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domingo, 14 de fevereiro de 2016

Desfile das Campeãs encanta o público e Sambódromo fica lotado até última escola - Mangueira, campeã com enredo que homenageou a cantora Maria Bethânia, foi a última a desfilar - e segurou a animação das arquibancadas

Maria Betânia com a Mangueira

O tempo firme ajudou e o público que lotou o Sambódromo ficou até o último minuto no Desfile das Campeãs, que este ano foi encerrado com a Mangueira e sua homenagem aos 50 anos de carreira de Maria Bethânia. A verde e rosa entrou na avenida no final da madrugada deste domingo (14) e foi ovacionada do início ao fim pela plateia.
A noite foi aberta pela sexta colocada no Grupo Especial do Rio de Janeiro, a Imperatriz Leopoldinense, que levantou as arquibancadas com o enredo É o Amor, concebido pelo carnavalesco Cahê Rodrigues para contar a vida dos irmãos Zezé di Camargo e Luciano desde a infância da dupla, no interior de Goiás. Desfilando em cima de um dos carros, o craque Zico foi um dos mais festejados na avenida.
Quinta colocada no Grupo Especial, a segunda escola a desfilar foi a Beija-Flor, que este ano buscou inspiração no Marquês de Sapucaí na tentativa de um bicampeonato, com a voz de Neguinho da Beija-Flor agitando as arquibancadas. A denúncia feita pelo diretor de carnaval da azul e branco, Laíla, de que a ausência de um dos jurados no desfile seria tentativa de prejudicar algumas escolas, foi comentada pelo presidente da Beija-Flor, Farid Abrhão David. Ele pediu uma investigação do caso pela Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa). "Eu acho que é um assunto grave, que tem de ser apurado. Mas não estamos questionando a vitória da Mangueira. Questionamos é a nossa colocação", disse Farid.
Em seguida, pisou na avenida o Salgueiro, que ficou em quarto lugar. A escola trouxe um carnaval baseado na Ópera do Malandro, na concepção dos carnavalescos Renato Lage e Márcia Lage. Carros alegóricos muito bem finalizados passaram o clima dos templos e símbolos da malandragem carioca, como o mundo dos cabarés, dos conquistadores e dos jogos de azar.
O Salgueiro foi sucedido pela Portela, que arrancou gritos de "é campeã" vindos da arquibancada ao longo de todo o desfile. A escola do carnavalesco Paulo Barros apresentou uma viagem a lugares distantes e misteriosos, nas asas da águia, que é seu símbolo. Para o presidente de honra da Portela, mestre Monarco, a escola, terceira colocada no Grupo Especial, foi campeã na escolha popular.
"O povo pediu, [as pessoas] gritaram é campeã durante todo o desfile. Este terceiro lugar tem sabor de vitória. A Portela brincou o carnaval. A cada ano que passa. estamos mais fortes. Já faz três carnavais que estamos no Desfiles das Campeãs. Eu aprovo a Mangueira como campeã. Mas acho que dava Mangueira e Portela na frente", disse Monarco, que saiu no carro da Velha Guarda, fechando o desfile da azul e branco de Madureira.
A penúltima escola a desfilar foi a Unidos da Tijuca, que no passado consagrou Paulo Barros, e este ano trouxe um enredo feito a oito mãos, com quatro carnavalescos: Mauro Quintaes, Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo. Falando da agricultura, a azul e amarelo entrou na avenida com carros cheios de estilo e detalhes, para falar de um tema já abordado muitas vezes no passado da Sapucaí, o que fez a diferença para os jurados, que a colocaram na segunda posição do Grupo Especial. O contraste entre carros quase monocromáticos, apenas em tons de marrom, simbolizando a terra, e outros muito coloridos, trazendo os alimentos, foi um dos diferenciais da Tijuca na avenida.
Fechando a noite, mostrando sua popularidade, a Mangueira conseguiu algo difícil na Sapucaí: que as arquibancadas não ficassem vazias, com os tradicionais buracos, comuns quando passa a última escola. A verde e rosa repetiu o sucesso do desfile de terça-feira de carnaval, trazendo artistas famosos em seus carros, incluindo Caetano Veloso, Regina Casé e Beth Carvalho.
Ao contrário do primeiro desfile, quando veio em cima de um carro alegórico, Bethânia decidiu vir no chão, reverenciando e agradecendo o público, que em retribuição a aplaudia de pé, cantando junto o samba campeão, Maria Bethânia, a Menina dos Olhos de Oyá.
(Com Agência Brasil)

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Desfile do Sábado das Campeãs do Rio começa às 21h30 Imperatriz, sexta colocada, é a primeira a entrar na Sapucaí.

Mangueira, grande vencedora do carnaval 2016, vai ser a última a desfilar  (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)

