Assim como era esperado, Orlando Silva não é mais o ministro do Esporte do Brasil. Após reunião com a presidenta Dilma Rousseff no início da noite desta quarta-feira (26), o agora ex-auxiliar disse que decidiu sair do cargo para defender a própria honra e do PCdoB. O ministro vem sendo acusado de suposta participação em esquema fraudulento dentro do Ministério do Esporte através do programa Segundo Tempo, onde ONGs eram benecifiadas com recursos federais. "Eu pedi o afastamento do governo. Decidi sair do governo para que possa defender a minha honra, o trabalho do Ministério do Esporte e defender o meu partido. Saio com o sentimento do dever cumprido. A injustiça está em calúnias ganharem ar de veracidade", disse o ministro ao deixar o Palácio do Planalto. Apesar das denúncias, Orlando Silva também recebeu o apoio do presidente da legenda, Renato Rabello. O dirigente afirmou que continua confiando na inocêndia do ex-ministro. Porém, ele também garante que o PCdoB segue como aliado do Governo Federal. Orlando Silva é o quinto ministro, em menos de um ano, a cair devido a escândalos de corrupção. Antes dele, Antônio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes), Wagner Rossi (Agricultura) e Pedro Novais (Turismo) saíram devido a denúncias de irregularidades. Quem também caiu foi o ministro Nelson Jobim, mas por incompatibilidade política após críticas às ministras Ideli Salvatti e Gleisi Hoffman. Ainda não há a confirmação sobre o substituto, mas a tendência é que o secretário-executivo da pasta, Waldemar Souza, permaneça interinamente no comando do Ministério.
Fonte panorama político
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