segunda-feira, 22 de abril de 2013

Cartes é o vencedor das eleições no Paraguai Após cinco anos, Partido Colorado volta ao controle do país


O candidato à presidência do Paraguai, o colorado Horacio Cartes, foi declarado o vencedor das eleições deste domingo. De acordo com o presidente do Tribunal Superior de Justiça Eleitoral (TSJE), Alberto Ramírez Zambonini, o empresário obteve 45,91% dos votos válidos – o que é suficiente para garantir a volta da Associação Nacional Republicana (ANR) ao poder.

Em seu discurso de reconhecimento da vitória, no centro de Assunção, Cartes renovou sua promessa de campanha de dar um novo rumo ao país. "Na campanha eleitoral, falávamos que, ouvindo as pessoas, queríamos dar um novo rumo ao Paraguai. Quero reafirmar o compromisso assumido e ratificar agora ao Partido Colorado, e a todos os outros partidos, que venceu o Paraguai. Meu compromisso é com todos os paraguaios da república", disse.

O candidato prometeu trabalhar para todos os cidadãos, principalmente para os mais necessitados, idosos, jovens e mulheres. "Sinto que posso trabalhar para os mais de 6 milhões de paraguaios do meu país."

No começo da noite, o candidato governista, Efraín Alegre, reconheceu sua derrota nas eleições. "Procuramos obter a vitória, mas não foi possível. O povo paraguaio se pronunciou, e nós respeitamos. A cidadania resolveu através de sua participação, de sua decisão, de forma transparente, em um processo que consideramos adequado. Um processo que garante o resultado", declarou.

Nas filas para votar, o otimismo dos colorados era visível desde cedo. "Este será um dia histórico. O Partido Colorado retornará, e será por muitos anos. Em 2018, voltaremos a vencer", previa o economista Miguel Pereira no centro de Assunção. A transferência de poder está prevista para 15 de agosto. Além do presidente, os paraguaios elegeram hoje o vice, bem como 45 senadores e 80 deputados, para um período de cinco anos. "Entregarei o poder a qualquer um que vencer estas eleições, para reinstitucionalizar a república deste país", disse o atual presidente Federico Franco.

(Com agências internacionais)

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