Paulo Lopo Saraiva (foto) advogado de Micarla de Sousa
A
sessão do pleno do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte desta
quarta-feira (7) já começou, mas o recurso da prefeita afastada Micarla
de Sousa, que visa reverter a decisão que a retirou do comando do
Executivo, ainda não foi apreciado. Apesar dos indícios de fraudes
divulgados pelo Ministério Público, a defesa da prefeita está confiante
no retorno e solicitou que o julgamento ocorra hoje.
O
advogado Paulo Lopo Saraiva, que defende a chefe do Executivo, já havia
se posicionado sobre o caso e acredita que o afastamento de Micarla foi
inconstitucional. Para ele, a prefeita tem chances de retomar o cargo.
Para isso, o advogado prioridade ao julgamento. "Eu pedi prioridade e
acredito que o julgamento acontecerá hoje", disse o advogado.
Paulo
Lopo comentou a quebra do sigilo do processo que afastou a prefeita
Micarla de Sousa. "A prefeita nunca pediu segredo de Justiça, foi o
próprio desembargador Amaury que decretou o segredo. O que existe até o
momento são interceptações telefônicas e suposições do envolvimento de
Micarla em fraudes", disse.
O defensor da
prefeita também fez questão de afirmar que Micarla foi afastada do cargo
sem ser citada pela Justiça e sem existir sequer um inquérito. "A
prefeita foi afastada com base em uma ação cautelar iniciada com um
procedimento interno do Ministério público. Não existe um inquérito, não
há denúncia. O que existe até agora são indícios que podem ou não se
transformar em provas".
Caso o recurso seja
apreciado hoje pelo pleno, o advogado irá argumentar que o afastamento
da prefeita não seguiu o processo legal que garante a ampla defesa. "Nós
entendemos que a prefeita pode responder ao processo no exercício da
sua função, não precisa ser afastada para isso. Não há nenhuma prova
constituída, nem técnica, nem material. Nós queremos apenas que o
Tribunal abra espaço para a nossa defesa".
Micarla
de Sousa está afastada do cargo desde a quarta-feira (1º), por decisão
do desembargador Amaury Moura, atendendo pedido do Ministério Público. O
procurador-geral de Justiça, Manoel Onofre Neto, que assina a denúncia,
observou indícios de que Micarla teria utilizado verba pública para o
pagamento de despesas pessoais, em esquema de corrupção que supostamente
envolveu o marido, Miguel Weber, e secretários municipais.
TN

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