A Ipsos ouviu 1.200 brasileiros de todas as classes sociais em 72 municípios nas quatro regiões do país
Por Redação

O pessimismo do brasileiro em relação à situação do país é grande. Em levantamento do instituto global de pesquisa Ipsos, realizado entre 13 e 27 de janeiro, 92% dos entrevistados disseram acreditar que o país está no rumo errado. Em outubro de 2014, momento das eleições presidenciais, a maioria (60%) achava que o país estava no rumo certo. Nesta pesquisa de janeiro, o governo de Dilma Rousseff foi considerado ruim/péssimo por 79%, e 60% dos entrevistados apoiam o impeachment.
A Ipsos ouviu 1.200 brasileiros de todas as classes sociais em 72 municípios nas quatro regiões do país. A margem de erro é de 3% pontos percentuais e o levantamento integra o Pulso Brasil Ipsos, acompanhamento das tendências políticas, econômicas e sociais do país.
Quando se fala em corrupção, 94% dos brasileiros não somente já ouviram falar na operação Lava Jato, como 8 em cada 10 concordam que a investigação deva continuar até o fim, mesmo que traga mais instabilidade política e econômica. No longo prazo, não parece haver otimismo em relação ao fim da corrupção no país: para 92% das pessoas que foram ouvidas, sempre vai existir corrupção no Brasil.
O PT é o partido que mais sofreu dano de imagem com a Lava Jato. Embora 82% tenham dito que a investigação está mostrando que todos os partidos são corruptos, para 71% dos entrevistados o PT é mais corrupto que os outros. “É uma mudança de imagem significativa. O Partido dos Trabalhadores, que era visto como o que mais defendia os pobres em março de 2007, agora passa a ser visto como o que tem os políticos mais corruptos.
Por outro lado, partidos como PSDB e PMDB não parecem ter um posicionamento explícito – há um espaço imenso a ser ocupado”, afirma Cliff Young, presidente de Ipsos Public Affairs nos EUA, área responsável pelas pesquisas de opinião pública, eleitoral e de reputação corporativa.
O resultado do Pulso Brasil Ipsos foi apresentado nesta segunda-feira, dia 1º, em um painel no “Annual Summer School”, evento realizado na Universidade de São Paulo (av. Prof. Luciano Gualberto, 315, sala 14), e presidido por Cliff Young, presidente de Ipsos Public Affairs nos EUA.
O tema do painel foi “Corrupção, o PT e Lava Jato: Implicações em Longo Prazo e a Opinião Pública”. Além dele, também estiveram presentes os professores Guy D. Whitten (Texas A&M University) e Sergio Praça (FGV-RJ), e os colunistas José Roberto de Toledo Rosario (O Estado de S. Paulo) e Alberto Almeida (Valor Econômico).
Sobre a Ipsos
A Ipsos é uma empresa independente global na área de pesquisa de mercado presente em 87 países. A companhia tem mais de 5 mil clientes e ocupa a terceira posição na indústria de pesquisa. Maior empresa de pesquisa eleitoral do mundo, a Ipsos atua ainda nas áreas de publicidade, fidelização de clientes, marketing, mídia, opinião pública e coleta de dados.
Os pesquisadores da Ipsos avaliam o potencial do mercado e interpretam as tendências. Desenvolvem e constroem marcas, ajudam os clientes a construírem relacionamento de longo prazo com seus parceiros, testam publicidade e analisam audiência, medem a opinião pública ao redor do mundo.
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