Com o título do carnaval de 2016 já decidido, resta agora aproveitar. Ou seja, cantar, sambar e festejar as seis primeiras colocadas do Grupo Especial no desfile do Sábado das Campeãs (13), no Sambódromo do Rio. Segundo a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), ainda há ingressos à venda. Mas somente para arquibancadas.
Os desfiles começam às 21h,30, com a apresentação que vai da sexta à primeira colocação. Com isso, a abertura fica a cargo da Imperatriz Leopoldinense, que homenageou a dupla sertaneja Zezé Di Camargo e Luciano, com o enredo “É o amor... que mexe com minha cabeça e me deixa assim – Do sonho de um caipira nascem os filhos do Brasil”. O carnavalesco Cahê Rodrigues espera poder, mais uma vez emocionar o público na Sapucaí.
Quinta colocada no Grupo Especial, a Beija-Flor de Nilópolis vai ser a segunda a entrar na Sapucaí, para contar a história do marquês que dá nome à avenida dos desfiles. Com o enredo “Mineirinho genial! Nova Lima – cidade natal. Marquês de Sapucaí - o poeta imortal” a escola vai voltar com a organização que lhe é peculiar para mostrar muito requinte, garra, beleza, criatividade e emoção.
Acadêmicos do Salgueiro, quarta colocada, vai ser a terceira a pisar na avenida para cantar o enredo “Ópera dos malandros”, de Márcia e Renato Lage. A escola que até o final da apuração disputava décimo a décimo com as outras escolas promete desfilar completa e contar um pouco da história da malandragem carioca.
A quarta escola a se apresentar entre as campeãs vai ser a Portela, que levantou a avenida com a comissão de frente e alegorias cheias de inovações bem ao estilo do carnavalesco Paulo Barros. A águia voltará a abrir o Mar Vermelho e pousar no Monte Sinai, trazendo Moisés sobre ela para cantar o enredo “No voo da águia, uma viagem sem fim”, e fazer um passeio pelas descobertas da humanidade.
A vice-campeã Unidos da Tijuca deve entrar na Passarela do Samba nas primeiras horas de domingo (14), para cantar o agronegócio e a cidade de Sorriso, no Mato Grosso. O quarteto -formado pelos carnavalescos Annik Salmon, Mauro Quintaes, Hélcio Paim e Marcus Paulo – promete repetir o desfile técnico perfeito da amarelo e azul do Morro do Borel.
Maria Bethânia é a grande homenageada pela escola de samba  (Foto: Alexandre Durão/G1)
Maria Bethânia quer desfilar no chão no desfile das
campeãs (Foto: Alexandre Durão/G1)
A entrada da campeã Estação Primeira de Mangueira está prevista para às 3h. Com visual renovado pelo carnavalesco Leandro Vieira, estreante no Grupo Especial, a escola arrebatou a Sapucaí, e conquistou o título depois de um jejum de 13 anos com o enredo “Maria Bethânia – a menina dos olhos de Oyá”. A homenageada, desta vez, quer desfilar no chão, em vez de vir na última alegoria, para comemorar o título junto com os componentes.
G1

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Escolas do Rio encerram desfile homenageando ídolos da música brasileira


maria_betania
As duas últimas escolas de samba do Rio de Janeiro que passaram no Sambódromo da Marquês de Sapucaí na madrugada desta terça-feira (9) apresentaram enredos em homenagem a ídolos da música brasileira. A Imperatriz Leopoldinense levou para a avenida a dupla sertaneja Zezé Di Camargo e Luciano. Os dois estavam no último carro, que fazia referência à música É o Amor, sucesso que marcou a trajetória dos irmãos.
Na frente da alegoria estava seu Francisco, o pai da dupla, que incentivou a carreira deles. E foi preciso usar um guindaste para colocá-lo na poltrona reservada para ele na alegoria, para evitar que se cansasse durante o desfile. Mas seu Francisco não teve medo e seguiu as orientações da equipe de segurança. A tranquilidade dele ficou evidente quando o carro dobrou a esquina na Avenida Presidente Vargas para a Marquês de Sapucaí. Logo se levantou e ficou acenando com um chapéu de palha para o público. Os filhos vieram na parte mais alta do carro. Zezé, de verde, e Luciano, de branco, as cores da escola da zona norte do Rio.
Eles não foram os únicos artistas no desfile. A cantora e compositora Paula Fernandes se apresentou no tripé Abelha-Rainha, simbolizando a polinização das abelhas entre girassóis de campos goianos. O ator Ângelo Antônio e a atriz Dira Paes, que representaram o seu Francisco e dona Helena, mãe da dupla, no filme Os Dois Filhos de Francisco, vieram fazendo encenações de um casal em uma casa simples do interior.
No carro decorado com 180 violões, que serão doados depois do desmonte para instituições de ensino de música, vieram, entre outros cantores, Sérgio Reis e Alexandre Pires. No carro de som, ao lado do intérprete Marquinho Art’Samba, tocando uma sanfona, estava a cantora Lucy Alves. A escola fez um desfile correto com os componentes evoluindo bastante e cantando o samba.
O encerramento da noite ficou por conta da Mangueira, em um desfile que emocionou o público. A homenageada foi a cantora Maria Bethânia, pelos 50 anos de carreira. O enredo Maria Bethânia- a menina dos olhos de Oyá permitiu uma Mangueira diferente dos últimos anos.
Robson Pires

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Imperatriz Leopoldinense homenageia Zezé Di Camargo e Luciano na avenida


zeze_di_camargo_e_luciano_2 (1)O cantor e compositor Zezé Di Camargo, quando era adolescente, costumava assistir pela televisão aos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial do Rio, mas nunca poderia imaginar que um dia participaria do encantamento que sempre tinha diante da beleza dos desfiles. A realidade mudou e, em 2016, ele e o irmão Luciano são os homenageados da Imperatriz Leopoldinense, com o enredo “É o amor que mexe com a minha cabeça e me deixa assim. Do sonho de um caipira, nascem os filhos do Brasil”. A escola desfila na Marquês de Sapucaí na segunda-feira (8).
Quando recebeu a notícia da Imperatriz, Zezé ficou tão surpreso que nem consultou o irmão, que estava viajando. Além de mostrar a trajetória dos filhos de seu Francisco e dona Helena – com os sonhos de sair de Sítio Novo, região rural de Pirenópolis, em Goiás, conquistar um lugar na música brasileira e alcançar a popularidade que a dupla tem hoje –, a escola destaca no enredo a cultura, a religiosidade e a lida na terra do Centro-Oeste. Para Zezé, é também um orgulho ver o seu estado retratado, especialmente, com a poetisa Cora Coralina, as manifestações populares pelo Divino Espírito Santo e as festas de Pirenópolis.
Robson Pires