Rosilda Araújo, 37 anos, e o filho dela, Allyson Bruno, 21 anos, se uniram para atacar o flanelinha rival
Os
agressores, identificados como Rosilda Araújo, 37 anos, e Allyson Bruno
de Araújo, 21 anos, foram presos em flagrante por volta das 5h de
ontem. Em depoimento ao titular da 2ª Delegacia de Polícia de Brasília
Teimosa, Amaro Rinaldo, Rosilda alegou que ateou fogo em Klayton porque
ele vinha ameaçando o filho dela. Antes de atear fogo na vítima, Rosilda
presenciou a discussão entre Alysson e Klayton.
De acordo com as
informações repassadas pela polícia, Alysson estava vigiando um carro
estacionado na avenida. Quando o proprietário do veículo se aproximou,
Klayton foi pedir dinheiro a ele. Os dois começaram a brigar. Rosilda
colocou fogo em uma garrafa de plástico com álcool e jogou em cima da
vítima. Pouco depois, Alysson deu pelo menos três golpes de faca em
Klayton. O delegado está investigando a veracidade do depoimento dos
acusados, pois enquanto Alysson diz que a mãe trouxe uma faca de cozinha
de casa, Rosilda alega que a arma estava em poder da vítima.
A
vítima foi levada por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de
Urgência (Samu) ao Hospital Walfredo Gurgel. De acordo com a assessoria
de imprensa do hospital, Klayton foi submetida a cirurgia e está
internado no Centro de Recuperação Pós-Operatório daquela unidade. A
vítima está em estado grave, teve queimaduras de segundo grau no tórax,
face e membros superiores.
Rosilda está presa no Centro de
Detenção Provisoria feminino, em Parnamirim, enquanto o filho está
recolhido no Núcleo de Custódia da Polícia Civil, no conjunto Cidade da
Esperança, na Zona Oeste de Natal. Os dois foram autuados por tentativa
de homicídio.
A disputa por espaço nas ruas e avenidas da capital
potiguar promovida pelos flanelinhas é uma realidade em vários bairros.
Na Praia do Meio, local de grande movimentação, especialmente nos
finais de semana, vários flanelinhas tentam ganhar dinheiro oferecendo o
serviço de "guardador de carro". O morador de rua, Fábio Tavares, 43
anos, diz que trabalha na rua há pelo menos dez anos. Ele conta que
muitos usuários de drogas tentam arrumar confusão para conseguir
dinheiro.
"Eles chegam aqui já querendo briga. Eu fico de longe
porque não quero confusão, mas muitos pegam o dinheiro e vão comprar
droga", relatou. O flanelinha disse ainda que conhece as pessoas
envolvidas na confusão de quinta-feira. "Esse cara que foi esfaqueado
vivia arrumando confusão. O filho e a mãe são gente boa".
Na
avenida Afonso Pena, em Petrópolis, os flanelinhas tentam se organizar
para evitar confusões. Para tanto, existe uma espécie de loteamento das
ruas para definir quem cuida dos espaços. Francisco da Silva Ribeiro, 30
anos, conta que trabalha na rua desde que tinha apenas 5 anos. "Vim
para cá ainda criança. Cresci vigiando os carros", disse. "Cada
flanelinha tem seu espaço. E todo mundo se respeita para não ter
confusão", completa. Francisco divide o trabalho com o também flanelinha
Vitorino da Silva, 32 anos. Ambos já fizeram parte da "Associação dos
Flanelinhas", entidade criada ano passado, mas que encerrou as
atividades dois meses depois da fundação.
TN

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