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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Meia taça de vinho por dia eleva risco de câncer de mama

Segundo um estudo britânico, meia taça de vinho ou copo pequeno de cerveja aumenta o risco de câncer de mama na pré-menopausa em 5% e na pós-menopausa, em 9%. (iStock/Getty Images)

Segundo um novo estudo, meia taça de vinho ou um copo pequeno de cerveja já é o suficiente para aumentar o risco de câncer de mama

vinho já foi associado a diversos benefícios para a saúde, principalmente no que diz respeito ao coração. Mas um novo estudo, realizado pelo Fundo Mundial para Pesquisas sobre Câncer, sugere que meia taça da bebida – ou um copo pequeno – por dia já é o suficiente para aumentar o risco de câncer de mama em mulheres.
Na verdade, neste caso, o dano está associado ao álcool e não à bebida em si. Um copo pequeno de cerveja por dia também foi associado ao aumento do risco do tumor. Por outro lado, a prática regular de atividade física de alta intensidadepode reduzir a probabilidade de sofrer da doença.
“Com este relatório abrangente e atualizado, a evidência é clara: ter um estilo de vida fisicamente ativo, manter um peso saudável ao longo da vida e limitar o álcool – são todas as medidas que as mulheres podem tomar para reduzir seu risco.”, disse Anne McTiernan, uma das autoras do estudo.

Menos álcool, mais exercício

Os pesquisadores analisaram 119 estudos já existentes, totalizando 12 milhões de mulheres, das quais 260.000 desenvolveram câncer de mama. Os resultados mostraram que apenas 10 gramas de álcool por dia – o equivalente a um copo pequeno de vinho ou cerveja – aumenta o risco de câncer de mama na pré-menopausa em 5%. A mesma quantidade de álcool aumentou em 9% a probabilidade de câncer de mama na pós-menopausa, a forma mais comum do tumor.
Embora o estudo não tenha analisado a relação de causa e consequência entre o consumo de álcool e o aumento do risco de câncer de mama, existem diversas hipóteses que poderiam explicar essa associação. A conversão do álcool em acetaldeído é uma delas.  “Em tecidos expostos, o álcool é convertido em acetaldeído, um químico que pode causar mutações no DNA, que podem, potencialmente, levar ao câncer “, disse Chin-Yo Lin, pesquisador do Centro de Receptores Nucleares e Sinalização Celular da Universidade de Houston, nos Estados Unidos, em entrevista à CNN.
Outra possível explicação é o aumento do estrogênio. “O consumo de álcool também está associado a níveis elevados do hormônio sexual feminino estrogênio. A exposição cumulativa excessiva ao estrogênio é um fator de risco importante no câncer de mama. Uma série de estudos têm mostrado que o álcool pode aumentar as ações de estrogênio em células de câncer de mama.”, disse Lin.
A revisão também mostrou que o excesso de peso e a obesidade aumentam a probabilidade de câncer de mama pós-menopausa. Por outro lado, a prática regular de atividade física diminuiu o risco dos dois tipos de tumor. Antes da menopausa, 45 minutos por dia de exercícios vigorosos, como corrida ou bicicleta, significaram uma redução de 17% no risco de câncer de mama. Após a menopausa, o impacto desse tipo de exercício foi de apenas 10%. Porém, a prática de atividades moderadas, como jardinagem ou caminhada, reduziu a probabilidade da doença em 13%.

Alimentação também contribui

No que diz respeito à dieta, o relatório concluiu que existem “evidências limitadas” que vegetais sem amido, como brócolis,

repolho, couve-de-bruxelas, alho-poró, feijão e espinafre podem diminuir o risco dos chamados cânceres de mama negativos aos receptores de estrogênio. Embora seja um tipo mais raro de câncer da mama, tende a ser mais agressivo e ter um pior prognóstico.
Também foi encontrada uma associação entre dietas ricas em laticínios, cálcio e carotenoides e uma redução no risco de câncer de mama. Carotenoides são pigmentos sintetizados por plantas, que frequentemente são responsáveis por sua coloração amarelada, laranja ou vermelha. Alguns alimentos ricos na substância são abóbora, damasco, cenoura, espinafre e couve. 
“As conclusões indicam que as mulheres podem obter algum benefício ao incluir na dieta uma alta variedade de vegetais não-amiláceos, incluindo alimentos que contêm carotenoides. Isso também pode ajudar a evitar o comum acúmulo de peso de 500 gramas a um quilo por ano, o que é fundamental para reduzir o risco de câncer.”, disse Anne.

