A morte de Jair Rodrigues, aos 75 anos, que aconteceu na manhã da última quinta-feira (08) em São Paulo, chocou os familiares, o meio musical e os fãs. O cantor faleceu em razão de um infarto agudo do miocárdio mesmo sem problemas de saúde. Recentemente, ele havia feito uma série de exames de rotina para checar alguma anormalidade.
O RD1 entrou em contato com o médico Luciano Baracioli, cardiologista do Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo), e tirou algumas dúvidas sobre a doença.
De acordo com o entrevistado, exames apontarem uma saúde perfeita e logo depois acontecer a morte do paciente é um caso pouco frequente, no entanto, realmente é possível. “Podem acontecer pequenas obstruções, que não seriam percebidas no check up, e que levam a uma obstrução total do coração”, explica. A placa de gordura pode romper em uma independente do momento, mesmo que o paciente esteja em repouso ou até dormindo.
O infarto também não acontece em uma faixa etária determinada. Os jovens, por exemplo, sofrem um ataque cardíaco mais intenso, pois não possuem a circulação periférica (como se fosse uma circulação alternativa e que protege o coração). Em pessoas mais velhas, o órgão já tem “outros caminhos” para fazer a passagem do sangue. De acordo com o médico, uma pesquisa de 2012 revelou que cerca de 300 a 400 mil infartos acontecem a cada ano no Brasil.
Os riscos são basicamente relacionados ao estilo de vida. O tabagismo, hipertensão, colesterol e diabetes altos aumentam as chances de um ataque cardíaco. “Um pico de estresse muito grande pode aumentar as possibilidades”, completa Baracioli. Dessa forma, o importante é “minimizar os fatores de perigo. Controlar a alimentação e fazer atividade física de quatro a cinco vezes por semana, entre 40 e 50 minutos, se for uma caminhada. Essa é uma questão de cada um”, relembra.
No entanto, o profissional destaca a importância de se procurar um médico caso sinta “qualquer dor abrupta. Muitas pessoas morrem antes de chegar ao hospital”, diz ele. Por isso, é importante ficar atento às dores já conhecidas, que são no peito e no braço.
Outros sinais podem surgir e indicar a proximidade de um infarto, como: falta de ar, perda de força momentânea em um dos membros (confundido com o derrame), tontura seguida de desmaio e dores na garganta, no estômago e na região central da coluna. Esses sintomas são mais comuns em pessoas com idade avançada ou diabéticas e a população feminina e idosa tem mais chances de apresentar esse quadro. Porém, independente do sexo, deve-se ficar atento.
Fonte: RD1

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