quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Governo do Estado pede ilegalidade da greve dos professores até sexta-feira, dia 16 de agosto de 2013


Em algumas escolas da rede, professores estavam dando aula normalmente, com salas lotadas

O procurador do Estado, Miguel Josino, informou que entre hoje e amanhã o Governo deverá entrar com ação pedindo a ilegalidade da greve dos professores. Ele acrescentou que a argumentação ainda está sendo elaborada junto à equipe de procuradores. “Estamos estudando o que vai ser alegado. Imagino que se não entrarmos com a ação amanhã, faremos isso na sexta-feira”, explicou.
GREVE DESDE SEGUNDA-FEIRA, 12  DE AGOSTO DE 2013
Os professores da rede estadual de ensino decretaram greve na segunda-feira, durante assembleia da categoria realizada na Escola Estadual Winston Churchill. A categoria está dividida. Em algumas escolas de Natal, é possível perceber a adesão dos profissionais. Em outras, no entanto, as aulas tem ocorrido normalmente em determinados turnos. Enquanto Governo do Estado e Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (Sinte/RN) não entram em acordo, o calendário segue prejudicado, inclusive pela falta dos estudantes.



AMEAÇAS
Um  ponto que teria contribuído para que parte da categoria não aderisse a greve está relacionado com a declaração da Secretaria Estadual de Educação e Cultura (SEEC) de que os grevistas teriam o ponto cortado.

A coordenadora-geral do Sinte/RN, Fátima Cardoso,disse: “A gente acha normal que a categoria não tenha aderido totalmente a greve, já que houve ameaça de corte de salário. A categoria se sentiu ameaçada”, avaliou. 
CONTRADIÇÃO
Segundo ela, 75% dos professores das escolas estaduais de Natal cruzaram os braços. Por outro lado, a Secretaria de Educação informou que 90% das escolas de Natal estão em aulas.

REAÇÃO DO SINTE/RN
A coordenadora-geral do Sinte/RN, Fátima Cardoso, reconhece o direito do Governo do Estado de solicitar o pedido de ilegalidade da greve, mas avalia a ação como “truculenta”, ferindo o direito democrático de manifestação. 

“O servidor público tem direito constitucionalmente de fazer a greve. Por não atender a categoria, o Governo vai buscar um recurso que não beneficia a população. Sem um processo de negociação, as condições das escolas vão continuar precárias, os professores vão continuar faltando e vai criar um clima de insatisfação maior”, afirmou Fátima Cardoso.
TN

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