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terça-feira, 21 de junho de 2016

Sob protestos, cidade chinesa começa o maior festival de carne de cachorro do mundo

Um vendedor exibe a "mercadoria" em festival de culinária no sul da China(AFP/VEJA)
A cidade de Yulin, no sul da China, deu início a seu festival anual de carne de cachorro nesta terça-feira apesar da oposição de ativistas de direitos dos animais. Os protestos contra o festival tornaram-se globais e o governo chinês cobrou dos políticos locais medidas para manter o evento discreto, para o descontentamento dos moradores de Yulin. O festival, o maior do gênero na China e no mundo, é um dos motores econômicos da cidade.
Milhares de cães devem ser mortos para serem consumidos durante o festival. Neste mês, os ativistas entregaram às autoridades de Pequim uma petição com 11 milhões de assinaturas protestando contra a celebração, que dizem ser cruel. Neste ano, ativistas pretendem comprar os animais expostos no mercado central da cidade para evitar que os cachorros acabem nas grelhas e churrasqueiras durante o festival.
"Os cães sãos os melhores amigos do homem, os mais leais. Como podemos comer nossos amigos?", questionou Yang Yuhua, um ativista de direitos dos animais que voou de Chongqing, cidade do sudoeste chinês, para comprar alguns dos animais vendidos no festival deste ano. Yang gastou mais de 1.000 iuanes (600 reais) para adquirir dois cachorros enjaulados no mercado. Mesmo com a presença dos ativistas, os vendedores dizem que esperam fazer bons negócios este ano. "São muitas, muitas pessoas que gostam de comer carne de cachorro. É um hábito", disse o vendedor Zhou.
(Com agência Reuters)



terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Para protestar contra machismo, ativistas fazem topless em Ipanema

Mulheres participaram de movimento contra machismo

AE - Foi realizada nesta terça-feira (20), a segunda edição do Topless in Rio, que tem como objetivo chamar atenção para o machismo e a falta de liberdade das mulheres que persistem no século XXI. Foi no posto 9, ponto mais famoso da Praia de Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, sob o sol do meio-dia.

Sete mulheres posaram de seios de fora e oito apoiaram vestindo uma blusa com uma foto de seios à mostra. Homens também deram seu endosso vestindo a camiseta. Cerca de 40 pessoas, a maioria homens e adolescentes, assistiram e tiraram fotos. Muitos fizeram comentários machistas, que foram ignorados.

"Não fazemos isso para que o topless vire moda. Isso não acontece do dia para a noite. É para questionar, desnudar as hipocrisias", disse a organizadora, a produtora cultural e jornalista Ana Paula Nogueira.

O turista norte-americano Kevin Ridgely, de 50 anos, vestiu a camiseta para mostrar repúdio ao cerceamento da liberdade feminina: "No mundo todo, ninguém consegue entender por que no Rio não se pode fazer topless."

De seios de fora, a cantora de funk Renata Frisson, a Mulher Melão (apelido derivado do tamanho dos seios), foi criticada pelo público feminino presente por "querer aparecer", mas disse que não se importa com críticas. "Peito é tabu e tem que ser liberado. Faço o que tenho vontade", afirmou a Mulher Melão.

TN