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domingo, 22 de dezembro de 2013

REI DO BREGA: Reginaldo Rossi é sepultado




   

 (Teresa Maia/DP/DA Press)

Ao som de Recife minha cidade o corpo do cantor Reginaldo Rossi foi sepultado perto das 19h30 no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, Região Metropolitana do Recife (RMR). Após as honras militares e aplausos de uma multidão que não abandonou o local em nenhum instante, familiares e fãs deram o último adeus ao Rei.

Ao chegar no cemitério o corpo do cantor e compositor de 70 anos ficou dentro da Capela Central, onde foi realizada uma missa apenas para os amigos e familiares. Depois foi a vez dos súditos saudarem, pela última vez, o seu Rei.

Doença
O artista pernambucano permaneceu 23 dias internado no Hospital Memorial São José, na Boa Vista, no Recife. Ele havia sido internado com dores no tórax e nas costas, mas descobriu a existência de um tumor no pulmão, enfrentou sessões de quimioterapia, hemodiálise e precisou de sedação e ajuda de aparelhos para tratar a doença. Mas, na manhã de ontem, ele teve falência de múltiplos órgãos.

sábado, 21 de dezembro de 2013

"Cigarro foi principal fator da morte", diz médico de Reginaldo Rossi

 

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O cantor Reginaldo Rossi, que morreu nesta sexta-feira (20) em Recife, em decorrência de um câncer no pulmão descoberto há apenas 10 dias, sentia dores no peito há mais de um mês. Fumante assíduo, há pelo menos 50 anos, o rei do brega nunca deixou de lado os cigarros, e associava o incômodo a uma simples gripe.
"Há um mês ele ficava repetindo que estava com gripe, toda hora dizia isso. Ele devia já estar com problema no pulmão", contou o empresário do cantor, Antonio Mojica, ao UOL. "No dia 27 de novembro, quando as dores ficaram mais fortes, ele foi pro hospital direto para a UTI. Não consegui mais falar com ele. Ele era um fumante, fumava muito".
Questionado sobre a frequência do hábito, o empresário respondeu: "Ele era daqueles que acendia um cigarro no outro". O amigo conta também que Reginaldo não tinha nenhum sinal de problema no pulmão. Jorge Pinho, médico que tratou do cantor no Hospital Memorial São José, na capital pernambucana, no entanto, é categórico ao afirmar que o cigarro foi o principal fator para a morte do artista.
"O câncer que ele tinha era um câncer de pequenas células, cresce muito rápido e não há tratamento cirúrgico para isso, apenas quimioterapia. Só que as chances de recuperação são muito pequenas. Em casos como o dele, apenas 5% dos pacientes sobrevivem mais de cinco anos após o diagnóstico", explica Pinho, que é diretor especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Cirurgia da Glândula da Tireoide do hospital.
Quando deu entrada no hospital, ainda em novembro, Reginaldo foi inicialmente diagnosticado com derrame pleural, que é o acúmulo excessivo de líquido no espaço entre a pleura visceral (membrana que recobre o pulmão do lado de fora) e a pleura parietal (superfície interna da parede torácica). Há apenas nove dias, o câncer foi identificado em estágio avançado.
"Ele já apresentava glândulas nas axilas, já havia metástase no fígado. Por isso ele morreu tão rápido, em menos um um mês", revela o médico. Ele afirma que Reginaldo estava ciente, tanto do diagnóstico quanto da causa. Nos últimos dias, Reginaldo iniciou o tratamento de quimioterapia e sessões de hemodiálise diária. Chegou a ter uma leve melhora no quadro clínico, mas na quinta-feira (19) voltou a respirar com ajuda de aparelhos. Reginaldo estava com show marcado para o Revéillon do Recife, no bairro do Pina. Ele deixa a mulher Celeide Rossi, com quem era casado há mais de 30 anos, e com quem teve o filho Roberto.

