quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Se estivesse viva, poetiza Jéssica Débora completaria 105 anos.

A professora e poetiza Jéssica Débora (foto), se estivesse viva, completaria hoje (22/02/2012), 105 anos.

Jéssica Débora, nasceu no dia 22 de fevereiro de 1907, no centro da sede do município de São Gonçalo do Amarante.

Faleceu no dia 09 de agosto de 1999, em uma segunda-feira, em sua residência, também no centro da sede da cidade, precisamente as 09 horas da manhã, cercada por familiares, vizinhos, amigos e amigas.

Nascida na sede do município de São Gonçalo do Amarante, depois de alguns meses, ainda pequena, foi morar no povoado de Pirituba, próximo a Utinga, perto de Bela Vista, Genipapo e Poço de Pedra.

Aos 15 anos de idade, em 1923, foi nomeada professora de Pirituba. Lecionou naquele povoado durantes alguns anos até que veio a grande cheia do rio Potengi em 1924 obrigando-a a sair de lá, onde a mesma retornou para a sede do município .

Em 8 de abril de 1929, foi nomeada professora de Uruaçu.

Já no ano de 1933, quando passou a ensinar no povoado de Igreja Nova, apaixonou-se por Sílvio de Pontes Bezerra, um rapaz 10 anos mais jovem que ela, casando-se com ele, a 30 de janeiro de 1936.

Foi professora primária em várias comunidades das terras de Songa, onde lecionou durante algum tempo em Uruaçu, Igreja Nova, Guanduba, etc.

Entre seus alunos surgiram médicos, engenheiros, escritores e professores. Como conselheira e fonte de pesquisa, foi bastante assediada e procurada.

Teve três filhos. A sua primeira filha chama-se Sílvia que reside no bairro de Potilândia em Natal. Porém foi em Guanduba que nasceram os seus dois filhos gêmeos: Antônio Marcel conhecido por todos como Dr. Marcel e Antônio Mozart.

Dr. Marcel reside em São Gonçalo sede, e Mozart mora no bairro Cidade Satélite em Natal.

Além de ser educadora, também foi poeta. O seu primeiro livro de poesias foi "Cinzas" lançado no ano de 1979.

As suas poesias, segundo poetas renomados da época, possua inclinações para a poetiza Auta de Souza, por conter na escrita o saudosismo, a espiritualidade avivada, a admiração pela natureza e o temor a Deus.

No livro "Cinzas", uma das poesias mais procuradas até hoje para pesquisas é "O cajueiro da Cruz".


"Cajueiro da Cruz" fala de um antigo cajueiro que ficava ao lado da prefeitura municipal na entrada da estrada de Guanduba que leva ao povoado de Jacaré-Mirim. Diziam que este cajueiro era mal-assombrado e que todos que alí passavam sentiam, ouviam e viam almas penadas. Quem costumava passar por lá, oravam, acendiam velas e colocavam pedrinhas ao seu redor.

Esta poesia ficou no imaginário popular por retratar o misticismo, as crendices e a cultura de um povo durante décadas.

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