domingo, 1 de dezembro de 2013

Ano letivo em recuperação

Eram 14h, e pouco a pouco a sala de aula se esvaziava. Os poucos alunos da turma se dispersavam entre conversas nos espaçados corredores, entretenimento no celular, ou até completando uma atividade da aula passada. A turma do 1° ano de ensino médio da Escola Estadual Wilston Churchill assistiu a única aula do dia, de geografia, e os estudantes já se despediam da escola. Para as disciplinas seguintes, de filosofia e português, não há professor. Essa turma de estudantes, e  de outras escolas estaduais, corre o risco de terminar o ano sem ter tido nenhuma aula de várias disciplinas.

Betânia Ramalho

Segundo  Betânia Ramalho, secretária do Estado de Educação (Seec), o conteúdo das aulas em falta serão repostos com o prolongamento do ano letivo em regime de ensino intensivo.

Situação agravante
De acordo com a Seec, do total de 167 escolas estaduais de Natal, cerca de 22 estão em situação de emergência. A falta de professores já é um problema recorrente das escolas públicas, no entanto, a situação foi agravada após o reordenamento da carga horária dos professores da rede estadual, que acarretou o descobrimento de turmas em disciplinas pontuais.

 Jarbas Oliveira, 17, migrou do município de Pilões, para Natal, a fim de terminar seu ensino médio “na capital”. Com a falta de três disciplinas, ele acredita que estaria melhor na escola antiga. “Somente na quinta tenho o horário de aula completo”. Talvez, seu objetivo de estudar Farmácia, seja adiado por mais um ano.

TN
 

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