Marcos Dantas

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Câncer no pulmão mata o Rei do Brega, Reginaldo Rossi

 

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Do G1 - Morreu na manhã desta sexta-feira (20), aos 69 anos, o cantor e compositor Reginaldo Rossi. Conhecido como o "Rei do Brega" e autor do sucesso “Garçom”, ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Memorial São José, na área central do Recife, desde 27 de novembro. Na quinta-feira (19), sofreu uma piora no quadro clínico. Durante o tempo em que ficou internado, Reginaldo Rossi foi submetido a uma cirurgia para retirada de um nódulo na axila direita. A biópsia confirmou o diagnóstico de câncer. Ele também passou por um procedimento chamado de toracocentese, para drenar líquido acumulado entre a pleura e o pulmão.
Reginaldo Rossi ganhou o título de “Rei do Brega” graças a músicas como “Garçom”, nas quais cantava sobre temas como amor e traições. Compositor de linguagem popular, ele também é autor de sucessos como "A raposa e as uvas", "Leviana" e "Recife minha cidade". Ele dizia que foi o primeiro na cidade  a usar calça sem pregas. "Passava na rua e os caras gritavam: 'Wanderléa! Olha a Wanderléa!' E depois todo mundo usava."
Apesar do jeito extrovertido nas entrevistas e apresentações, se dizia avesso à fama. "Eu sou muito tímido. Essa coisa que eu faço, que requebro no palco, canto 'Garçom', o corno e tudo mais, é para enganar minha timidez", afirmou recentemente em entrevista ao programa Bom Dia Pernambuco. Nascido no Recife, em 1944, Reginaldo Rodrigues dos Santos começou a carreira na esteira da Jovem Guarda, na década de 1960, imitando Roberto Carlos. Antes, estudou engenharia civil e chegou a dar aulas de matemática. Ele faria 70 anos em fevereiro.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Família pede doações de sangue para o cantor Reginaldo Rossi

Cantor Reginaldo Rossi continua mal e família pede doações de sangue
 
A família de Reginaldo Rossi pede aos fãs e amigos doações de sangue em nome do cantor e compositor. Ele precisa repor plasma, um dos componentes do sangue, e passa por sessões de transfusão desde a quarta-feira. “É um procedimento normal, quando o paciente está na UTI, fazendo hemodiálise. O centro de sangue do hospital pediu reposição à família, que está mobilizando a campanha”, esclarece o médico Jorge Pinho, um dos responsáveis pelo tratamento. Rossi é submetido à hemodiálise desde a terça-feira. Neste sábado, deve passar por mais uma sessão, de acordo com Pinho.
“Como a família só autorizou a divulgação da campanha ontem, ainda não recebemos doadores. Apenas um grupo de 17 funcionários de uma empresa de call center apareceu aqui para doar. Eles tinham algum tipo de ligação com a família do paciente”, afirmou Ana Luíza Araújo, captadora do Banco de Sangue Hemato, responsável pelo recebimento de todas as doações a Reginaldo. O sangue do cantor é O positivo, mas os doadores podem ter qualquer tipo sanguínio. “O que a gente faz é direcionar o sangue O positivo para ele. Na hemodiálise, ele utilizou duas bolsas de sangue. Com a quimioterapia que ele está fazendo, as taxas tendem a cair e ele vai precisar de plasma”, explica Araújo.

Robinson Pires

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Cantor Reginaldo Rossi pode receber alta nesta sexta-feira (06/12/2013)

O cantor Reginaldo Rossi pode receber alta do Hospital Memorial São José, no bairro do Derby, nesta sexta-feira (6/12). A equipe médica está no aguardo do resultado de uma endoscopia, de acordo com Sandro Nóbrega, empresário do cantor.
 
