domingo, 18 de março de 2012

Prefeito Jaime Calado diz que é candidato a reeleição, que vai procurar o deputado Poti Júnior e que tem 12 partidos que lhe dão apoio

Jaime Calado confirma que é candidato a reeleição, que vai procurar todas as forças políticas de São Gonçalo, inclusive o deputado estadual Poti Júnior; que une em torno do seu projeto 12 partidos políticos e que pesquisas para consumo interno já lhe colocam em 1º lugar.

Confira os principais pontos da entrevista que o prefeito de São Gonçalo do Amarante deu ao jornal Diário de Natal neste final de semana:


1ª parte: reeleição, apoios e alianças políticas


DN- Como estão as articulações para sua candidatura à reeleição no município?

JAIME CALADO: Nós temos o apoio de 12 partidos. Estamos convidando todas as forças políticas que queiram o bem de São Gonçalo do Amarante a se juntar a nós. Como já estamos na execução desse plano, temos recebido muitos apoios. Mas, o quadro não está completamente definido em São Gonçalo do Amarante. Diferentes cenários podem ser formados. Estamos bem, com muita humildade, pedindo o apoio de todos e procurando justificar os votos de quem confiou em nós. Queremos unir as forças, porque o município não pode desperdiçar forças. Se a união das forças políticas não resolver os problemas, a divisão é que não resolverá. A presidente Dilma Rousseff (PT), em seu discurso, destacou que a conquista do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante foi proporcionada pela união política dos representantes do estado. É uma coisa que traz benefícios para todos.

DN; Existe diálogo com o PMDBdo município? Como é sua relação com o deputado estadual Poti Júnior (PMDB), que poderá ser candidato contra o senhor?

JAIME CALADO: Pessoalmente, é uma relação muito boa. Não tenho nenhuma aresta com o deputado Poti Júnior. Agora, nós ainda não nos reunimos nenhuma vez para tratar de aliança para a disputa pela prefeitura. Temos amigos comuns que conversam sobre o assunto. O deputado federal João Maia (presidente estadual do PR) é muito próximo do deputado federal Henrique Eduardo (presidente estadual do PMDB). Na última eleição, devido à aliança do PR com o PMDB, eu votei no ministro Garibaldi Filho (PMDB) para senador. Mas, até hoje ainda não existe uma aliança municipal. Não sentei com o deputado Poti Júnior para tratar especificamente deste assunto. Tenho dito a quem pergunta que vou atrás de um voto de madrugada, embaixo da ponte. Um voto é muito importante. Imagine o apoio de uma liderança tão expressiva como é o deputado Poti Júnior. É do interesse do município a união das forças políticas para levá-lo a progrediro mais rápido possível.

DN: Nas pesquisas de opinião divulgadas até o momento, o deputado Poti Júnior aparece em primeiro na preferência do eleitorado para a sucessão deste ano. O senhor tem medo de enfrentá-lo nas urnas?

JAIME CALADO: Eu tenho pesquisas que dizem o contrário, me mostram em primeiro. Mas não tenho interesse em ficar divulgando. Não tem para quê. Em algumas divulgadas também estou em primeiro lugar. Mas não entrarei nesse mérito. Pesquisa é o retrato de um momento. Eu acho que o deputado Poti Júnior é uma liderança muito forte. Por isso, nós estamos trabalhando para ter o apoio dele, como também de outras importantes lideranças do município.

DN: O Democratas hoje faz parte da sua base de sustentação. Já existe aliança confirmada com a legenda para as eleições deste ano?

JAIME CALADO: Já. Teremos o apoio do partido.

DN: O senhor espera receber o apoio da governadora Rosalba Ciarlini, mesmo tendo votado contra ela em 2010?

JAIME CALADO: O deputado federal João Maia tratou bem dessa aliança do PR com o governo. Como eu já disse, vou atrás de todos. Preciso de todos. Não rejeito um voto, um eleitor. Imagine forças políticas...

DN: Quais os 12 partidos que confirmaram apoio à sua candidatura à reeleição?

JAIME CALADO: PR, PSB, PT, PTC, PCdoB, DEM, PTN, PV... Fico sem saber direito, porqueposso esquecer de citar alguns. Mas, são 12.

DN: Então o senhor une em torno do seu nome PT e DEM...

JAIME CALADO: Desde a última eleição foi assim.


2ª parte: crescimento e desenvolvimento do município


DN: A Coteminas anunciou investimentos em São Gonçalo do Amarante. Mas, em contrapartida, vai deixar muitos trabalhadores desempregados. O que vai ser feito desses trabalhadores?

JAIME CALADO: Essa foi a primeira pergunta feita durante a reunião, ao doutor Josué (Gomes da Silva - presidente da Coteminas). São gerados 1.100 empregos no local. Depois da implantação do projeto, teremos seis mil empregos. Eu questionei sobre a situação dos atuais funcionários. Ele disse que existem duas fábricas e seis processos. Com a desativação das duas atividades mais primitivas, que ele disse que vai desativar primeiro, colocará no lugar uma quantidade de pessoas três vezes mais numerosa, com o pagamento de impostos com valor quatro vezes maior. Uma parte dos trabalhadores será deslocada para a fábrica que eles têm em Macaíba. Outra parte ele está oferecendo para outras indústrias têxteis, por ser um pessoal játreinado e capacitado. Os que restarem dessas duas medidas farão cursos no Senai e Sesc para serem capacitados gratuitamente para uma das atividades que serão implantadas ali. O diretor da Coteminas há 16 anos, João Lima, será o coordenador do novo projeto. Essa preocupação com os empregos foi mencionada por todos que participaram da reunião.

