Esta é a terceira transferência para a unidade prisional, que nos últimos dois meses já recebeu 78 presidiários.
Com a transferência de 21 detentos de alta periculosidade para o Presídio Federal de Mossoró, no Oeste potiguar, o Rio Grande do Norte já recebeu 78 presidiários envolvidos em crimes graves, nos últimos dois meses. Outros nove presos que completavam o grupo de transferidos vindos de Rondônia, foram levados para a unidade federal do estado de Alagoas, ainda nesta segunda (1) à noite.
O Ministério da Justiça e a direção do Presídio Federal de Mossoró não informaram o que teria motivado as transferências para os presídios do Nordeste, apenas que seria uma movimentação de rotina. Entretanto, as outras duas ocorrências, em fevereiro e março passados, aconteceram porque a presença dos detentos nas unidades prisionais de Santa Catarina e do Paraná causava instabilidade no sistema prisional dos dois estados.
A transferência de ontem aconteceu em um avião da Força Aérea Brasileira, que aterrissou no Aeroporto Dix-Sept Rosado por volta das 21h20. Dos 30 presidiários que estavam a bordo, 21 desceram escoltados pelos agentes federais e foram encaminhados em veículos do Sistema Penitenciário Nacional à unidade, localizada na área rural de Mossoró.
Está já é a terceira vez que o Rio Grande do Norte recebe presidiários de alta periculosidade vindos de outros estados neste ano. A última aconteceu no dia 20 de março passado, quando 20 detentos que estavam presos no Paraná, no Sul do Brasil, foram enviados para cá.
Na ocasião, a ação foi organizada pelo Departamento de Inteligência da Polícia Federal e a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp), que enviou outros 18 para Rondônia. De acordo com o órgão, a transferência foi uma medida preventiva, já que a presença dos detentos no estado estava causando forte tensão no sistema prisional paranaense.
Já no dia 16 de fevereiro último, quando aconteceu a primeira grande transferência para Mossoró em 2013, foram 37 detentos que estavam custodiados em unidades prisionais de Santa Catarina, também na região Sul do país, que vieram para o RN. Na época, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo disse que a ação fazia parte das medidas adotadas para conter a onda de ataques criminosos nas cidades catarinentes.
JH

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