar seu processo de se afastar do bloco.
Ayrault pediu ainda a nomeação rápida de um novo primeiro-ministro britânico para substituir o primeiro-ministro britânico David Cameron após a vitória do Brexit.
Cameron anunciou nesta sexta sua renúncia após defender a permanência do Reino Unido na UE, opção derrotada na votação. No entanto, ele prometeu permanecer no cargo até outubro, quando o Partido Conservador escolherá seu novo líder.
“O processo será doloroso para o Reino Unido mas, como em todos divórcios, será doloroso para quem fica para trás também”, disse o presidente francês François Hollande, em Paris.
“Dentro da União Europeia devemos agora organizar esta separação, mas devemos fazer isto em boas condições e com as regras que estão previstas pelos tratados”, completou.
Apesar do Brexit, Hollande destacou que a França pretende “manter as relações com o Reino Unido” tanto na área econômica, como nas questões dos migrantes e refugiados ou de defesa.
Folha


Blog do BG

sábado, 23 de maio de 2015

Irlanda deve ser primeiro país a legalizar casamento gay

Os irlandeses aprovaram uma proposta que permite a união de pessoas do mesmo sexo, podendo fazer da Irlanda o primeiro país a legalizar por voto popular o casamento gay. A contagem dos votos do plebiscito foi iniciada neste sábado e legisladores que apoiam à proposta aclamaram vitória. Se o "sim" vencer, uma emenda à constituição da Irlanda terá de ser feita.

"Somos o primeiro país no mundo a garantir a igualdade no casamento em nossa constituição e fazendo isso com um mandato popular. Isso nos torna uma referência, uma luz para o resto do mundo de liberdade e igualdade. É um dia de muito orgulho para os irlandeses", disse Leo Varadkar, ministro da Saúde, que se revelou homossexual no início da campanha liderada pelo governo para alterar a constituição da Irlanda, de princípios conservadores católicos.

"Haverá uma substancial maioria de votos pelo sim. Não ficarei ao todo surpreso, para ser honesto", disse o senador Ronan Mullen, um dos poucos políticos que apoiaram a campanha do "não".

Varadkar, que pessoalmente acompanhou a tabulação dos votos em Dublin, disse que aparentemente 70% da população da capital votara a favor do casamento gay, enquanto na maior parte dos distritos fora da capital indicaram a vitória do "sim". Segundo ele, nenhum distrito ainda revelou maioria do "não". O resultado oficial deve ser anunciado mais tarde.

Os opositores ao casamento de pessoas do mesmo sexo disseram que a campanha pelo sim foi muito atraente e criativa e aproveitou-se do poder das mídias sociais para mobilizar jovens que votaram pela primeira vez. Eles dizem que uma vitória do "não" é de fato pouco provável, já que todos os partidos políticos e a maior parte dos políticos apoiaram a legalização da união homossexual, cinco anos após o Parlamento aprovar o relacionamento ao estilo de casamento civil de casais gay.

TN

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Jornalista da BBC abandona carreira para se tornar freira de clausura

Desde 1991 ela cobria a política norte-irlandesa e sua decisão deixou desconcertado o establishment político-midiático do país
 
 
    
 
A jornalista política da BBC na Irlanda do Norte, Martina Purdy, uma das mais conhecidas repórteres, vai deixar sua carreira de 25 anos para ingressar numa ordem religiosa contemplativa, noticiou o jornal inglês “The Telegraph”.
 
Martina anunciou pelo Twitter que escolheu “uma vida completamente diferente” na congregação das Irmãs Adoradoras de Belfast.
Desde 1991 ela cobria a política norte-irlandesa e sua decisão deixou desconcertado o establishment político-midiático do país.
Martina foi à procura de algo muito mais importante: a Adoração Reparadora do Santíssimo Sacramento. “Peço orações – disse ela – ao embarcar nesse caminho com toda humildade, fé e confiança”.
 
A decisão da jornalista causou enorme impacto na Irlanda. Martina disse ter ficado “verdadeiramente sobrecarregada” de mensagens de apoio, mas esclareceu que não comentaria mais o assunto, pois seus pensamentos estão todos postos na vida religiosa.
Muitas pessoas custavam acreditar, até quando ela apareceu indo à Missa dominical rodeada de religiosas do Convento da Adoração de Belfast.
 
O instituto de freiras adoradoras, que já foi muito numeroso, estava vivendo uma severa crise após as modernizações de costumes e hábitos no período “pós-conciliar”.
Exemplos edificantes como o de Martina Purdy não são raros na história da Igreja, e até houve artistas ou mulheres do “jet-set” de grande destaque que abandonaram o mundo para abraçar uma vida severa de penitência e oração, até mesmo em Carmelos.
 
Mas casos como o dela estão se tornando mais frequentes nos nossos dias, diante da frustração da vida moderna e a retomada da disciplina e das práticas tradicionais em certas Ordens da Igreja.
Sobretudo, uma especial e crescente ação da graça divina em certas almas nesta época de caos e desagregação religiosa.
 

Fonte: Telegraph