Advogado Antônio Carlos de Souza Oliveira de 41 anos foi executado na noite desta quinta-feira, 9 de maio de 2013 por homem encapuzado.
A morte do advogado Antônio Carlos de Souza Oliveira, 41 anos, será investigada pelo delegado Roberto Andrade da Delegacia Especializada em Homicídios (Dehom). O crime ocorreu na noite dessa quinta-feira (9), em um bar no bairro de Nazaré, zona Oeste de Natal.
Arquivo TN
Antônio Carlos de Souza foi o terceiro advogado morto neste ano
Inicialmente, o delegado geral da Polícia Civil, Fábio Rogério, anunciou que a delegada Sheila Freitas, da Divisão Especializada de Combate ao Crime Organizado (Deicor) iria investigar o caso, já que Antônio Carlos tinha muitos clientes envolvidos com o crime. "Por isso foi escolhida uma delegacia com mais condições de averiguar o caso", disse.
Após a morte do advogado Anderson Miguel, em junho de 2011, foi a Deicor que ficou com o caso, que posteriormente também foi apurado pela Polícia Federal. Isso porque Miguel era investigado na Operação Hígia, desencadeada pela PF e que apurava fraudes em licitações do Estado do Rio Grande do Norte.
A Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte (OAB/RN) divulgou nota de pesar pelo falecimento do advogado Antônio Carlos. Leia a nota na íntegra:
"A Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte lamenta a morte do advogado Antônio Carlos de Souza Oliveira, morto na noite desta quinta-feira (9), em Natal/RN. A Seccional Potiguar irá formar uma comissão especial para acompanhar o caso de perto e adotar as medidas necessárias para o esclarecimento dos fatos e a punição dos responsáveis.
O velório de Antônio Carlos está sendo realizado na capela cinco do cemitério Morada da Paz, em Emaús. A missa acontece às 16h e sepultamento às 17h.
Filho de Jorge Ferreira de Oliveira e Margaret de Souza Oliveira, Antônio Carlos de Souza Oliveira nasceu em 1973, em Recife/PE. Se formou em Direito na Universidade Potiguar, em 1996."
Mais dois advogados foram mortos este ano
Neste ano, também foi morto no RN o advogado Marcelo Roverlando Jorge de Moura, 38 anos. Ele foi assassinado com cinco tiros disparados por dois homens na noite do dia 9 de janeiro, a 30 metros de casa, na rua Sebastião Paulo, em Apodi, segundo informações do delegado Renato Batista, que esteve no local do crime.
A advogada Vanessa Ricarda de Medeiros, 37 anos, também foi vítima de homicídio neste ano. De acordo com a Polícia, ela teria sido morta a pauladas pelo namorado em um motel, próximo ao município de Santo Antônio, na madrugada do dia 14 de fevereiro.
Casos da década de 90 continuam sem elucidação
A morte da advogada Bianca Mesquita de Moraes Passos,de 33 anos, no dia 14 de maio de 1999, é um dos casos de morte de advogados que permanece sem solução. Encontrada caída ao lado de seu carro no anel viário do campus da UFRN, próximo a uma guarita do Exército, o Ministério Público chegou a considerar o arquivamento dos autos por considerar insuficiência de indícios que levem à identificação dos responsáveis.
Na época, seguranças da universidade afirmaram que dois homens em uma moto foram vistos próximo ao carro da vítima. O caso foi retomado pelo juiz Henrique Baltazar Vilar dos Santos em outubro de 2008, por entender que depoimentos levavam a duas suspeitas: o marido da advogada e uma segunda pessoa não revelada.
O caso do assassinato do advogado Francisco Gilson Nogueira de Carvalho, morto no dia 20 de outubro de 1996 no município de Macaíba, chegou a ter indiciamento pelo crime. O policial aposentado Otávio Ernesto Moreira foi absolvido em junho de 2006 pelo 2º Tribunal do Júri Popular, que acatou a tese de negativa de autoria apresentada pela defesa. O juiz Célio de Figueiredo Maia, presidente do Tribunal do Júri, declarou o caso como "insolúvel" após absolvição do aposentado.
TN

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