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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

‘Minha Mãe É Uma Peça 2’ alcança 5 milhões de espectadores

Fiilme levou 1 milhão de pessoas na última semana



Por Estadão Conteúdo
 

A comédia “Minha Mãe é Uma Peça 2”, do ator Paulo Gustavo, encerra a terceira semana seguida como líder das bilheterias do Brasil. O longa ultrapassou a animação “Moana – Um Mar de Aventuras”, da Disney, que estreou na última Quinta-feira.
De acordo com os dados da ComScore, o filme levou 1 milhão de pessoas na última semana, um total de 5 milhões de espectadores desde que estreou em 22 de dezembro. A arrecadação total é de R$ 66, 3 milhões.
No segundo lugar, “Moana” levou pouco mais de 913 mil pessoas aos cinemas, o com arrecadação total de R$ 14,5 milhões. Outra estreia da semana, “Passageiros”, ficou com a terceira posição. O longa protagonizado por Jennifer Lawrence e Chris Pratt, de “Guardiões da Galáxia”, faturou R$ 8,5 milhões.
Veja a lista completa dos dez filmes que mais arrecadaram no final de semana:
1. “Minha Mãe é Uma Peça 2”: R$ 15,7 milhões
2. “Moana” – R$ 14,5 milhões
3. “Passageiros”: R$ 8,5 milhões
4. “Sing – Quem Canta Seus Males Espanta”: R$ 3 milhões
5. “Rogue One – Uma História Star Wars”: R$ 2,3 milhões
6. “Invasão Zumbi”: R$ 1 milhão
7. “Dominação”: R$ 1 milhão
8. “Animais Noturnos”: R$ 448,9 mil
9. “Sully – O Herói do Rio Hudson”: R$ 380,9 mil
10. “Eu, Daniel Blake”: R$ 244,6 mil
Portal no Ar

domingo, 31 de maio de 2015

Fenômeno da dramaturgia, Janete Clair salvou a Globo por três vezes em oito anos

Janete Clair salvou dramaturgia da Globo por três vezes num período de oito anos
(Foto: TV Globo / Divulgação)
Uma das maiores novelistas de todos os tempos, Jenete Stocco Emmer, conhecida popularmente como Janete Clair, salvou a dramaturgia da Globo por três vezes em oito anos. Entre 1967 e 1975, a autora conseguiu salvar uma novela com história quase sem solução, e escreveu duas tramas às pressas para a faixa das 20h – hoje, às 21h – principal horário da dramaturgia global.
Casada com o também novelista, Dias Gomes, Janete Clair escrevia radionovelas – a maioria delas para a Radio Nacional – quando em 1967, foi chamada às pressas por José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, então diretor de operações da Globo, para ajudar a salvar uma novela da emissora. “Anastácia, a Mulher Sem Destino”, estrelada por Leila Diniz, era uma adaptação do folhetim “A Toutinegra do Moinho”, do escritor francês Emile Richebourg, assinada por Emiliano Queiroz. A novela tinha audiência sofrível, produção muito cara e um número excessivo de personagens. Janete Clair compreendeu logo que não havia como continuar a história de onde ela havia parado. Escreveu, então, um capítulo no qual um terremoto devastava a ilha onde se passava a trama, eliminando mais de cem integrantes do elenco. Em seguida, a história dava um salto de vinte anos e recomeçava com poucos personagens. Funcionou. A produção reduziu os gastos, ampliou a audiência, e a autora garantiu seu lugar na Globo.
Em 1973, a autora havia concebido a sinopse de uma novela chamada “Cidade Vazia”, que reuniria Tarcísio Meira e Francisco Cuoco em uma história sobre o preço que a sociedade tem que pagar pelo progresso. No entanto, a trama foi censurada pelos militares pouco antes do início das gravações. Janete Clair, então, teve que escrever outra novela às pressas.  “O Semideus” (1973) trazia Tarcísio Meira vivendo dois papéis: um industrial excêntrico que era dado como morto após um acidente e um sósia perfeito que usurpava seu império. Em 1974, a sinopse que havia sido proibida no ano anterior foi finalmente liberada pela censura e foi ao ar com o nome de “Fogo sobre Terra”. No folhetim, a escritora discutia o conflito entre a modernidade e a tradição: uma grande construtora quer inundar uma pequena cidade do interior para construir uma represa, mas os habitantes lutam para preservar o lugar. Os militares criaram inúmeros problemas durante a novela, obrigando Janete Clair a demonstrar incrível capacidade de superação e criatividade para reescrever, em muito pouco tempo, cenas e capítulos inteiros.
No ano de 1975, Janete Clair estreou no horário das 19h, escrevendo com Gilberto Braga a novela “Bravo!”. Porém, quando ela já havia escrito 105 capítulos, surgiu um problema. A censura vetou “Roque Santeiro”, que seria a próxima novela a estrear no horário das 20h. A autora foi chamada para escrever a trama substituta e, novamente, demonstrou seu talento para improvisar e criar dentro de prazos curtos. Gilberto Braga seguiu sozinho escrevendo “Bravo!” até o capítulo final.
Leila Diniz em “Anastácia, A Mulher Sem Destino”; Janete Clair teve que eliminar mais de cem personagens para salvar a novela
  (Foto: Cedoc/ TV Globo)
tv foco

