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terça-feira, 10 de novembro de 2015

Prefeitura do Natal fechará 2015 com meio bilhão de reais em dívidas, diz Seplan


Foto: Marlio Forte
Foto: Marlio Forte

Patamar de endividamento é o mesmo de quando o prefeito Carlos Eduardo assumiu a prefeitura, em 2012


A situação financeira da Prefeitura do Natal não está fácil e reflete o que tem ocorrido em todos os municípios do Brasil em função do momento de recessão por que passa o país. Segundo informou a secretária de Planejamento de Natal, Virgínia Ferreira, até o final de 2015, a cidade terá contabilizado cerca de R$ 500 milhões em dívidas.
“A gente sabe que não é uma crise pontual da prefeitura. Nós recebemos um município com R$ 500 milhões em dívidas e devemos permanecer nesse mesmo patamar até o fim desse ano, que é o que nós estamos tentando fazer, manter esse endividamento”, afirma a secretária de Planejamento.
Apesar das dificuldades, Virgínia garante que a prefeitura tem se esforçado para manter os investimentos e continuar economizando recursos para garantir o pagamento do funcionalismo público. Entre as medidas tomadas pela administração municipal ela elenca a reforma administrativa, decretos de cortes de gastos, execução de programas de recuperação fiscal (Refis) e renegociação de dívidas de IPTU.
“Se a gente não tivesse tomado várias medidas desde que assumiu o governo a situação estaria muito pior do que a que a gente tem. E mais, a situação também só não está pior porque Natal é uma cidade turística, e na hora que o turista chega à cidade, movimenta a economia do município”, destaca Virgínia.
Como medidas de médio e longo prazo Virgínia prevê a aplicação de mecanismos do Plano Diretor, a revisão de método do planejamento atual, aprofundamento da participação popular e aprovação de projetos com retorno econômico e social para o município.
Fonte: Agora RN

domingo, 18 de janeiro de 2015

Com renda comprometida, brasileiros devem evitar dívidas novas em 2015

Como-nao-ficar-endividadoOs brasileiros contrairão menos débitos novos em 2015, mas enfrentarão aperto para saldar os antigos, segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil. Eles ressaltam que, este ano, os consumidores evitarão comprar bens de maior valor e a prazo, porque estão mais cautelosos e a elevação dos juros restringiu o crédito. Mas, em um primeiro momento, o pé no freio não ajudará a diminuir o comprometimento da renda, pois o nível está elevado, e a renegociação, mais difícil.
“As pessoas estão comprando menos. Não se acredita no crescimento da quantidade de pessoas endividadas. Mas fica complicado para quem já está [comprometido com débitos]”, afirma o economista Gilberto Braga, professor de finanças do Ibmec. “Ainda tem um comprometimento alto da renda. Quem conseguiu [renegociar a dívida] em meados do ano passado fez antes de subirem os juros. Quem fizer agora vai repactuar bem mais caro”, acrescenta o economista.
De acordo com Gilberto Braga, para restaurar o equilíbrio financeiro, o consumidor precisará ter muita disciplina. “É preciso que [as pessoas] se disciplinem e não deixem de pagar as parcelas”, recomenda. O economista destaca que será necessário lidar ainda com o cenário adverso da inflação, que contribui para o aperto da renda. “A inflação está resistente, com previsão de [fechar o ano em] 6,6%”, lembrou, referindo-se à estimativa do último boletim Focus, pesquisa semanal feita pelo Banco Central com instituições financeiras. O patamar está acima do teto da meta da inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é 6,5%.