O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), deve
anunciar nesta sexta-feira (17) o seu rompimento com o governo da
presidente Dilma Rousseff (PT). A decisão do peemedebista ocorre após
ele ser acusado pelo lobista Julio Camargo de receber 5 milhões de
dólares de propina. Cunha acredita que o Palácio do Planalto tem atuado
para envolvê-lo no escândalo da Lava Jato com o objetivo de passar para o
Congresso Nacional a crise que, por enquanto, tem dominado o Executivo.
“É tudo vingança do governo. Parece que o Executivo quer jogar a sua
crise no Congresso”, disse o deputado federal à Folha de São Paulo, que
veicula a notícia nesta sexta.
Cunha conversou com o vice-presidente e articulador político do
governo, Michel Temer (PMDB), e com o presidente do Senado, Renan
Calheiros (PMDB). Aos dois, o presidente da Câmara teria dito que
defenderia o rompimento da legenda com o governo.
Em nota, Eduardo Cunha chamou o lobista de “mentiroso” e o desafiou a provar todas as acusações feitas na delação premiada.
Portal no Ar
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