Os avanços econômicos que o centro de conexões de voos, passageiros e cargas da Latam pode trazer para a economia do Rio Grande do Norte são tantos, e em tantas áreas, que os especialistas preferem não fazer apostas em números. Será um investimento de R$ 6 bilhões no Nordeste, segundo a presidente da TAM, Cláudia Sender (antes eram anunciados R$ 4 bi) e que deve gerar cerca de 10 mil empregos diretos e indiretos.
De acordo com o governo estadual, o hub da companhia ganharia o status de ser um dos principais vetores de desenvolvimento do RN. O Rio Grande do Norte concorre ao investimento com Ceará e Pernambuco.
“Trata-se de uma prioridade, na qual o governo do estado está plenamente engajado”, disse o governo através do informativo entregue à Latam. O secretário de Desenvolvimento Econômico de São Gonçalo do Amarante, Leonardo Medeiros, um dos principais articuladores do comitê formado pelo governo, municípios e entidades do estado, avalia que não é apenas o estado ou município quem ganha com a possível chegada do centro de conexões.
“O hub não trará desenvolvimento apenas para o nosso município ou estado. É um desenvolvimento para o Nordeste e o Brasil. Por isso não é possível mensurar, não dá para saber quanto vai ser. Creio que o hub vai mudar a história de São Gonçalo e do RN”, afirmou Medeiros.
Para o analista do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Ivanilton Passos, o hub será o “modal” do futuro, incrementando, principalmente, o transporte de mercadorias.
O analista ainda destaca que a maioria dos municípios potiguares depende de atividades relacionadas com a administração pública e programas sociais. Ele acredita que a implantação do centro de conexões aéreas “pode atrair outras empresas, ampliar o transporte de cargas e passageiros, bem como, gerar postos de trabalho em maior quantidade e remuneração para o nosso mercado de trabalho”, defende.
As grandes empresas, acrescenta, são as principais responsáveis pelo crescimento econômico, sofisticação do mercado de trabalho, inclusive em termos de estímulo a qualificação da força de trabalho, nos grandes centros urbanos.
O analista aponta a ligação entre o desenvolvimento econômico e o social e defende que os potiguares é quem sairão ganhando, caso o hub seja instalado em Natal. “A geração de emprego, renda e o melhor nível educacional estão diretamente relacionados a ampliação da maioria dos indicadores socioeconômicos do RN e, consequentemente, melhores condições de vida da população”, colocou.
O professor Carlos Alberto Medeiros, que leciona logística na UFRN aponta que o hub vai viabilizar outros setores da economia, especialmente os voltados para a exportação, mas não atenderá apenas a economia local e sim a do Brasil e mesmo da América do Sul.
Desde a última semana, a reportagem do NOVO Jornal procurou a secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico, Paulo Cordeiro, para uma entrevista. Apesar dos pedidos por entrevistas, não houve resposta até o fechamento da reportagem.
Finalizando os 15 pontos entregues à Latam o comitê do RN citou o “empenho e o comprometimento de diversas instituições públicas e privadas do Estado” para, juntos, fazerem uma “parceria duradoura e de excelentes resultados”. O engajamento das entidades foi citado durante a série de matérias publicadas nesta semana, que tratou de cada um dos motivos apresentados para a Latam se instalar aqui.
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