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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Sem impostos: abrir uma igreja protestante em Fortaleza custa R$ 250

Abrir uma igreja protestante em Fortaleza custa R$ 250


Cenário comum na cidade, as igrejas protestantes – comumente chamadas de evangélicas – estão cada vez mais presentes e em maior quantidade em Fortaleza. Muito deste cenário se dá devido a facilidade de se criar um templo. Basta uma ata, um estatuto e esperar a aprovação do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) liberado pela Receita Federal além do pagamento mínimo de até R$ 250. Dentro da lei, não existem requisitos teológicos obrigatórios ou de doutrina para a fundação da igreja, assim como não é exigido quantidade mínima de fiéis.
Para criar uma instituição religiosa, de forma correta, o pastor Fernando Fernandes, titular da igreja evangélica Congregacional da Aliança, em Messejana, explica que é tudo deve ser feito em parceria com comunidade e direção. “Com o apoio da igreja sede, a congregação recebe uma pessoa que é designada para dirigir o trabalho. Uma ata é feita pela sede em reunião com pastor titular e membros da igreja. De posse desse documento, a congregação estabelece o estatuto, que são as normas daquela instituição e a congregação passa a ser igreja organizada”, explica.
Facilidade que preocupa
Livre de Imposto de Operações Financeiras (IOF) e Imposto de Renda (IR), não existe impedimentos para se criar uma igreja evangélica. Basta fazer o registro em cartório, que pode ser feito na mesma hora caso os dados repassados estejam corretos. O Tribuna do Ceará ligou para dois cartórios de registro de títulos e documentos de Fortaleza, que cobram entre R$ 173 e R$ 250, valor que inclui ata e estatuto. As assinaturas possuem, em média, valor individual de R$ 3,25. A análise das informações demora de um a dois dias. Após esse procedimento, a Receita Federal fica responsável pelo Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).
Pastor Fernando diz que essa facilidade de criar uma instituição religiosa é também uma porta de entrada para a prática de trabalhos ilegais e, ao invés de templos, são criadas verdadeiras empresas “exploradoras da fé”. “É o caso dos falsos profetas que saem criando vários ministérios com nomes que ninguém nunca ouviu falar, em Fortaleza está cheio. Essas pessoas, homens e mulheres, não possuem formação teológica nenhuma. Se o pastor ou pastora dessa igreja exercer total controle sobre tudo da instituição, principalmente das finanças, essa igreja foi criada apenas para seu benefício, porque templos evangélicos autênticos tem todo o trabalho divido entre seus membros e expostos a comunidade”, assegura.
Questionado sobre o destino do dízimo pago pelos fiéis, o pastor conta que a contribuição não é obrigatória. “Nenhuma igreja evangélica de verdade vai obrigar ninguém. Todos os meses são prestadas contas com os membros da igreja, e o valor é dado para a obra, não para os pastores”.
Isentas por lei
A Secretaria Municipal das Finanças (Sefin) é o órgão responsável pela inscrição municipal e pelo reconhecimento da imunidade e/ou isenção do Imposto sobre a Propriedade Predial Territorial Urbana (IPTU). A informação é fundamentada na Constituição Federal (Art. 150, VI, “b”), bem como no Código Tributário do Município de Fortaleza (Art. 8º, II), instituído pela Lei Complementar n.º 159/2013, por se tratar de Templo Religioso.
Igrejas católicas
No Ceará, 145 paróquias são vinculadas a Arquidiocese de Fortaleza, que compreende 31 municípios. As capelas, dispostas nos bairros, se tornam paróquias de acordo com a necessidade de cada comunidade. Segundo a Arquidiocese, as despesas das igrejas são pagas por meio de doações e dízimo, este último, com prestação de contas junto a comunidade todos os meses. Os valores, ainda de acordo com a organização, são expostos na própria paróquia ou nas secretarias, e junto com a comunidade é decidido o destino, quase sempre para reformas.
 Fonte: Tribuna do Ceará

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Edir Macedo, Valdemiro Santiago, Silas Malafaia e RR Soares: revista americana Forbes estima fortuna de pastores brasileiros


Josias de Souza lembra o pessoal que fica todo batendo o ponto na igreja religiosamente, se esgoelando naqueles cânticos enfadonhos, orando por uma boa nuvem no paraíso, dizendo amém para cada tolice pronunciada no púlpito e ainda depositando pelo menos 10% do contracheque na sacolinha, quem vê tudo isso é forçado a reconhecer: acreditar em Deus dá trabalho e custa caro.


Como se sabe, Ele existe e está em toda parte. Mas normalmente é o demônio quem controla a caixa registradora. No Brasil, informa a revista americana Forbes, o empreendimento é divino e proporciona lucros celestiais. Cresce o rebanho e avoluma-se o saldo médio dos pastores. Aqui, os detalhes. Abaixo, a lista dos mais afortunados.
1. Edir Macedo – Fundador e líder da Igreja Universal do Reino de Deus, que também tem templos no Estados Unidos. A fortuna chegaria a US$ 950 milhões.
2. Valdemiro Santiago – Ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus e fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus. Teria acumulado US$ 220 milhões.
3. Silas Malafaia – Líder do braço brasileiro da Assembleia de Deus, maior igreja pentecostal do Brasil. Em 2011, a fortuna estimada era de US$ 150 milhões dólares.
4. RR Soares – Compositor, cantor e apresentador Romildo Ribeiro Soares é o fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus. O valor estimado seria de US$ 125 milhões dólares .
5. Estevam Hernandes Filho e sua esposa, Bispa Sonia – Fundadores da Igreja Renascer em Cristo. A fortuna estimada é de US$ 65 milhões.
 Robson Pires