Aeroporto de São Gonçalo do Amarante:trabalhadores da iniciativa privada também cruzaram os braços no estado
Em meio às greves no serviço público do Rio Grande do Norte, trabalhadores da iniciativa privada também cruzaram os braços no estado. Os operários que atuam nas empresas que prestam serviços na obra de construção do terminal de passageiros em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal, suspenderam as atividades até pelo menos a próxima a segunda-feira, 26, cobrando pagamentos que estariam atrasados.
Ao todo, 12 empresas prestam serviços na construção do terminal de passageiros, com a atuação de quase 1.500 operários. De acordo com o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, Luciano Ribeiro, os funcionários paralisaram as atividades porque não receberam os valores referentes à participação nos lucros e adiantamentos de percentuais salariais que costumeiramente eram pagos aos trabalhadores.
Segundo o diretor sindical, os trabalhadores deveriam ter recebido há dois dias R$ 340, valor referente à 50% da participação nos lucros definida no contrato. Além disso, alguns também reclamam parte dos salários de forma adiantada. De acordo com Luciano Ribeiro, alguns recebiam 40% dos salários na primeira quinzena do mês e o restante no período normal de pagamento. Por isso, as obras no terminal de passageiros foram suspensas até uma sinalização por parte das empresas.
O prazo dado pelos operários para uma resposta dos empresários foi a segunda-feira (26), quando haverá assembleia no canteiro de obras, para definir sorbe o retorno ao trabalho. A obra do terminal está orçada em R$ 450 milhões. O consórcio Inframérica, responsável pelas obras, confirmou, por nota, que a paralisação, até o momento, não acarretará atrasos no cronograma da construção. O início das operações no terminal de passageiros do aeroporto está previsto para abril de 2014.
TN

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