Câncer de mama no Brasil

O câncer de mama é o segundo tipo de tumor maligno mais incidente entre as brasileiras, atrás apenas do câncer de pele não melanoma, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Para o Brasil, são esperados 57.960 casos novos de câncer de mama, com um risco estimado de 56,20 casos a cada 100.000 mulheres.
veja

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Aprenda a combater o câncer de mama

Comer frutas e legumes, beber muita água e fazer exercícios são hábitos indicados para prevenir doenças, mas nem sempre é fácil encaixá-los na rotina. Na campanha contra o câncer de mama de 2016, a Sociedade Brasileira de Mastologia frisa a importância de uma vida saudável como forma de combater o câncer de mama. Este ano, a estimativa é que 60 mil brasileiras sejam diagnosticadas com a doença, que é a que mais mata mulheres no país.
A campanha contra o câncer de mama da SBM tem como com o tema “A vida pede atitude. Movimente-se: faça mamografia anualmente”, e destaca que o diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento rápido e a cura da doença. A iniciativa foi pensada a partir de pesquisa recente da entidade, que mostra que o risco de desenvolver a doença aumenta em mulheres com excesso de gordura corporal no abdômen na pré e na pós-menopausa.
A coordenadora da pesquisa, Jordana Carolina Marque Godinho Mota, que comparou grupos de mulheres atendidas no Hospital das Clínicas da UFG, disse que os alimentos saudáveis ajudam a regular o metabolismo. Por outro lado, produtos açucarados, industrializados e gordurosos desregulam as funções do corpo.
“A alimentação inadequada altera hormônios corporais, como, por exemplo, a insulina. Quando aumenta a quantidade de insulina que o corpo precisa para absorver a açúcar no corpo, por exemplo, essa insulina pode agir na mama causando alteração, favorecendo o câncer”, explicou.
Com base nos dados, a pesquisadora constatou que a chance de desenvolver o câncer de mama cai de 74% para 49% em quem tem uma vida saudável. Ela recomenda que as mulheres já saiam de casa com a alimentação planejada para o dia todo, fazendo pequenas refeições a cada três horas, em média, evitando alimentos industrializados, refrigerantes, frituras e gorduras. As medidas, segundo Jordana, também as pacientes que estão no tratamento contra a doença.
A SBM também incentiva os médicos a fazerem um atendimento completo, com paciência, além de defender ampliação do acesso à mamografia, exame que depende aparelho específico. Outra preocupação da entidade é a diminuição do tempo entre o diagnóstico e o tratamento, que não pode passar de 60 dias. As mulheres também têm direito a uma cirurgia reparadora, se necessário.
Mulheres com mais de 40 anos devem fazer exames anuais. “De um ano para o outro, um caroço pode aumentar muito e dificultar o tratamento”, disse a pesquisadora.
Dicas de hábitos saudáveis para evitar o câncer de mama: Comer a cada três horas, em pequenas quantidades . Priorizar alimentos naturais e evitar os industrializados . Evitar açúcar e carboidratos, especialmente refrigerantes, pão branco e macarrão . Reduzir a ingestão de gorduras . Comer proteínas, frutas legumes e verduras.
Robson Pires

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Apesar de raro, câncer de mama também pode afetar homens