DN: A prefeitura tem algum plano para dar assistência aos desempregados?

JAIME CALADO: Pelo que ele (Josué Gomes da Silva) descreveu, isso não será necessário. Mas, nós lá da Prefeitura, fazemos um cadastro de empregos. Todas as empresas que chegam e pedem incentivos, cobramos a geração de empregos. O critério para reduzir impostos é a geração de empregos para pessoas que moram em São Gonçalo há pelo menos dois anos. A Inframérica (consórcio responsável pela construção do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante) já assumiu esse compromisso. Então, a prefeitura com essa central de empregos, está cadastrando os desempregados no município para encaixá-los nas funções que vão se abrindo. Nós pedimos às empresas que digam quais as especialidades que precisam. Se, por exemplo, a Inframérica pedir 30 pedreiros e nós tivermos apenas 10 cadastrados, encaminhamos os 10 e colocamos mais 20 para serem capacitados pelo Senai e posteriormente ocuparem as vagas.

DN: Com o crescimento do município, pioram os problemas com a mobilidade urbana. Um dos gargalos de São Gonçalo do Amarante é o famoso "gancho", que gera engarrafamentos quilométricos na divisa com Natal. Existe alguma expectativa para resolver esse problema?

JAIME CALADO: O Diário de Natal deu uma matéria com o título "Engancho" que mostrou bem a realidade daquele local. É mesmo um "engancho". Existe um engarrafamento de cerca de 45 minutos no local. Existe um projeto para a construção de um complexo viário, com viaduto. E já começa tarde. Isso está atrapalhando o município, é preciso também colocar quatro passarelas na Avenida Thomas Landim porque tem havido muitos acidentes ali. Entreguei vários ofícios aos Ministros dos Transportes que já visitaram o nosso estado,inclusive ao nosso conterrâneo Alfredo Nascimento. Nos últimos dez anos, houve mais de 30 mortes por atropelamento. Não se justifica ali não ter pelo menos quatro passarelas e um viaduto. As passarelas já estão sendo licitadas. Para o gancho, está sendo preparado pelo Dnit um projeto do viaduto. Já era para existir isso há tempo. O problema viário é grave na Grande Natal toda, porque tivemos poucos investimentos nos últimos 30 anos. Milhares de carros novos começam a rodar todo mês, mas as ruas são as mesmas. Essa Copa foi Deus que mandou, porque os investimentos em mobilidade agora serão possíveis.

DN: É preciso preparar a mobilidade urbana para chegada do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante?

JAIME CALADO: O acesso ao aeroporto vai melhorar bastante a questão da mobilidade, com a "via metropolitana", que começa na Via Costeira, que já está duplicada; passa pela Ponte Newton Navarro, chega na Avenida Moema Tinoco, que vai ter a duplicação até à BR-101, próximo à Ambev. A BR-101 já é duplicada até á entrada de Ceará-Mirim, onde começa a BR-406, que será duplicada seis quilômetros para frente, onde terá um viaduto duplo que dá acesso a São Gonçalo e vai até a frente do aeroporto, onde terá uma grande rótula. De lá, a pista continua dupla ao lado do aeroporto, passa pelo Rio Potengi, segue ao lado de Macaíba e sai na BR-304, que vai para Mossoró. Lá terá um viaduto e ela retorna duplicada até emendar com o prolongamento da Avenida Prudente de Morais. Isso vai melhorar muito o tráfego em Natal, Extremoz, Macaíba, São Gonçalo e Parnamirim. Os transportes de cargas serão feitos por essa "Via Metropolitana". Não precisará entrar nas cidades, gerando transtornos. Essas obras, com exceção da Avenida Moema Tinoco, já estão todas contratadas e licitadas. O governo do estado deverá começar a executar em abril.

DN: Quais os investimentos próprios que a prefeitura de São Gonçalo está fazendo em infraestrutura para acompanhar o crescimento?

JAIME CALADO: São Gonçalo tem demandas antigas e demandas novas. Existe uma comunidade chamada Jacaraú que tem 200 anos enão tem uma pedra de calçamento. Começamos a calçar agora. Com ela, são 19 comunidades sem calçamento. Existem comunidades como o Goladim, que tem calçamento, mas faltam 42 ruas serem calçadas. A prefeitura, sem a ajuda forte do governo federal e do estadual, não tem como responder a essa demanda. Mas nós estamos tentando atender às duas demandas. Na parte legal, já fizemos, com um plano diretor moderno. Temos também a Secretaria do Meio Ambiente. Agora, vamos preparar, junto com a Inframérica e outras instituições, um master plano para os próximos 50 anos, será um crescimento ordenado, harmonioso. Outro ponto é a água. Fizemos um plano de saneamento e um projeto de água. Conseguimos com o governo federal R$ 80 milhões para água para a construção de um sistema de esgotos para a cidade toda. Também temos um plano de pavimentação e drenagem. Existem 300 ruas para serem calçadas. Fui à presidenta para pedir recursos para isso. Com recursos federais, estaduais, municipais e privados, já calçamos mais de 100 ruasnesses três anos. Na gestão anterior, foram calçadas somente cinco ruas. Então, existe uma demanda antiga e uma nova.

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