sábado, 4 de julho de 2015

Dilma Rousseff pode sofrer impeachment, diz coluna do Financial Times


O jornalista também cita que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva "não tem ajudado" e lembra do cenário composto pelo escândalo de corrupção na Petrobras


O jornalista do britânico Financial Times no Brasil, Joe Leahy, assina coluna na edição impressa desta sexta-feira, 3, em que afirma que a presidente Dilma Rousseff corre o risco de sofrer impeachment.


“Com a popularidade tão baixa, Dilma está vulnerável ao impeachment 

particularmente se as investigações sobre a Petrobras encontrarem algo 

ligando ela ao problema”, diz o jornalista na coluna “Global Insight”. Leahy 

diz, porém, que a impopularidade de Dilma “não parece inteiramente 

merecida”.


Ao relatar a forte queda de popularidade de Dilma Rousseff entre os eleitores, 

o jornalista diz que “a única esperança dela é que o ajuste fiscal de Joaquim 

Levy estabilize a fraca economia e ganhe tempo para restaurar o crescimento”.


Apesar de mencionar o risco de impeachment, Leahy defende que a 

impopularidade de Dilma “não parece inteiramente merecida, já que outros 

presidentes presidiram o País em períodos piores, mas mantiveram números 

melhores nas pesquisas”.


“A maior economia da América Latina está caminhando para uma recessão e a 

taxa de desemprego subiu. A 6,75% em maio, o desemprego se aproxima níveis 

argentinos, mas certamente não é tão mau como na Grécia ou em outros 

lugares no sul da Europa”, diz o texto.


“Analistas brasileiros falam livremente da ‘crise’, mas o País não está 

enfrentando a turbulência que caracteriza crise. Não há nenhuma crise de 

balanço de pagamentos, por exemplo. O Brasil ainda tem uma das mais altas 

reservas cambiais do mundo”, exemplifica o jornalista.


Leahy reconhece que há motivos para que eleitores estejam insatisfeitos. Ele 

cita que a campanha para a reeleição de Dilma Rousseff negava problemas na 

economia, mas, logo após a vitória, o governo começou uma reviravolta com 

adoção de medidas austeras.


O jornalista também cita que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva “não 

tem ajudado” e lembra do cenário composto pelo escândalo de corrupção na 

Petrobras e por maior acesso à informação do eleitorado.


“Talvez a principal razão para os eleitores estarem tão zangados é que as 

expectativas eram muito elevadas”, diz.
Fonte: Exame

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