sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Para evitar protestos, Temer não deve comparecer ao velório da Chapecoense


Presidente da República deve participar apenas de uma cerimônia reservada de recepção dos corpos das vítimas

Com receio de protestos contra o governo federal, o presidente Michel Temer não deve participar neste sábado (3) do velório coletivo das vítimas do desastre aéreo que matou jogadores e dirigentes da Chapecoense. Pela programação montada pela Presidência da República, o peemedebista deve participar apenas de uma cerimônia reservada de recepção dos corpos das vítimas, marcada para a manhã do sábado (3) no aeroporto municipal.
A expectativa é que o presidente esteja acompanhado da primeira-dama, Marcela Temer, e entregue medalhas em homenagem aos jogadores mortos. Segundo a Folha apurou, o Palácio do Planalto identificou uma mobilização de grupos de esquerda para promover neste sábado (3) um protesto contra o governo federal em Chapecó.
Por conta da ameaça, o presidente chegou a até mesmo ser recomendado por assessores e auxiliares a não viajar para a cidade, para evitar que uma manifestação pudesse prejudicar a cerimônia fúnebre. Por enquanto, contudo, a viagem está mantida. Nas palavras de um assessor presidencial, é importante que o peemedebista demonstre solidariedade diante de uma tragédia nacional e ignore “aqueles que querem promover disputa política em momento de dor”.
No dia do acidente aéreo, o presidente lamentou e disse que trata-se de um acontecimento “infausto” e “tristíssimo”. Ele lembrou que o governo federal disponibilizou aeronave para transportar familiares das vítimas para a Colômbia e que o Ministério das Relações Exteriores foi acionado para providenciar o deslocamento ao Brasil dos corpos.
“Eu quero mais uma vez lamentar o infausto acontecimento que gerou o falecimento de uma equipe de futebol e vários que a acompanhavam. Para nós, é um fato tristíssimo e a única coisa que podíamos fazer era tomar providências para de dar apoio às famílias que se enlutaram neste momento”, disse.
Agora RN

Nenhum comentário:

Postar um comentário