Reprodução/The Sun/Foto de Juliano Tupan
Parece um pênis? Os ingleses acham que sim, mas saiba: o buraco é mais embaixo!
O jornal inglês The Sun fez um baita de um escândalo quando viu as fotos divulgadas pelo biólogo e herpetologista Juliano Tupan.
Tupan descobriu meia dúzia de exemplares na raríssima espécie Atretochoana eiselti
no rio Madeira, em Rondônia, e o tabloide inglês criou o maior carnaval
em cima do caso porque achou que o bicho se parece com um pênis humano.
Na real, o buraco é mais embaixo.
A descoberta merece ser festejada por outros motivos – que não este
que os britânicos arrumaram ao apelidar o bicho de “man-aconda”
(trocadilho com a palavra “man”, masculino em inglês, e “anaconda”,
aquela cobra colossal).
Pra começar, o bicho não é uma cobra — é um anfíbio. Ele é mais
próximo da salamandra e dos sapos e é muito difícil de ser encontrado.
Para você ter uma vaga ideia do quanto esse bicho é raro, havia um
deles no Museu de História Natural de Viena, na Áustria, desde 1920 e só
recentemente ele pode ser dissecado por cientistas de diversas partes
do mundo. Ele só pode ser dissecado porque deixou de ser o único
exemplar desta espécie quando, em 1996, outro Atretochoana eiselti foi encontrado, em Brasília.
Dos seis exemplares encontrados pelo biólogo brasileiro, um morreu,
três foram libertados novamente no meio ambiente e os outros dois foram
levados para mais estudos porque o que se sabe a respeito deste tipo
esquisito de animal é muito pouco.
Sabe-se que ele é um anfíbio, que não tem olhos, que não tem pulmões e
absorve oxigênio através da pele. Medindo até 75 cm de comprimento, o Atretochoana eiselti
é um mistério para os cientistas: como é que um animal deste tamanho
consegue sobreviver sem ter pulmões? Rãs e sapos respiram através da
pele também, mas possuem pulmões. Só animais muito pequenos, como
insetos, conseguem levar a vida sem pulmões.

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