Na reforma ministerial iniciada ontem, Dilma sedimentou a aliança com o PMDB, impediu a debandada do PDT, que flerta com a possível candidatura ao Planalto do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), mas deixou o PR irritado.
A presidente transferiu Moreira Franco (PMDB) da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) para a Aviação Civil, uma pasta poderosa em tempos de concessão de aeroportos e obras para a Copa de 2014. Além disso, para facilitar a montagem do palanque petista em Minas, o deputado Antônio Andrade, presidente do PMDB mineiro, assume a Agricultura no lugar de Mendes Ribeiro, que voltará para a Câmara.
Dilma também nomeou o secretário-geral do partido, Manoel Dias, para o Ministério do Trabalho, no lugar de Brizola Neto. Dias é ligado ao presidente do PDT, Carlos Lupi, que antecedeu Brizola Neto no cargo e foi demitido em meio a denúncias de corrupção. Lupi foi o sétimo ministro que caiu no primeiro ano de governo Dilma, em 2011, na esteira da “faxina” promovida por ela.
A cúpula do PR quer substituir o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, mas sente-se preterida por Dilma, que ainda não atendeu ao partido. “Eu defendo a aliança do PR com o ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento), que é candidato do PT ao governo de Minas. Mas, para usarmos a estrutura do PR em benefício de Pimentel e do palanque da presidente, precisamos de um ministro político”, disse o deputado Luciano Castro (PR-RR), de olho no cargo. A entrada de Antônio Andrade na Agricultura também foi articulada para a construção da candidatura de Pimentel.

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