Rogério Marinho: “Os maiores derrotados desta campanha serão
os institutos de pesquisa, porque ou mostram o retrato do momento ou o
interesse dos contratantes”, avaliou.
A disputa pela segunda posição nas eleições em Natal parece mais
acirrada a cada dia. Se nesta quarta-feira o candidato do PT, Fernando
Mineiro, afirmou que “já passou o candidato de Rosalba (se referindo a
Rogério Marinho, do PSDB) e agora iria passar o que é apoiado pela
maioria dos secretários de Micarla (Hermano Morais, do PMDB)”, hoje foi a
vez do tucano responder. Rogério afirmou estar certo de que vai haver
segundo turno e de que ele estará na disputa contra Carlos Eduardo
Alves, do PDT. E diz mais: em nenhum momento perdeu a terceira posição
na campanha para Mineiro.
“É nossa convicção que estamos na disputa. Nós estamos em terceiro, à
frente do candidato de José Dirceu (um dos réus do Mensalão) e nesta
reta final iremos ultrapassar o do PMDB”, afirmou Rogério Marinho,
comentando a declaração de Mineiro e cutucando o petista sobre o
envolvimento do partido dele, o PT, no escândalo do Mensalão, que é
julgado no Supremo Tribunal Federal (STF).
A convicção de Rogério Marinho é consequência, segundo ele, do que
“ouve nas ruas, nos debates, nas sabatinas e, principalmente, porque
entendemos que o eleitor não quer mais o discurso da conveniência, do
imobilismo e do passado, que é a volta de Carlos Alves, que passou a
campanha se escondendo atrás da catástrofe da atual prefeita, sem
apresentar propostas, sem ter equilíbrio para o contraditório e
apresentando como principal bordão a comparação entre o ruim e o
péssimo, entre a tragédia, que foi a gestão dele, e a catástrofe, que é a
atual”.
Segundo Rogério Marinho, inclusive, apesar da campanha está chegando
ao fim, nada está decidido até o momento. O número de indecisos ainda é
alto e os votos ainda podem mudar. “Está chegando o final da campanha e é
este o momento de cristalização do voto, apesar da disparidade dos
números divulgados pelos institutos de pesquisa. A eleição está aberta,
haverá segundo turno e estamos nessa disputa”, reafirmou.
Por sinal, a disparidade dos números é um alvo específico das
críticas de Rogério Marinho. “Os maiores derrotados desta campanha serão
os institutos de pesquisa, porque ou mostram o retrato do momento ou o
interesse dos contratantes”, avaliou.
JH

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