quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Colado a Paulinho da Força, Aécio faz campanha em chão de fábrica

 

O candidato à Presidência da República, Aécio Neves (PSDB) faz campanha em porta de fábrica
O candidato à Presidência da República, Aécio Neves (PSDB) faz campanha em porta de fábrica (Fábio Vieira/Fotoarena)
 
O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, fez nesta quinta-feira ato de campanha em território tradicional do PT – o chão de fábrica. A incursão do tucano em terreno sindical se deu pelas mãos do deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), principal liderança da Força Sindical, entidade que apoia Aécio. O sindicalista abriu o evento discursando em carro de som. Na sequência, o presidenciável apresentou-se aos trabalhadores em ato que se transformou em um minicomício na porta da Voith, no Alto do Pico do Jaraguá, na Zona Norte da capital paulista.
 
Aécio chegou às 6h30 ao local e foi recebido por trabalhadores que deixavam o turno da noite e pelos que davam início ao da manhã. Do alto do carro de som o tucano falou sobre inflação, correção da tabela do imposto de renda e comprometeu-se a, se eleito, dialogar com o setor.  Ao terminar o discurso, posicionou-se em frente ao portão da fábrica e, ao cumprimentar os trabalhadores, foi erguido nos ombros por metalúrgicos e militantes do PSDB e do Solidariedade. "Eu me surpreendi por Aécio ser tão reconhecido entre os peões. Ainda mais porque a propaganda eleitoral na TV ainda nem começou", afirmou o deputado Paulinho da Força. "Atualmente há uma onda nas fábricas, nas indústrias: quem ainda vota no PT tem vergonha de falar", disse Paulinho.
 
Aécio aproveitou para criticar a presidente Dilma Rousseff. Disse que, ao contrário dele, Dilma "não sai às ruas, não olha o trabalhador nos olhos, não fala sem discurso pronto". "Esse governo perdeu a capacidade de sinalizar para a retomada do crescimento no Brasil. O governo não inspira confiança, e sem confiança não há investimento. Viemos hoje selar um pacto com a classe trabalhadora", afirmou o tucano. O evento se deu justamente horas antes do encontro que a presidente Dilma Rousseff terá mais tarde em São Paulo com dirigentes de centrais sindicais que irão declarar apoio à candidatura dela, inclusive parte da própria Força.
 
O presidenciável estava novamente acompanhado do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à reeleição, do ex-governador do Estado, José Serra, que integra a chapa tucana como candidato ao Senado, e do senador Aloysio Nunes Ferreira, candidato a vice na chapa de Aécio. Aplaudido pelos trabalhadores assim que começou a discursar, Alckmin frisou que Aécio é o seu candidato ao Planalto.
 
Aécio ainda comentou a reação exaltada da presidente Dilma ao tentar explicar na tarde de quarta-feira a ligação de servidores do Planalto com a farsa na CPI da Petrobras, revelada por VEJA. "O governo perdeu a capacidade de agir. É um governo perplexo, é um governo que está à beira de um ataque de nervos, como nós vimos ontem, em Brasília", disse. 
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