Josias
de Souza destacou que oficialmente, o PSB é aliado do PT federal e
parceiro potencial de Dilma Rousseff em 2014. Em segredo, o partido
discute com lideranças de outras legendas vinculadas ao governo um
projeto alternativo para a sucessão presidencial.
Iniciados antes do primeiro turno da eleição municipal, os contatos
são conduzidos por Eduardo Campos. Ele governa Pernambuco, preside o PSB
e cultiva uma não declarada candidatura ao Planalto.
Entre as legendas já contactadas estão os governistas PDT e PTB. As
conversas incluem também o “independente” PV e o indefinido PSD, partido
nascido das costelas do oposicionista DEM.
Um partidário de Eduardo Campos utiliza dois vocábulos para definir
as conversas: “sondagens” e “prospecções”. O objetivo é testar a
receptividade de uma eventual candidatura presidencial de Eduardo
Campos.
Verificou-se que é boa a acolhida ao nome de Eduardo Campos. Os
interlocutores enxergam nele a perspectiva de poder. O diálogo flui bem,
por exemplo, com o presidente do PDT, Carlos Lupi, afastado do
Ministério do Trabalho por Dilma no ano passado.
A aceitação é boa no PTB de Roberto Jefferson, recém condenado no
julgamento do mensalão. Em privado, também o presidente do PTB de São
Paulo, deputado estadual Campos Machado, revela-se um entusiasta de
Eduardo Campos.
No PSD, o prefeito paulistano Gilberto Kassab, presidente da legenda,
tem uma dívida de gratidão com Eduardo Campos, que o ajudou a
estruturar o novo partido. Na hipótese de se tornar candidato, o
governador espera dispor do tempo de tevê da agremiação de Kassab, hoje
com cinco dezenas de deputados federais.
De resto, Eduardo leva sua “prospecção” às fileiras do PMDB, sócio
majoritário da coligação de Dilma, ao lado do PT. Recompôs em Pernambuco
a aliança com o PMDB de Jarbas Vasconcelos, com quem estava rompido.
Por Robson Pires

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