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sexta-feira, 15 de abril de 2016

Ejaculação frequente reduz o risco de câncer de próstata

De acordo com estudo da European Urology, homens que ejaculam mais de 21 vezes por mês têm menor probabilidade de desenvolver o tumor

De acordo com o estudo, homens que ejaculavam pelo menos 21 meses por mês corriam um risco 20% menor de desenvolver câncer de próstata, em comparação com aqueles que tinham entre 4 e 7 ejaculações mensais. Já naqueles que ejaculavam entre 8 e 12 vezes mensais, tiveram uma redução de 10% no risco(Thinkstock/VEJA)

Ejacular com frequência reduz o risco de câncer de próstata. De acordo com um estudo publicado recentemente na versão online da revista científica European Urology, homens que ejaculam pelo menos 21 vezes por mês têm um risco 20% menor de desenvolver este tipo de tumor.
O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, acompanhou cerca de 32 mil homens ao longo de 18 anos. Durante este período, 3.839 participantes foram diagnosticados com câncer de próstata, dos quais 384 foram fatais.
Em um questionário preenchido no início do estudo, os participantes relataram a sua frequência média de ejaculação por mês em três períodos de suas vidas: entre 20 e 29 anos, de 40 a 49 anos e no ano anterior ao início do estudo.
Os resultados mostraram que, em geral, os homens que ejaculavam pelo menos 21 meses por mês corriam um risco 20% menor de desenvolver câncer de próstata, em comparação com aqueles que tinham entre quatro e sete ejaculações mensais. Embora uma maior frequência de ejaculação tenha sido associada a um risco menor, mesmo homens que reportaram um número menor de ejaculações por mês - de 8 a 12 - conseguiram reduzir o risco em 10%.
"Esse grande estudo prospectivo fornece uma evidência forte do papel benéfico da ejaculação na prevenção do câncer de próstata. Não devemos enfatizar o número exato de ejaculações, mas o fato que uma atividade sexual segura é benéfica para a saúde da próstata.", disse Jennifer Rider, líder do estudo.
Uma das explicações para a associação estaria na liberação de substâncias, como os hormônios ocitocina e DHEA durante a ejaculação. Os compostos teriam um efeito benéfico para a saúde.
(Da redação) - veja

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Remédio para HIV promete reduzir metástase em câncer de próstata


Pesquisa pré-clínica mostrou que droga já em uso para tratamento do HIV poderia prevenir metástase nos ossos

Receptores estão ligados à metástase no câncer de próstata. Remédio para HIV pode impedir que a doença se espalhe. Foto: Divulgação
Uma droga destinada ao tratamento de HIV se mostrou promissora para evitar ou reduzir metástase nos casos de câncer de próstata. É o que revela um estudo publicado nesta semana no periódico Cancer Reasearch. Os pesquisadores mostraram que o receptor CCR5, que é conhecido na terapia do HIV, também pode ser um dos responsáveis por espalhar o câncer de próstata para os ossos.

Um dos autores do estudo, Richard Pestell, diretor do Centro de Câncer Sidney Kimmel, da Universidade Thomas Jefferson, explica que o trabalho mostra que é possível reduzir dramaticamente a metástase em estudos pré-clínicos. Além disso, o pesquisador cita que a droga já é aprovada para tratamento do HIV, portanto os estudos para outros fins poderão ser realizados mais rapidamente.

O estudo teve como base uma pesquisa anterior do laboratório de Pestell, que, em 2012, demostrou que o receptor CCR5 também está ligado à metástase de formas agressivas de câncer de mama para os pulmões. Esse estudo demonstrou que as células do câncer de mama que carregavam esse receptor na superfície eram levadas aos pulmões. A partir do dado que as células do câncer de próstata são particularmente atraídas pelos ossos e cérebro, o grupo liderado por Pestell investigou se o receptor poderia ser importante para a metástase desse tipo de câncer também.

Feito em ratos, o estudo teve alguns momentos complicados, pois os pesquisadores tiveram dificuldades em encontrar um rato com sistema imune comprometido, câncer de próstata e metástase nos ossos e cérebro.

Para driblar o problema, os pesquisadores desenvolveram uma linha de células cancerosas da próstata, conduzida por um gene que regularmente causa metástase nos ossos de ratos com sistema imune adequado. Pelo fato de o sistema imune ser muito importante nos casos de câncer de próstata, desenvolver um modelo que reflita a doença seria fundamental.

Os pesquisadores analisaram genes de metástases de tumores nos ossos e cérebro e descobriram que os genes que estavam levando a metástase também estavam envolvidos com o receptor CCR5. Em uma posterior investigação, os cientistas administraram uma droga que bloqueia o receptor CCR5 no novo modelo de rato com câncer de próstata. Em comparação aos outros animais do grupo de controle, a droga reduziu dramaticamente a mestástase em 60%, nos ossos, cérebro e outros órgãos.

Os receptores são uma proteína que faz parte da membrana plasmática da célula, na sua superfície. Em outras palavras, é como se fosse uma porta de entrada para a célula.

Por fim, os cientistas mapearam geneticamente pessoas com câncer de próstata e descobriram que o receptor CCR5 tinha muito mais expressão no câncer de próstata, e muito mais presente ainda em metástase.

