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domingo, 19 de junho de 2016

Sobrevivente de ataque a boate em Orlando fala sobre “cheiro de morte no ar”


Tiroteio na Pulse foi o maior com número de vítimas em toda a história dos EUA.



Por Redação
Felipe Marrero – uma das vítimas do tiroteio em uma boate LGBT [sigla para lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis e transgêneros] na cidade americana de Orlando – contou que teve que simular a própria morte durante o ataque para salvar sua vida, tornando-se testemunha ocular dos acontecimentos.
Há uma semana, na noite do domingo (12), no clube Pulse, foram mortas 49 pessoas e feridas outras 53 durante um ataque cometido por Omar Marteen, que foi morto pela polícia local após o atentado. Esse foi o tiroteio com o maior número de vítimas em toda a história dos EUA.
Marrero informou, citado pela agência Associated Press, que estava entre o criminoso e a porta e, por isso, não conseguiu deixar o clube. Então, ele caiu no chão simulando sua morte e se protegendo por um sofá próximo.
“Estive no chão por pelo menos 30 minutos, tentando não fazer movimentos bruscos. Simplesmente estava simulando a morte,” disse.
De acordo com a testemunha ocular, perto dele estava um homem com a cabeça atingida por um tiro e, ao redor, também entre os mortos, estava um dos seus amigos. Assim passaram 30 minutos, 40 minutos enquanto, na sala, ainda se ouviam gritos e lamentos. “Todo o lugar tinha um cheiro terrível tipo pólvora, era o cheiro da morte no ar,” contou Marrero.
De acordo com o sobrevivente, depois, os sons de tiros dentro do clube cessaram e, nas janelas, apareceram luzes de carros policiais. Depois, o atirador aproximou-se de Marrero e atirou, atingindo as costas e a mão esquerda dele. “Estava todo em sangue, com a mão dilacerada, a dor era intolerável,” lembra a vítima.
Depois disso, os policiais entraram na sala e o criminoso fugiu para outra parte do clube.
Portal no Ar

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Casal gay é preso na Rússia após homenagear vítimas de Orlando

Polícia russa prende homem que queria colocar uma placa em frente à embaixada dos Estados Unidos em Moscou, para homenagear as vítimas do massacre de Orlando((Maxim Zmeyev/Reuters) 

Um casal gay foi preso na Rússia após tentarem colocar uma placa com a mensagem "o amor vence" em um memorial para as vítimas do tiroteio de Orlando do lado de fora da embaixada americana em Moscou. Imagens transmitidas pela emissora russa Rain TV capturaram o momento exato em que Felix Glyukman e seu namorado Islam Abdullabeckov foram detidos pela polícia, antes de deixarem sua homenagem.
Segundo as autoridades russas, o casal foi preso por violar uma lei local que proíbe que indivíduos organizem eventos ou manifestações públicas sem a permissão do governo. "A polícia nos prendeu na hora e nos colocou na viatura pelo que chamaram de 'ação não autorizada'", relatou Abdullabeckov à imprensa russa. "Nós só queríamos prestar nossas condolências pelo assassinato dessas pessoas e não esperávamos nenhuma retaliação por isso".
Glyukman postou em sua página no Facebook uma foto em que aparece ao lado de Abdullabeckov no banco de trás da viatura da polícia que os prendeu e um vídeo, no qual relata o ocorrido. Segundo ele, assim que colocaram a placa junto às outras homenagens, um policial a retirou e pediu que o casal deixasse o local. "Mas Islam disse que não queríamos ir embora. Ele então agarrou Islam e o levou para o carro e eu os segui", relata.
O casal foi detido por aproximadamente três horas na delegacia do Distrito de Presnensky, região central de Moscou, antes de ser liberado pela polícia. O advogado dos jovens, Sergy Pancahenko, disse esperar que essa "situação horrível" não acabe em um processo e julgamento.
Manifestações pelos direitos homossexuais são proibidas na Rússia, onde a homossexualidade era crime até 1993 e foi classificada como uma doença mental até 1999. Em maio desse ano, cerca de vinte pessoas da comunidade LGBT de São Petersburgo foram presas por participar do desfile anual de 1º de maio sem permissão.
(Da redação)/Reuters)




Atirador de Orlando ameaçou amarrar bombas nos reféns

Omar Mateen, responsável pelo massacre na boate Pulse, em Orlando, Flórida (EUA). O atirador morreu durante tiroteio(MySpace/Reprodução)

Segundo a emissora CNN, Omar Mateen também teria ligado para um amigo durante o ataque para se despedir


Omar Mateen, o atirador que invadiu a boate gay Pulse no último domingo, ameaçou amarrar bombas em quatro reféns e posicioná-los de forma estratégica nos quatro cantos do prédio, afirmou o prefeito de Orlando, Buddy Dyer, nessa quarta-feira. A revelação das ameaças feitas pelo terrorista ajudam a explicar a decisão da equipe da SWAT (Special Weapons And Tactics), a unidade de polícia especializada americana, de invadir a boate e a demora para remover os corpos das vítimas do local.
Segundo Dyer, Mateen informou a polícia de suas intenções durante as muitas horas em que manteve os reféns dentro do prédio. Amigos e familiares das pessoas presas na boate que ouviram as ameaças do atirador durante as negociações com a polícia também alertaram as autoridades sobre o possível uso de explosivos. "Verificamos esse fato de forma independente", afirmou o prefeito ao jornal The New York Times. "Tivemos acesso a um monte de informações de dentro (da boate) e eles diziam que sim, o terrorista estava prestes a vestir [as vítimas com] colete com explosivos".
Entretanto, a equipe de busca que vasculhou a boate após a morte do atirador não encontrou explosivos no local.
Ligação telefônica - Segundo a rede CNN, além de ligar para a polícia e para uma emissora de televisão local, Mateen também telefonou para um amigo durante o ataque à boate Pulse para se despedir. A informação foi confirmada à emissora por duas autoridades americanas anônimas.
Também nesta quarta, o produtor da emissora TV News 13 Matthew Gentili revelou que recebeu uma ligação do terrorista. De acordo com Gentili, cerca de 45 minutos após o início do ataque, ele atendeu à chamada de Omar: "Eu sou o atirador. Sou eu", ele teria dito. Mateen também teria ligado para a polícia minutos antes do tiroteio e jurado lealdade ao grupo terrorista Estado Islâmico (EI).
(Da redação)