Em 2013, de acordo com o Inca, 181 homens morreram com a doença no Brasil


Por Larissa Teixeira
 

Outubro é o mês de conscientização sobre o câncer de mama, doença que corresponde a cerca de 25% dos casos de câncer diagnosticados em mulheres por ano. Em 2012, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1,7 milhão de pessoas foram afetadas. No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), são esperados 57.960 novos casos para 2016.
O que muitas pessoas não sabem é que, apesar de afetar majoritariamente as mulheres, o câncer de mama também pode atingir pessoas do sexo masculino. Pelo fato de a glândula mamária masculina ser geralmente atrofiada, com baixa produção de hormônios femininos, cerca de 1% dos casos são diagnosticados em homens.
Segundo Marcelo Bello, diretor médico do Inca, o câncer que atinge homens e mulheres é basicamente o mesmo, mas no caso deles há algumas particularidades: devido à demora no diagnóstico, 72% dos casos são identificados já nos estágios 2 e 3. “Pelo fato de não ser uma doença comum, o homem não tem o hábito de olhar para as suas mamas. Normalmente, quando ele descobre, o câncer já está evoluído”, afirma. Em 2013, segundo o Inca, 181 homens morreram com a doença no Brasil.
Para Cristiane Nimir, médica associada ao Núcleo de Mastologia do Hospital Sírio Libanês, de São Paulo, existe uma ideia na sociedade de que o homem não tem mamas, o que dificulta a prevenção e o tratamento. “As pessoas acreditam que o mastologista é um médico apenas para mulheres e, por isso, há um preconceito e uma resistência masculina em procurar ajuda”, diz
Sintomas
Assim como nas mulheres, os sintomas são o aparecimento de nódulos na região das mamas e abaixo das axilas, além de secreção nos mamilos. “Para o homem, é mais fácil perceber um nódulo porque a sua glândula mamária é muito menor. Caso ele sinta alguma alteração nessas regiões, é preciso buscar um mastologista”, afirma Max Senna Mano, chefe do Grupo de Câncer de Mama do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP). Segundo ele, em cinco anos, foram encontrados 33 casos da doença no Instituto.
Fatores de risco
Geralmente, o câncer de mama masculino atinge homens mais velhos, a partir dos 60 anos. Em alguns deles, a doença está ligada a mutações genéticas e, por isso, é preciso investigar se existe uma predisposição familiar. “A conscientização dos homens é muito importante para identificar casos ligados a mutação de genes. Todo paciente que tiver um histórico de câncer de mama na família precisa avaliar essa possibilidade e conhecer os riscos”, aponta Bello.
Além disso, a doença pode estar relacionada com o aumento de hormônios femininos no corpo, o uso de determinados medicamentos, como antidepressivos e remédios para o câncer de próstata, e também com a obesidade. “O aumento da gordura abdominal é um fator extremamente importante ligado ao câncer de mama, já que aumenta a produção de hormônios como estrógeno e progesterona”, comenta Cristiane.
Tratamento
O tratamento é o mesmo para homens e mulheres e pode incluir a mastectomia, quimioterapia, radioterapia ou até mesmo bloqueadores hormonais. Além disso, existe também a chamada “terapia alvo”, um novo tipo de tratamento que usa substâncias para identificar e atacar especificamente as células cancerígenas, provocando menos efeitos colaterais no paciente.
“É importante que os pacientes perguntem ao médico sobre os tipos de tratamento para que ele seja mais individualizado. Por mais que os tumores sejam parecidos, dentro de cada organismo eles funcionam de maneira diferente”, finaliza Cristiane.
Portal no Ar

sábado, 8 de outubro de 2016

Outubro Rosa: Saúde intensifica ações de combate ao câncer de mama

O diagnóstico tardio pode estar relacionado com a dificuldade de acesso da população feminina aos serviços e programas de saúde.


O Outubro Rosa, o movimento mundial de mobilização para a prevenção do câncer de mama, começou nos Estados Unidos com a aprovação, pelo Congresso Americano, do mês de Outubro como sendo o mês de prevenção do câncer de mama. O nome do movimento remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, das instituições públicas, privadas e filantrópicas, das empresas e das entidades.
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap RN) vai realizar uma programação que contempla as servidoras e a própria comunidade, a partir da próxima segunda-feira (10), incluindo palestras, mesas-redondas e outras ações para alertar e sensibilizar sobre a realidade atual do câncer de mama e a importância do diagnóstico precoce. Durante todo o mês de outubro, equipes que atuam nas unidades municipais de saúde, instituições públicas e privadas promoverão atividades para estimular a prevenção do câncer de mama, com busca ativa de pacientes para mamografia e encaminhamento para consulta médica.
No Rio Grande do Norte estima-se que o número de mamografias necessárias para uma cobertura de 100% das mulheres dependentes do Sistema Único de Saúde – SUS seja em torno de 242 mil exames/ano. Atualmente a cobertura está em torno de 9% (22.756 exames/ano), considerando o rastreamento para as mulheres entre 50 e 69 anos. Em 2016 a SESAP-RN assegurou na Programação Pactuada Integrada da Assistência (PPI-RN) a realização de 98.174 mamografias de rastreamento (mulheres assintomáticas na faixa etária de 50 a 69 anos) em todo o Estado.
Do total pactuado foram realizadas até o dia 30 de setembro de 35.592 mamografias, com um alcance de meta de 36,25%. Este resultado ainda não é suficiente para reduzir a tendência de mortalidade por câncer. O diagnóstico ainda é feito em estágios mais avançados da doença. O diagnóstico tardio pode estar relacionado com a dificuldade de acesso da população feminina aos serviços e programas de saúde.
Portal no Ar