domingo, 9 de dezembro de 2012

UFRN conseguiu a melhor avaliação do Norte/Nordeste


Universidade Federal do Rio Grande do Norte é a 21ª mais bem avaliada do Brasil, segundo MEC


O Ministério da Educação (MEC) alterou a composição das notas para a avaliação da qualidade dos cursos de ensino superior a partir de 2011. De acordo com informações divulgadas pelos Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), as mudanças nos critérios de qualidade do curso reduzem o valor do número de doutores e o peso do desempenho dos alunos. Por sua vez, a estrutura física, o projeto pedagógico e o número de professores mestres e com dedicação integral ganhou mais peso na hora da avaliação.

As mudanças beneficiaram a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que já vinha apresentando um crescimento gradativo no valor do IGC contínuo. "Temos obtido uma evolução contínua em vários dos itens analisados pelo MEC. É de se comemorar e batalhar para melhorar ainda mais a qualidade do nosso ensino face ao ensino nacional", considerou a reitora da UFRN, Ângela Paiva Cruz.

A maior instituição de ensino federal do RN conseguiu, pela primeira vez, se posicionar como a instituição com o melhor resultado do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, esta última região com a exceção da Universidade de Brasília. O título, até 2010, era mantido pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

"Já tínhamos uma trajetória de vários anos em segundo lugar do Norte/Nordeste. Conseguimos esse salto graças ao empenho dos alunos, dos professores, da evolução física da universidade e do trabalho pedagógico disciplinado que a UFRN tem feito em todos os campi", frisou a reitora.

Em níveis nacionais, a UFRN alcançou a marca do 21º lugar. Para a reitora da UFRN, o resultado é uma grande conquista. "Queremos crescer, mas crescer com qualidade. Não é possível melhorar sem investimento e organização estratégica. Isso temos feito", garantiu.

A elevação da qualidade do ensino, melhoria do quadro pedagógico, laboratórios mais equipados, investimento em infraestrutura, e até mesmo a assistência estudantil foram comportamentos citados por Ângela Paiva da atuação da UFRN para melhoria do IGC Nacional

Privada

A UNI-RN, antiga Faculdade do Rio Grande do Norte (Farn), também atingiu números satisfatórios na avaliação do IGC 2011. A instituição ficou em 4º lugar no RN e é instituição privada mais bem avaliada pelo índice, na faixa 4. A UnP conseguiu um IGC contínuo de 2,1, se enquadrando na faixa de IGC 3.

Para o reitor da UNI-RN, Daladier da Cunha Lima, a avaliação é resultado de empenho e dedicação de toda a equipe que "faz a universidade" ao longo dos 13 anos de história. "Estamos entre as 200 melhores universidades do Brasil. É um resultado espantoso e que muito anima a nossa instituição", colocou o reitor, relembrando a 182ª posição da instituição em nível de Brasil.

Dos 140 centros universitários existentes no Brasil (categoria na qual a entidade se insere), a UNI-RN ficou em 13º em todo o país e é a 1º colocada entre os centros das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

"Me sinto realizado. Tudo o que planejamos está sendo realizado. Pensamos em algo a longo prazo e não visamos apenas o lucro. È preciso agir em sinergia, sem ultrapassar as diversas fases", disse Daladier. Com 5.500 alunos e 13 cursos de graduação, a UNI-RN cresce gradativamente e, segundo o reitor, visa a valorização do ensino e não o lucro.

MEC mudou composição de notas

Até 2010, as notas que demonstravam o desempenho do aluno representavam 60% da avaliação do curso. No modelo atual, o desempenho é de 55%, que é a soma da média da nota do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) feito pelos concluintes do curso ao IDD (Índice de Diferença do Desempenho). O índice mede, grosso modo, o agregado de conhecimento do aluno.

Na maior parte das vezes, a avaliação do Enade não é levada a sério pelos estudantes, visto não ser uma avaliação própria e pelo fato da obrigatoriedade para garantir o diploma. Ao realizarem o exame sem preocupação, não obtêm boas notas e o resultado reflete diretamente na avaliação da instituição.

Outra mudança, é que no cálculo do índice de qualidade do curso, o CPC (Conceito Preliminar do Curso), não entra mais a nota de desempenho dos alunos ingressantes, que deixaram de fazer Enade.

O que é o IGC?

O Índice Geral de Cursos (IGC) é uma das medidas usadas pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) para avaliar as instituições de educação superior, públicas e privadas. O IGC é um indicador expresso em conceitos, com pontuação variável de um a cinco pontos.

Uma instituição que obtenha de três a cinco pontos atende de forma satisfatória; abaixo de dois a atuação é insatisfatória. O IGC de uma instituição é resultado da média ponderada do Conceito Preliminar de Curso (CPC), indicador de avaliação de cursos de graduação, e obedece a um ciclo de três anos, em combinação com o resultado do Enade, que mede o desempenho dos estudantes.
TN 

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