quarta-feira, 22 de maio de 2013

Polícia prende trio acusado de matar mulher em ritual de magia negra em terreiro na zona Norte


Os acusados de envolvimento em ritual de magia negra que "sacrificaram" Edilma Dantas e com possibilidade de mais crimes em outros casos.

Edilma Dantas, de 41 anos, estava desaparecida desde o início de abril. Foto: Reprodução
Edilma Dantas, de 41 anos, estava desaparecida desde o início de abril. Foto: Reprodução
Policiais civis da Delegacia Especializada de Polinter e Capturas (Decap) prenderam três homens acusados de matar uma mulher durante um ritual de Magia Negra, no bairro de Jardim Progresso, na Zona Norte de Natal. O corpo de Edilma Dantas de Souza, de 41 anos, foi encontrado ontem pela Polícia Civil, por volta das 15hs, enterrado no quintal da casa de um dos acusados, o João  Maria Guedes da Silva, mais conhecido como João Macumbeiro, que era amigo da vítima e dos familiares dela. Edilma estava desaparecida desde o dia 1º de abril.
João Maria já havia sido preso por força de um Mandado de Prisão na última segunda-feira (20), ocasião em que ele resolveu confessar o crime e denunciar a participação dos outros dois acusados, presos ontem (21), identificados como sendo o Jarbas Gomes de Meneses, vulgo “Lilico”, e Gildásio Cardoso Gomes.
Segundo o Delegado Ben-Hur Cirino de Medeiros, que presidiu as investigações do caso, no último dia 03 de abril o irmão da vítima de nome Gilvan havia ido à Especializada para denunciar o desaparecimento da vítima e a partir disso iniciaram-se as investigações. “O irmão dela havia nos relatado que no dia 1º de abril Edilma havia saído da casa da mãe, no bairro Nordeste com destino a Jardim Progresso, na Zona Norte, para visitar a casa de João Maria para que este que fizesse um trabalho de macumba com o objetivo de aproximar uma pessoa dela”, explicou.
O delegado disse que João Maria foi ouvido por diversas ocasiões, sempre contando versões duvidosas, passando a ser um dos principais suspeitos do desaparecimento. “Acreditávamos que ele tinha participação, mas até então confiávamos que Edilma ainda estava viva”, relatou Ben-Hur. Após investigações e indícios da autoria dele no crime, foi solicitado o Mandado de Prisão concedido pela Justiça.
O corpo da vítima foi encontrado despido e com mães e pés amarrados. Foto: Sergio Costa
O corpo da vítima foi encontrado despido e com mães e pés amarrados. Foto: Sergio Costa
João Maria confessou também que resolveram matá-la num ritual de magia negra, porque Jarbas teria dito a ele que preferia uma mulher solteira e que não tivesse filhos, pois “ficariam mais fortes diante de Lúcifer”. Ele também relatou à Polícia Civil, durante interrogatório, que havia participado da ocultação do cadáver de uma adolescente de 13 anos que havia sido morta por Jarbas também durante um ritual de magia negra, e, cujo corpo teria sido jogado na Lagoa de Extremoz. “Essa estória vai ser investigada e é possível que eles tenham cometido outros assassinatos”, frisou o titular da Decap.
O corpo da vítima foi encontrado despido e com mães e pés amarrados, confirmando o que João Maria já havia dito à Polícia Civil. Em depoimento, Gildásio, que é primo de Jarbas, negou as acusações alegando que João Maria o havia incriminado por eles terem uma rixa. Jarbas também negou o assassinato dizendo que João Maria o havia chamado para ir na casa deste para fazer um trabalho, mas chegando ao local quando percebeu a intenção de João em assassinar a vítima teria resolvido ir embora. João Maria reafirmou a participação dos dois suspeitos e disse ainda que “está arrependido” e que “quer se tornar evangélico”.
Para o delegado Ben-Hur Medeiros, o crime foi premeditado pelo trio.  Os acusados foram presos sob Mandado de Prisão Temporária e devem ser indiciados por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver.
Crime
Em depoimento à Polícia Civil, João Maria Gudes da Silva conta os detalhes de como foi praticado o assassinato. Ele disse que, no dia 1º de abril convenceu a vítima a ir até a residência de Jarbas Gomes, pois lá teria um espaço maior para realizar o trabalho de macumba que ela havia pedido. Chegando ao local, por volta da meia-noite, Jarbas deu uma bebida feita com ervas para entorpecer Edilma, que ficou desorientada. Em seguida eles a deitaram no chão em cima de um pano preto e colaram velas ao redor e na cabeça dela. Depois derramaram sangue de animal em cima de Edilma e o próprio João teria colocado as mãos no pescoço da vítima, ainda desorientada, e a esganado até a morte. Após isso eles levaram o corpo num veículo até a casa de João e a enterraram no quintal.
JH

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