Mostrando postagens com marcador desastre ambiental. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador desastre ambiental. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Desastre em Mariana é o maior acidente mundial com barragens em 100 anos


CYxPKL2UQAAZ2b5
O rompimento da barragem de rejeitos da Samarco em novembro de 2015 – que destruiu o distrito mineiro de Bento Rodrigues – é o maior desastre do gênero da história mundial nos últimos 100 anos.
Se for considerado o volume de rejeitos despejados – 50 a 60 milhões de metros cúbicos (m³) – o acidente em Mariana (MG) equivale, praticamente, à soma dos outros dois maiores acontecimentos do tipo já registrados no mundo – ambos nas Filipinas, um em 1982, com 28 milhões de m³; e outro em 1992, com 32,2 milhões de m³ de lama.
Robson Pires

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Desastre de Mariana causa destruição de mais de 660 quilômetros de rios


rejeitos de mineração formaram uma onda de lama que afetou diretamente 663 quilômetros no Rio Doce e seus afluentes



Por Agência Brasil
O desastre ambiental provocado pelo rompimento da Barragem do Fundão, da Mineradora Samarco em Mariana (MG), no último dia 5 de novembro, atingiu 663 quilômetros de rios e resultou na destruição de 1.469 hectares de vegetação, incluindo Áreas de Preservação Permanente, mostra laudo técnico preliminar do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). No distrito de Bento Rodrigues, 207 das 251 edificações (82%) ficaram soterradas.
Os rejeitos de mineração formaram uma onda de lama que afetou diretamente 663 quilômetros no Rio Doce e seus afluentes, chegando ao oceano, no município de Linhares, no Espírito Santo, em menos de cinco dias. A lama avançou pelo rio com grande velocidade. No dia 21, alcançou o mar. Blocos de contenção foram posicionados na foz do rio para controlar o impacto ambiental da chegada da lama ao mar, no entanto os rejeitos avançaram pela barreira deixando enorme mancha no mar do Espírito Santo.
Segundo o Ibama, não é possível dizer se a mancha aumentou ou diminuiu nos últimos dias. “Existem vários fatores que influenciam o tamanho da pluma que é vista na superfície, tais como vento, correntes, vazão do rio, chuva e até mesmo a metodologia utilizada para fazer a medição. Sabe-se que ainda há lama descendo o rio. A quantidade de material em suspensão na foz é variável” informou a assessoria do órgão.
O aumento da turbidez da água, e não uma suposta contaminação, provocou a morte de milhares de peixes e outros animais. Ainda de acordo com o Ibama, das mais de 80 espécies de peixes apontadas como nativas antes da tragédia, 11 são classificadas como ameaçadas de extinção e 12 existiam apenas lá.
Ainda não é possível afirmar como será o processo de recuperação, pois o desastre está em curso. O Ibama monitora os parâmetros de qualidade da água e avalia que espécies foram mais atingidas. Para o instituto, mais importante que a recuperação da água é a recuperação dos ecossistemas afetados. Trata-se de avaliação complexa e que está em andamento. O Ibama produzirá um laudo com informações atualizadas após o fim do lançamento de rejeitos.
A destruição de Áreas de Preservação Permanente ocorreu no trecho de 77 quilômetros de cursos d’água da barragem de Fundão até o Rio do Carmo, em São Sebastião do Soberbo (MG). Os impactos no ambiente marinho não foram avaliados até o momento.
Portal no Ar

sábado, 21 de novembro de 2015

Vale perdeu R$ 12,6 bi em valor de mercado desde o acidente da Samarco - Rompimento de barragens em Mariana é mais um complicador para mineradora, que já enfrenta desafios, como a derrocada dos preços do minério de ferro

Vista da devastação provocada pelo rompimento da barragem da mineradora Samarco no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG)(VEJA.com/Divulgação)

Nos quinze dias desde a tragédia ambiental em Mariana (MG), as ações da Vale despencaram 15,86%, no caso das ordinárias (ON) e 13,78% para as preferenciais (PNA), enquanto o Ibovespa subiu 0,9%. Com isso, a Vale, controladora da Samarco ao lado da BHP Billiton, perdeu 12,6 bilhões de reais em valor de mercado desde o último dia 4, véspera do desastre, segundo dados da consultoria Economatica.
Analistas do setor destacam que a Vale, assim como outras mineradoras, já vinha enfrentando um cenário difícil em função das perspectivas de desaceleração da economia da China - maior consumidora global de minério de ferro - e da queda da cotação de seu principal produto.
Desde o começo do ano, a companhia perdeu 37,1 bilhões de reais de seu valor de mercado na Bolsa, caindo para atuais 70,5 bilhões de reais. O caso Samarco é um componente adicional a esse cenário difícil, sobretudo devido às incertezas sobre às penalidades que serão aplicadas à empresa e também ao tempo para retomada da operação.
Veja

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Senadores visitam Mariana em Minas Gerais nesta semana

Uma comissão de senadores, representando a Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado (CI) fará diligência nesta terça-feira no município de Mariana, Minas Gerais, para avaliar as causas do rompimento de barragem da Samarco, no distrito de Bento Rodrigues. Especialistas são unânimes na constatação de que o acidente já se transformou em desastre ambiental de grandes proporções.
O acidente ocorreu no dia 5 de novembro, quando 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos atingiram várias comunidades de Mariana. A lama devastou a região, chegou a outros municípios, eliminou a fauna de grande parte do Rio Doce e, antes de atingir o Espírito Santo, já criou uma crise de abastecimento de água em todo o Vale do Rio Doce.
Robson Pires