Candidatos a governo e Senado, ambos destacam a coerência de crítica ao governo, mas reforçam também o direito legítimo de serem votados por quem quer que seja.
Por Dinarte Assunção
A sucessão estadual deste ano promete seguir à risca o postulado por Ulisses Guimarães, já havia cantado essa pedra: política é como nuvem, é algo dinâmico que muda constantemente.
Três dias após o DEM referendar a negativa para a governadora Rosalba Ciarlini disputar sua reeleição, o vice-governador Robinson Faria (PSD) e a deputada federal Fátima Bezerra (PT) repercutiram a entrevista da chefe do Executivo estadual à 96 FM e afirmaram que não pretendem de jeito nenhum rejeitar o voto de Rosalba, a qual afirmou que não ficará de fora do processo eleitoral de 2014.
A governadora antecipou que não deverá seguir o caminho do DEM, que subiu no palanque do PMDB de Henrique Eduardo Alves e do PSB de Wilma de Faria. As opções são mínimas, portanto. Rosalba deverá apoiar os nanicos ou o projeto de Robinson e Fátima. Em que pese ambos não rejeitarem votos, eles frisaram um lembrete: fazem oposição ao governo atual, e é preciso distinguir esse posicionamento do direito legítimo de serem votados por quem quer que seja.
“Como cidadã e eleitora, a governadora pode apoiar quem quiser. Seria arrogância recusar apoio. Ninguém pode recusar apoio”, declarou Robinson, ponderando logo em seguida suas divergências sobre o governo.
“Eu divergi. Saí, mas saí de uma forma clara. De cabeça erguida. Hoje sou pré-candidato a governador. Se alguém quiser apoiar o nosso nome, não vamos rejeitar”, continuou Robinson.
Mas e se a governadora sinalizar uma aliança com o grupo? Aí a história é outra: “Não é uma decisão que é só minha. Temos uma aliança. Não posso tomar uma posição só com a opinião do PSD. Temos uma aliança, tudo tem que ser de forma conjunta”.
Para a deputada federal Fátima Bezerra, que vai disputar o Senado Federal, o pensamento é o mesmo: “E evidente que o vice-governador tem razão. Candidato não escolhe eleitor, eleitor é que escolhe candidato. Seja qual for eleitor, não vou rejeitar os votos de ninguém, seja de Garibaldi, seja da governadora”.
Fátima também destaca a separação das duas circunstâncias. Quando questionada sobre o apoio direto da governadora a seu projeto, ela comentou: “É preciso lembrar que temos uma coerência. A governadora pertence ao DEM. Ela continua filiada ao DEM. O PSB que fez oposição ao DEM porque o governo é do DEM, e agora está no mesmo palanque. O PT sempre teve uma posição muito clara sobre governo do DEM, que através do senador José Agripino sempre adotou uma postura de combate sistemático ao governo do PT e do PMDB”.
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