A presidente Dilma Rousseff inaugura a Arena das Dunas, em Natal (Friedemann Vogel/Fifa/Getty Images)
Antes de se reunir com Blatter, nesta quinta, em Zurique, presidente inaugurou a Arena das Dunas, mas teve de responder sobre possível exclusão de Curitiba
Dilma aproveitou a ida ao Fórum Econômico Mundial para se encontrar com Blatter, que tem alternado declarações muito duras sobre o Brasil com tentativas de manifestar seu otimismo em relação ao torneio no país
Um dos principais assuntos na pauta do Palácio do Planalto neste primeiro semestre é a tentativa de criar uma agenda positiva ao redor da Copa do Mundo - o governo avalia que o sucesso e a segurança do evento, que começa em 12 de junho e termina em 13 de julho, terão forte impacto na campanha da presidente Dilma Rousseff, que tenta a reeleição em outubro. Na noite de quarta-feira, Dilma teve sua primeira chance em 2014 para promover o torneio sob um enfoque positivo, inaugurando oficialmente a Arena das Dunas, em Natal, um dos seis estádios da Copa que o Brasil ainda não havia concluído. As circunstâncias da solenidade, no entanto, foram altamente desfavoráveis, e Dilma acabou tendo de se defrontar com dois dos "fantasmas" que cercam a realização do evento - a má impressão deixada pela demora na construção dos estádios e as manifestações populares que contestam o gasto de dinheiro público nas arenas.
Antes mesmo da chegada de Dilma ao local, no fim da tarde de quarta, cerca de 200 pessoas se reuniram nos arredores da Arena das Dunas para protestar contra os investimentos estatais nos estádios, cobrando mais gastos em saúde, segurança e educação. O grupo carregava uma boneca inflável gigante de Dilma. A polícia teve de bloquear o acesso ao estádio. A governadora Rosalba Ciarlini, que acompanhou a presidente na inauguração da arena, também foi alvo dos manifestantes. A presidente não comentou a manifestação e se esforçou para destacar os aspectos positivos do projeto, orçado em cerca de 420 milhões de reais, dos quais 396,5 milhões saíram de financiamento federal. "Fiquei encantada com a beleza desse estádio, que ele saiu 3% abaixo do preço orçado e que tem tecnologia de sustentabilidade ambiental", disse Dilma, que também destacou a possibilidade de a arena receber convenções e eventos. "O estádio vai contribuir para esse imenso potencial turístico que Natal tem."
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