Com movimento intenso nas agências, clientes relatam espera de mais de 3 horas. Foto: José Aldenir
Após 26 dias de paralisação, os bancários do Rio Grande do Norte voltaram, nesta terça-feira (15), ao exercício de suas atividades. Após a última rodada de negociações entre a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e a Confederação Brasileira dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), já havia sido sinalizado que a proposta de 8% nos vencimentos e 8,5% no piso seria aceita, apesar de, originalmente, os grevistas pedirem reajuste salarial de 11,93% – 5% de aumento real além da inflação -, Participação nos Lucros e Resultado de três salários mais R$ 5.553,15 e piso de R$ 2.860.
Os bancos privados já haviam retomado o funcionamento normal desde ontem, reforçando a tendência de que o movimento deveria, de fato, ser desfeito. A decisão final foi tomada durante assembleia geral do Sindicato dos Bancários do RN, realizada na noite desta segunda (14) na capital potiguar, apesar de a direção da entidade classista considerar insuficientes as propostas apresentadas pela Federação dos Bancos.
“A própria Contraf estava nos pressionando pelo fim da greve, após a reunião de quinta-feira passada, não tivemos muita escolha. Quanto à proposta financeira, apenas nos conformamos. Já com relação às condições de trabalho, ainda há muito a ser resolvido. Vamos manter o diálogo com as instituições para tentar garantir mais convocações e contratações, com o intuito de desafogar os trabalhadores do setor bancário, que sofrem com abusos, acúmulo de funções, assédio moral e outras práticas danosas à saúde”, afirma a presidente do Sindicato, Marta Turra.
A reportagem d´O Jornal de Hoje esteve em algumas agências da capital para observar o movimento neste primeiro dia de atendimento à população. Em todos os pontos visitados a situação era absolutamente caótica, com filas gigantescas até mesmo para tirar as fichas. No Banco do Brasil da avenida Afonso Pena, tinha gente aguardando há mais de três horas apenas para solicitar o atendimento, caso da autônoma Joseilde Soares. “Estou aqui desde muito cedo, perdi um dia de trabalho só para tentar colocar as contas em dia, mas está difícil. Não consegui nem pegar ficha ainda”, lamentou.
Eliminação de juros e multa
O Procon/RN publicou comunicado, informando que estará coletando informações durante esta terça-feira (15) para que o órgão possa pedir na Justiça a suspensão do pagamento de juros, multas, prorrogação do vencimento da conta por mais 72 horas ou quaisquer outros encargos para os boletos vencidos durante a greve bancária.
O consumidor que sofreu prejuízo devido à paralisação deve enviar um email urgente – apenas hoje – para rnconsumidor@gmail.com, relatando o fato e detalhando seu nome completo, RG e CPF, endereço completo e telefone para contato.
JH

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