Atores globais em terras potiguares: Henri Castelli, Grazi Massafera e Igor Ricki protagonizam próxima novela das 18 horas na Globo.
São quase cinco horas da tarde e os moradores de Barra do Cunhaú, no Rio Grande do Norte, estão parados de frente para a praia, com os olhos vidrados no mar. Mas não se trata de um fenômeno natural. O povo, curioso, estica o pescoço é para ver, mesmo que de longe, um pouquinho de Grazi Massafera, Henri Castelli e Igor Rickli, os protagonistas de “Flor do Caribe”, próxima trama das 18h com estreia prevista para março.
O trio grava uma das cenas do folhetim, e o trabalho precisa ser rápido. A tarde cai, e o sol começa a perder a força. O diretor de núcleo Jayme Monjardim tem pressa, não quer perder a luz. A gravação começa com peripécias na areia e um mergulho no mar. Em seguida, eles entram no buggy amarelo-manga que, na ficção, pertence a Esther, personagem de Grazi.
— Vamos lá, gente. Volta o carro, rápido — pede Jayme, que registra o momento mais algumas vezes, para captar as possibilidades do cenário.
Cenas como estas têm feito parte da rotina dos habitantes locais desde o fim de novembro, quando equipe e elenco desembarcaram no estado do Rio Grande do Norte para o início das gravações da história escrita por Walther Negrão. Entre as paisagens cenográficas estão as praias de Pipa, o município de Baía Formosa, as dunas do Rosado e as de Genipabu.
— Só havia estado em Natal uma vez a trabalho, não deu para conhecer bem. Que lugar lindo! Para começar, eu amo a temperatura do mar. No Rio eu nem entro na água, de tão gelada que é — conta Grazi, que faz a primeira novela após ter dado à luz Sofia, em maio.
A concepção de “Flor do Caribe”, afirma o diretor-geral Leonardo Nogueira, pega carona em “Tropicaliente”, trama de 1994 também de Negrão.
— Há muito tempo uma novela das 18h não explora esse clima de praia. Nosso conceito é mostrar saúde, alegria, alto-astral. O cabelo é natural, as plantas balançam. E é isso que vamos tentar reproduzir no Projac — avisa.
E o mais importante, acrescenta Monjardim, é tentar passar todas essas sensações para quem está em casa.
— Queremos que o telespectador sinta o cheiro do orvalho da manhã, do perfume da Esther. Pode ser um delírio, mas talvez venha aí a primeira novela perfumada do Brasil. Mas eu disse talvez — sonha o diretor.
Da Agência O Globo

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