O senador Renan Calheiros(Ueslei Marcelino/Reuters)
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), elevou nesta quinta-feira (30/04/2015) o tom das críticas que tem feito à presidente Dilma Rousseff. O peemedebista classificou como "ridícula" a decisão da petista de não fazer pronunciamento em rede nacional de rádio e TV no 1º de Maio, Dia do Trabalho. "Essa coisa da presidente não poder falar no dia 1º porque não tem o que dizer é ridícula, ridícula. Isso enfraquece muito o governo", afirmou, logo depois de sugerir a criação de um pacto pelo emprego.
Temendo manifestações e panelaços, Dilma desistiu do tradicional pronunciamento do dia 1º de Maio e planeja a divulgação de vídeos pelas redes sociais nesta sexta-feira. A fala de Renan une-se à da oposição. Na última terça-feira, o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, afirmou que Dilma não iria à televisão porque ela está "envergonhada" e acrescentou que o Brasil tem uma não-presidente, incapaz de dialogar com o país.
Renan avançou nas críticas, afirmando que "não há nada pior do que a paralisia, a falta de iniciativa e o vazio". Também disse que, no Brasil, existe democracia para deixar "as panelas falarem". "Nós precisamos todos ouvir o que as panelas dizem. O que nós não podemos deixar de ter no país é iniciativa, é ter o que dizer. Certamente a presidente não vai falar porque não tem o que dizer".
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