Alguns
candidatos devem estar maldizendo a própria sorte. Seja destino ou
coincidência, as eleições em algumas das 5.565 cidades brasileiras
tiveram resultado, para dizer o mínimo, inusitado.
Candidatos mais velhos levam a melhor
O Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) estipula que, em municípios com menos de 200 mil
habitantes, o critério de desempate é a idade, favorecendo o mais velho.
Em Balsa Nova, no Paraná, Luiz Costa (PMDB) e Marcos Zanetti (PDT)
tiveram exatamente 3.896 votos, 46,26% para cada um. A única diferença
entre os dois não tem nada a ver com preferência do eleitorado: Costa
tem 59 anos e Zanetti, 41. Assim, o candidato do PMDB acabou levando a
prefeitura.
Em Bananal, no interior de São Paulo, a disputa
acirrada também não foi decidida nas urnas. O candidato Peleco (PSDB)
teve um empate cravado com Miriam Bruno (PV): cada um deles recebeu
1.849 votos. Com 62 anos, 12 a mais que seu rival, Miriam foi eleita
pelo critério estabelecido pelo TSE.
Vitória por um voto
Já a eleição de Correntes,
em Pernambuco, provou aos candidatos que, mais importante que contar com
a sorte, fundamental mesmo é a mobilização política do eleitorado.
Edimilson da Bahia (PSB) ganhou do atual prefeito Junior (PR) por um
único voto. Foram 4.621 votos contra 4.620. Seriam precisos apenas dois
dos mais de 3 mil eleitores que deixaram de ir às urnas — 24,34% do
eleitorado não votou — para mudar o resultado.
Da Agência O Globo

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