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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Blogueira de moda é baleada durante assalto no bairro de Petrópolis

Blogueira Kaddja Maia (foto)

A blogueira Kaddja Maia, especialista em moda, foi baleada durante uma tentativa de assalto, na final da noite desta quarta-feira (21), no bairro de Petrópolis. A vítima estava chegando na casa dela, na rua Açu, quando foi abordada por dois homens que anunciaram um assalto e queriam roubar o carro de Kaddja.
O tenente Faria, oficial do 1º Batalhão da Polícia Militar, confirmou a informação para o Portal BO. “A vítima foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgênia [SAMU] e o que foi repassado para nós é que ela teria sido abordada por assaltantes e acabou sendo baleada”, explica.
Os dois assaltantes estariam em um veículo Gol. Eles não chegaram a levar o veículo da blogueira, mas conseguiram roubar a bolsa dela. Durante a ação, um dos bandidos atirou duas vezes e os disparos atingiram braço e perna da vítima.
Kaddja Maia foi socorrida e levada para o Hospital Walfredo Gurgel, onde foi atendida e liberada em seguida, tendo em vista que os ferimentos não apresentavam gravidade. Policiais militares ainda realizaram diligências, durante a noite, mas não conseguiu localizar nenhum suspeito.
Portal BO
 

domingo, 31 de março de 2013

40 anos do HWG: O pulso ainda pulsa! Publicação: 31 de Março de 2013 às 00:00


O jovem senhor completa hoje 40 anos de atividades. Pelo tempo de serviço, já estaria aposentado. Não fossem os pulsos que mantém seus batimentos cardíacos numa nem sempre compassada sintonia, o Hospital Walfredo Gurgel, que é o maior complexo hospitalar do estado, já teria ido a óbito diante de tantas crises enfrentadas ao longo de quatro décadas de (sobre)vida. As mesmas histórias de 1973, ano do início das suas atividades, se repetiram nas décadas seguintes e são tão comuns atualmente, que o Hospital Walfredo Gurgel não é reconhecido pelas milhares de vidas que ali se salvaram ao longo de tanto tempo.

E sim, pelas recorrentes crises de abastecimento, falta de profissionais, corredores que se assemelham às enfermarias coletivas dos campos de guerra e pacientes à espera de atendimento. Muitos não lembram, porém, que é dali que saem vidas salvas, mesmo diante de tantos desafios. 

De 1973 a 2013, o fluxo de pacientes aumentou numa proporção inversa a dos investimentos em ampliação. Somente uma grande obra, a construção do Pronto-Socorro Clóvis Sarinho, concluída no início de 2001, foi realizada até hoje. O que serviria como uma “ponte de safena” para a obstruída artéria aorta da rede pública estadual de Saúde, quatro meses após sua fundação já apresentava os mesmos problemas de superlotação do seu vizinho adulto.

Tais dificuldades, diferente de uma enfermidade, nem sempre são curadas com um antibiótico. Os curativos feitos na infraestrutura e operacionalização do Walfredo Gurgel ao longo dos anos, parece ser a única solução para a “chaga” da saúde pública no Rio Grande do Norte, cujo estado de calamidade foi reconhecido por 180 dias em 2011 pela governadora Rosalba Ciarlini. “O hospital tem tantas dificuldades que eu me sinto uma sobrevivente. São as pessoas, são os funcionários que fazem a diferença aqui dentro”, afirma a diretora técnica da unidade, Hélida Bezerra. 


Mesmo assim, ela admite que, diariamente, “muitas vidas são salvas” e é este o combustível ao qual a equipe médica e administrativa do hospital recorre para não esmorecer em meio aos percalços. Ela cita que, desde 2001, ano no qual ingressou na unidade hospitalar, assistiu aos avanços nos serviços oferecidos à população com a inclusão de especialidades médicas como pediatria, cirurgia vascular, fonoaudiologia e terapia ocupacional. 

Ao custo mensal de R$ 1,3 milhão, utilizados para o custeio da manutenção geral, compra de material de expediente e medicamentos, além dos consertos dos equipamentos médico-cirúrgicos, o Hospital Walfredo Gurgel dispõe de equipamentos para exames médicos de alta complexidade que nem mesmo os grandes hospitais particulares tem. O tomógrafo de 16 canais e imagens em três dimensões é um deles. No aparelho, são processados até 1.700 exames mensalmente, entre tomografias e angio-tomografias. Há um outro equipamento com as mesmas características disponível no Hospital Deoclécio Marques, em Parnamirim. 

 Além disso, o complexo hospitalar é referência em tratamento de queimados em todo o Rio Grande do Norte. E dispõe, ainda, de equipes médicas especializadas no atendimento a casos de urgência e emergência, cuja maior demanda, atualmente, são vítimas de acidentes de trânsito, com destaque para aqueles envolvendo motociclistas.

 No tratamento das doenças crônicas, o hospital se destaca no tratamento do pé do diabético, com médicos especialistas na área. Recentemente, o Walfredo Gurgel adquiriu uma máquina de endoscopia de última geração, que é a mais moderna disponível nos hospitais públicos do estado.

 No limiar de um novo tempo que neste domingo começa, ao comemorar mais um aniversário, o maior complexo hospitalar do estado vislumbra dias melhores e segue, salvando vidas, em meio ao caos histórico. 
TN