Nóbrega informou, por telefone, que o bregueiro realizou mais uma sessão de fisioterapia pulmonar, porque ainda está tossindo. “Ele está bem, conversando, brincando e falando normalmente. Reginaldo está doido para ir para casa”, contou o empresário.
O cantor está internado desde o dia 27 de dezembro, após se queixar de fortes dores torácicas. Ele passou três dias na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do hospital e foi transferido para um apartamento na última sexta-feira (29/11).

Robinson Pires

domingo, 8 de setembro de 2013

Cantor Daniel completa 45 anos e afirma que não se importa com sua fama de gay e brega; leia!

Cantor falou sobre sua fama de gay durante entrevista a jornal!
O cantor Daniel que já chegou a trabalhar algumas vezes na Globo, completa 45 anos de idade na próxima segunda-feira. Ainda de quebra, Daniel completa 30 anos de carreira no fim deste mês, e para comemorar lançará um CD comemorativo gravado em São Paulo. Em entrevista ao jornal “Extra”, Daniel falou sobre carreira, vida pessoal e também sobre sua fama de ser gay e brega, além é claro sobre sua tentativa de ser “pop” e a polêmica entrono da sua regravação da música “Maravida”.
Confira os melhores momentos da entrevista:
Você sente falta de exercitar sua porção ator?
Ah, sinto… A novela “Paraíso” (2009) me deu a oportunidade de reencontrar o mundo do sertão, que me fascina desde garoto. Quando criança, tive contato com boiada, cavalo, fruta colhida no pé… No começo dos trabalhos, confesso que fiquei meio apreensivo. Ficava muito tempo esperando para gravar e pensando: “Podia estar fazendo tanta coisa agora…”. Mas depois engrenou, e me apaixonei.
Como será seu papel em “Pedacinho de chão” (novela que substituirá “Joia rara” no horário das 18h, na Globo), no ano que vem?
Benedito (Ruy Barbosa, autor) me ligou fazendo o convite para viver um cantor. Não sei muitos detalhes ainda. Tudo pode acontecer.
Qual é sua concepção de brega?
Para mim, o brega está muito longe do estilo que eu faço. É algo bem mais popular, muito mais povão.
Sente algum tipo de rejeição?
Olha, há pouco tempo, fui muito criticado por causa da minha versão para “Maravida”, de Gonzaguinha, gravada para a abertura de “Amor à vida”. Disseram que eu estou gritando demais na música. Poxa, é minha interpretação! O fato é que sou acessível às críticas, todo artista tem que ser. Embora eu ache que se fosse uma Maria Bethânia cantando, encarariam de forma diferente…
Você não usa mais chapéu, fivela, botas… Resolveu se afastar de vez do estilo sertanejo?
Com o passar dos anos, fui mudando alguns hábitos. Costumava usar pulseira, corrente, relógio, e deixei isso de lado também. Nunca vou negar minhas origens sertanejas, fui criado ouvindo esse tipo de música. Mas sou um cantor romântico, popular, e tenho a liberdade de enveredar pelo pop, experimentar novos caminhos.
Já pensou em parar?
Muitas e muitas vezes. É complicado se reinventar, se manter vivo, aceso, depois de tantos anos na estrada. Acho que só não parei porque não encontrei outra coisa para fazer, efetivamente.
Sua sexualidade também já foi alvo de muitos comentários. Como recebeu essas provocações?
O povo é criativo… Os boatos de que eu era gay surgiram numa época em que não expunha meu relacionamento. Mas nunca rebati. Primeiro, porque não tenho preconceito. Depois, porque não o sou, minha opção sempre foi mulher. Quem sofreu muito com esses comentários foi minha família, que é conservadora e recebia as notícias atravessadas. A mim, pessoalmente, não magoaram.
No “The voice”, Lulu Santos o apelidou de Príncipe. Você tem consciência da imagem de bom moço que transmite para as pessoas?
Prezo muito a educação que recebi em casa. Não é nada pensado, fabricado. Também falo palavrão, sou normal. Mas tenho uma responsabilidade com meu público. Sei que o que faço e o que sai da minha boca importam muito para os meus fãs.