O co-autor Xuanmao Jiao, instrutor do departamento de Biologia e Câncer na Universidade Thomas Jefferson explicou que eles notaram que os pacientes que tiveram uma expressão menor do gene CCR5 tiveram estavam relacionados a uma taxa maior de sobrevivência, enquanto os outros pacientes com uma expressão maior do gene estavam associados a uma baixa sobrevivência.

Fonte: IG

terça-feira, 15 de julho de 2014

Dia do Homem: 60% dos que fazem exame de toque têm caso grave

     

Exame de toque retal pode ser realizado no próprio consultório. Foto: Divulgação
Exame de toque retal pode ser realizado no próprio consultório. Foto: Divulgação
Nesta terça-feira (15), é comemorado o Dia do Homem e o Centro de Referência em Saúde do Homem chamou a atenção para uma das doenças que afeta o público masculino: o câncer de próstata. De acordo com o coordenador da unidade, Claudio Murta, enquanto 90% dos homens aceitam fazer exame de toque retal indicado pelo médico, 60% desses pacientes procuram ajuda de um especialista quando a doença já está em estágio avançado.
Segundo o médico, o homem não vai ao médico por uma questão cultural. No caso de complicações na próstata, geralmente, o paciente é levado pela parceira ou familiares, quando já sente dor e dificuldade para urinar. O exame de toque retal, que deve ser feito periodicamente a partir dos 50 anos, é realizado no consultório de forma rápida e indolor. A avaliação é realizada por um médico urologista e consiste em um dos principais métodos para detecção precoce do câncer de próstata, em conjunto com o exame Prova do Antígeno Prostático.
O preconceito é o que atrapalha a prevenção, na opinião de Murta. “Mais do que desmistificar o preconceito do exame do toque retal, é importante que o homem mantenha hábitos saudáveis para tratar a doença de forma menos agressiva, com mais chances de cura”, alertou o médico. Entre eles, estão não fumar, controlar o peso, praticar atividades físicas, ingerir tomate e peixes, e reduzir o consumo de carne vermelha.
Fonte: Terra

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Aumentam os casos de câncer de pênis em 21% ; conheça melhor os sintomas

A cirurgia peniana já é possível e os homens já não precisam ser submetidos à amputação total ou parcial do órgão     
Câncer no pênis é doença ainda pouco compreendida, mas merece atenção. Foto:Divulgação
Câncer no pênis é doença ainda pouco compreendida, mas merece atenção. Foto:Divulgação
 
O câncer peniano, em comparação ao de próstata e o de testículos, tende a ser cada vez mais raro. Mas, depois que a instituição Orchid divulgou que este tipo de tumor, que é pouco conhecido, cresceu 21%, é importante que os homens estejam atentos aos sintomas mais comuns. As informações são do site do Huffington Post.
A pesquisa patrocinada pelo órgão e conduzida por especialistas em câncer peniano do Reino Unido oferece uma perspectiva única sobre a doença, ainda pouco compreendida. “O câncer peniano é raro quando comparado com outros tumores masculinos e, por isso, as estatísticas sobre o diagnóstico e as taxas de sobrevivência a longo prazo são difíceis de encontrar”, afirma o autor do estudo, Manit Arya. Segundo ele, o levantamento traz os resultados mais robustos e atualizados em termos de tendência de incidência, mortalidade e sobrevivência.
Entre os sintomas, estão nódulos indolores; úlceras que não cicatrizam; sangramentos; erupções vermelhas no prepúcio; dificuldade para afastar o prepúcio (fimose); odor incomum; mudança de cor inexplicável na pele; e inchaço dos gânglios linfáticos na área da virilha. A estimativa é que existam 500 casos da doença no Reino Unido no próximo ano, de acordo com o Cancer Research UK. Se o câncer peniano for detectado precocemente, as chances de cura são bastante altas.
Rebecca Porta, chefe-executiva da Orchid, destacou a importância do diagnóstico precoce. “É muito importante que os homens estejam conscientes sobre os sinais e aqueles com sintomas preocupantes devem procurar assistência médica o quanto antes”, explicou. O diagnóstico precoce pode passar despercebido por profissionais de saúde ou ainda ser confundido com uma doença sexualmente transmissível ou ainda uma condição benigna de pele. No entanto, quando detectada a doença, é possível buscar as melhores opções de tratamentos. A cirurgia peniana já é possível e os homens já não precisam ser submetidos à amputação total ou parcial do órgão.
Causas
A causa exata do câncer peniano não é conhecida, mas os fatores relacionados abaixo estão associados ao aumento do risco.
- HPV: as verrugas genitais estão relacionadas a um risco seis vezes maior do câncer de pênis.
- Cigarro: o risco de um homem desenvolver este tipo de tumor é maior entre os que fuma, o que sugere que o cigarro atua como um fator de risco.
- Pênis não-circuncidado: este tipo de câncer é muito menos comum entre homens que tiveram o pênis circuncidado logo após o nascimento. Homens que não fizeram a cirurgia podem encontrar uma dificuldade maior em deslocar a pele para poder lavar, o que pode resultar em uma má-higienização da área.
 
Fonte:Terra