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Como Ariano Suassuna mudou a vida de Juscelino, seu motorista por 7 anos

 Soldado lotado na Casa Militar, ele recebeu a missão de dirigir para o secretário de Cultura, com quem aprendeu mais sobre literatura e humildade

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Era meio-dia e quarenta minutos do sábado 19 de julho de 2014. Juscelino deixou Ariano e Dona Zélia em casa e se despediu do casal pela última vez. Levava no bolso uma carta endereçada ao mestre, escrita meses antes, que nunca chegou a ser entregue. Passou muito tempo ensaiando o momento, escolhendo as palavras, imaginando como introduziria o assunto. Quando chegou à Rua do Chacon, nº 328, a família preparava uma celebração para o aniversário de Zélia de Andrade Lima Suassuna, comemorado naquela data. Achou que não seria conveniente. Saiu levando a carta consigo.
Aquela não foi a primeira vez que o motorista desejou pôr o texto nas mãos do chefe. Na noite anterior, em Garanhuns – onde o escritor, dramaturgo e secretário de Estado Ariano Suassuna, 87 anos, havia realizado a sua última aula-espetáculo –, o soldado Juscelino Moura, 40 anos, lotado na Casa Militar de Pernambuco, designado para servir ao mestre, chegou a fazer uma tentativa. Mas os músicos que acompanhavam Ariano nas aulas-espetáculo estavam muito felizes com a sua presença. Zoca Madureira e Jerimum de Olinda conversavam animadamente com autor paraibano mais pernambucano de todos. Novamente, não sentiu a ocasião favorável. Dormiu de posse da carta.
Foram muitas idas e vindas com aquela página impressa na iminência de chegar ao seu destinatário. A última versão traz no cabeçalho o dia 17 de março de 2014. Seria entregue caso o secretário deixasse o cargo simultaneamente ao governador Eduardo Campos, que se desincompatibilizou em abril para concorrer à presidência da República. O futuro do soldado com o escritor teria, então, os dias contados. Quis o destino que o novo administrador, João Lyra Neto, estendesse a convivência mais um pouquinho. Quis o destino, outra vez, que o encontro entre ambos terminasse abruptamente naquele 19 de julho. Dois dias depois, numa segunda-feira à noite, Ariano era internado no Real Hospital Português por causa de um acidente vascular cerebral. Morreu na unidade de saúde no dia 23 de julho. Era uma quarta-feira. Chovia no Recife.
 

Fonte: Jornal do Commercio

terça-feira, 22 de julho de 2014

Ariano Suassuna sofre AVC hemorrágico e passa por cirurgia no Hospital Português

 

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O Diário de Pernambuco noticiou que o escritor Ariano Suassuna foi internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Real Hospital Português, na noite desta segunda-feira (21), após ter sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico. De acordo com os médicos, o estado de saúde do dramaturgo é considerado grave, porém estável. Ariano Suassuna foi hospitalizado às 20h desta segunda com um sangramento intracraniano. Ele foi levado para a sala de cirurgia em um procedimento emergencial. A operação neurológica foi considerada bem sucedida e terminou por volta das 23h.
De acordo com o Hospital Português, ele foi encaminhado para a UTI Neurológica da unidade de saúde e não tem previsão de alta. Na última sexta-feira (18), o escritor concedeu uma aula espetáculo no Festival de Inverno de Garanhuns, no Agreste. Na manhã do sábado (19), ainda tirou fotos com fãs que participavam do evento. Segundo Samaroni Lima, assessor de Ariano, ele estava ótimo e muito animada. “Não se queixou de fraquezas ou qualquer outro problema. Ele estava normal, estava bem”, contou. Ainda de acordo com o assessor, o autor não tinha aulas programadas para esta semana.
Robson Pires

domingo, 1 de setembro de 2013

Ariano Suassuna teve um aneurisma cerebral

O escritor Ariano Suassuna, 86 anos, teve um aneurisma cerebral, o que provavelmente provocou o mal-estar sofrido por ele na última quinta (29), quando foi novamente internado no Real Hospital Português, no Recife. Segundo boletim médico divulgado neste sábado (31), o aneurisma foi detectado em ressonância magnética. O comunicado é assinado pela coordenadora da Unidade Coronária, a cardiologista Verônica Monteiro.

Conforme a equipe médica, o paciente foi submetido a uma arteriografia cerebral na tarde de ontem, que foi capaz de tratar o aneurisma – procedimento chamado de embolização. Ariano passa bem, está consciente, orientado e sem queixas. Ainda não há previsão de alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Ariano Suassuna havia recebido alta na última terça (27), após passar seis dias internado em tratamento por ter sofrido infarto agudo do miocárdio de pequenas proporções. No entanto, retornou ao hospital quinta (29) depois de sentir-se mal novamente.

Autor de ‘O Auto da Compadecida’, entre diversas outras obras, Ariano Suassuna nasceu em 16 de junho de 1927, em João Pessoa, e cresceu no Sertão paraibano. Mudou-se com a família para o Recife em 1942. Sua primeira peça, ‘Uma Mulher Vestida de Sol’, ganhou o prêmio Nicolau Carlos Magno em 1948.

Robson Pires