quinta-feira, 18 de abril de 2013

Moradores de sete bairros da zona Norte de Natal e quatro conjuntos de São Gonçalo do Amarante estão preocupados com o baixo nível de água da Lagoa de Extremoz


Moradores de sete bairros da zona Norte de Natal e quatro conjuntos de São Gonçalo do Amarante estão preocupados com o baixo nível de água da Lagoa de Extremoz. Manancial responsável pelo abastecimento destas regiões, ele está com menos de 50% do total de sua capacidade de 11.019.525 metros cúbicos, segundo a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh).  Com a previsão climática de que a estação chuvosa terá índices pluviométricos reduzidos, a expectativa da população recai sobre um possível racionamento.
A estiagem diminuiu o reservatório que ocupa uma área de 4,2 km quadrados e responde por 70% da água consumida na zona Norte de Natal. Importante no abastecimento, bem como na composição junto ao volume contido no subsolo natalense, a Lagoa funciona como ponto de comércio e destino turístico, atividades que começam a sentir os efeitos da seca. Órgão encarregado pelo monitoramento do manancial desde 2007, a Semarh informa que é o menor nível até então.
Preocupada com a notícia de que as chuvas serão escassas ou inexistentes na capital até o próximo mês (limite para a tomada de medidas drásticas), a coordenadora de gestão de recursos hídricos da Semarh, Joana D’arc Medeiros, alerta para o ‘racionamento oficioso’ que pode começar a ser feito pela população. “Se não chover até maio, faremos o racionamento. No Interior existe pouca chance de chover nos próximos meses, mas em Natal existe essa possibilidade. A cidade tem um solo permeável, que absorve qualquer chuvinha que der. Mas contamos com o bom senso e o uso racional da água, mesmo que ainda tenhamos no reservatório”.
Nossa Senhora da Apresentação, Pajuçara, Salinas, Redinha, Potengi, Igapó e Lagoa Azul são os bairros afetados na capital potiguar. Enquanto Golandin, Jardim Lola, Amarante e Olho D’água dos Carrilhos são os conjuntos da vizinha São Gonçalo do Amarante.
Portanto, mais de 250 mil pessoas dependem da Lagoa de Extremoz para suprir uma necessidade básica. “Natal tem muita água no subsolo, mas está contaminada com nitrato. As lagoas ajudam a diluir esse nitrato, melhorando a qualidade”, diz Joana D’arc.
“Vamos conversar com a Caern para vermos como será feito esse racionamento, caso não chova até maio. Se por manobra ou tarifação. O mais importante, no momento, é termos a consciência de que vivemos em uma época de estiagem como poucas vezes se viu aqui no Estado. As pessoas precisam entender a situação e eliminar os excessos” é o ‘pacto’ que propõe Joana D’arc. Assim como Fortaleza, capital nordestina localizada no Semiárido que tem freqüentes cortes no abastecimento de água, a Semarh quer evitar que ocorra o mesmo em Natal, diante da pior seca dos últimos 50 anos.
JH

Nenhum comentário:

Postar um comentário